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13/11/2011
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13/11/2011
SUAPE
Os vizinhos dos estaleiros
Famílias diretamente afetadas por grandes investimentos ainda aguardam solução do governo
Quando percebe a presença da reportagem do JC na Ilha de Tatuoca, no Porto de Suape, o pescador Biu dispara, emburrado: “Não aguento mais filmagem aqui. Os anos passam e tá tudo a mesma coisa. O governo não faz nada”. A descrença, que resvala sobre nossa equipe, é o resultado de promessas descumpridas. Desde 2007, o governo de Pernambuco garantiu que construiria a agrovila Nova Tatuoca para remover a comunidade de pescadores e permitir a implantação de um polo naval na ilha. A diretoria do complexo aprovou um novo plano diretor, dedicando 600 hectares de terra para os estaleiros, mas não conseguiu resolver o imbróglio com os ilhéus. Hoje, eles convivem com o Atlântico Sul em seu quintal e, agora, com a obra do Promar.
O projeto do condomínio foi marcado por uma série de entreveros. O primeiro desafio foi convencer os moradores a deixarem o local que habitam há quatro gerações para ocupar uma vila com 51 casinhas de gesso. Depois, o projeto sofreu mudança de endereço. O primeiro terreno escolhido para abrigar as residências era local de uma obra de saneamento da Secretaria de Turismo. Uma segunda área foi identificada e o posseiro exigiu um valor de indenização que Suape se recusava a pagar. Para completar o longo folhetim, a Agência de Meio Ambiente de Pernambuco (CPRH) identificou que uma parte do terreno ficava dentro de uma área de preservação ambiental (APA) e embargou a obra.
Resultado: a obra está parada desde 2009 e o governo vai precisar jogar fora o dinheiro que investiu numa primeira terraplenagem e fazer uma segunda obra. A defasagem também vai exigir que o valor do projeto, orçado inicialmente em R$ 2,8 milhões, seja recalculado. “A CPRH percebeu que uma franja do aterro de um metro da terraplenagem estava dentro da APA e exigiu que o projeto fosse refeito”, explica o diretor e Planejamento e Urbanismo de Suape, Jaime Alheiros. A nova estimativa é que a obra seja iniciada em nove meses. Uma mudança no projeto será a troca das casas de gesso por alvenaria ou cimento armado, atendendo a uma reivindicação das famílias de Tatuoca.
“Não consigo entender como a CPRH aprova a derrubada de mangue e de mata atlântica para construir os estaleiros, mas empombou com a construção da agrovila por conta de um metro de terra. O governo moveu céu e terra pra aprovar a lei de supressão vegetal e colocar os estaleiros aqui, mas passa quatro anos para resolver o problema dos pescadores”, reclama o presidente da Associação de Moradores da Ilha de Tatuoca”, Edson Silva.
Questionada pela reportagem do JC sobre o embargo à agrovila, a CPRH se limitou a responder, por meio de sua assessoria de comunicação, que “está no aguardo da entrega, por parte do empreendedor (SUAPE), de uma adequação do projeto, de maneira a viabilizar a sustentabilidade da intervenção pretendida”.
A demora na construção do condomínio também impôs outro desafio ao governo do Estado. Em quatro anos, o número de famílias cresceu. Antes eram 51 e agora são 72. “As pessoas casaram, tiveram filhos e construíram suas casas”, diz Edson. A diretoria de SUAPE ingressou na Justiça com pedido de reintegração de posse para essas residências.
A construção do Estaleiro Promar coloca em xeque a permanência de 12 casas diretamente impactadas pela obra. Os moradores reclamam que as dragagens realizadas no local escasseou a pesca, fez sumir a água das cacimbas e aumentou o percurso que os moradores precisam fazer para sair da ilha. Alheiros nega que a dragagem tenha influência sobre as cacimbas e diz que a estrada em construção no local foi um pedido dos moradores. “A dragagem não interfere no lençol freático. Esse problema da água deve ser um fenômeno natural”, defende. Discussões técnicas à parte, o diretor de Suape admite que a presença de dois estaleiros na “cozinha” dos ilhéus é inadequada, por se tratar de uma atividade de indústria pesada incompatível com uma vizinhança residencial.
Lázaro Maxuel - Oficial Blogger
quarta-feira, 16 de novembro de 2011
domingo, 13 de novembro de 2011
Aline Barros da MK Music ganha Grammy Latino 2011

Publicado por Shaiala Marques em 11 de novembro de 2011 (Gnoticias - Gospel+)
A cantora gospel Aline Barros foi premiada com o Grammy Latino na categoria “Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa” por “Extraordinário Amor de Deus”. O álbum, que foi o único trabalho de música evangélica indicado, recebeu recentemente o disco de diamante.
A cerimônia de premiação ocorreu ontem (10) em Las Vegas, Estados Unidos. Por ter recentemente dado a luz à sua pequena Maria Catherine, o esposo da cantora, o pastor Gilmar Santos, foi representá-la na cerimônia.
Gilmar falou em um belo espanhol um agradecimento a Deus, à gravadora MK Music, à igreja onde o casal congrega e seus pastores, aos seus pequenos filhos e, é claro, à Aline – que disse não ser apenas uma cantora, mas uma grande mulher de Deus.
Esta foi a quinta indicação da cantora ao Grammy Latino e a quarta vez em que leva o prêmio para casa.
Veja no link abaixo o vídeo do momento em que Aline Barros é declarada vencedora do Grammy Latino:
Fonte: Gospel+
Com informações e vídeo de MK Music
sábado, 12 de novembro de 2011
Estados Unidos reafirmam oficialmente a frase “Em Deus confiamos” como lema do país

Publicado por Renato Cavallera em 12 de novembro de 2011 (Gospel+)
A frase “In God We Trust” (Em Deus Confiamos) tem causado controvérsia ao longo dos anos como o lema nacional. Mas na terça-feira, o Congresso dos EUA aprovou, por 396 a 9, uma resolução que autoriza a permanência da frase como lema nacional.
A resolução, liderada pelo deputado J. Randy Forbes (R-VA), apoia e incentiva exibir o lema, em todas as escolas públicas e edifícios governamentais. É uma resolução simultânea, porque em 2006 o Senado aprovou uma resolução similar para os 50 aniversário do lema “In God We Trust” como sendo de domínio nacional.
Forbes, co-presidente do Congresso Oração Caucus(foto), disse em um comunicado segunda-feira: “Amanhã, a Câmara dos Deputados terá a mesma oportunidade para reafirmar o nosso lema nacional e confrontar diretamente uma tendência preocupante de imprecisões e omissões, mal-entendidos entre Igreja e Estado , ante aos esforços para remover Deus do domínio público por burocratas não eleitos.
À medida que nossa nação enfrenta tempos difíceis, é apropriado para membros do Congresso da nossa nação-como nossos antecessores declarar com firmeza a nossa confiança em Deus, acreditando que ele vai nos sustentar para as gerações vindouras”, acrescentou.
Forbes afirmou que, “em tempos de desafio nacional ou tragédia, o povo dos Estados Unidos voltaram-se para Deus como sua fonte de sustento, proteção, força, sabedoria e direção.”
O lema nacional já foi contestada antes. Em 1994, a Freedom From Religion Foundation (Fundação em defesa da religião). ajuizou ação questionando a frase como lema da nação e seu uso em moeda. A ação foi julgada improcedente em razão de que “In God We Trust” não é uma frase religiosa. A organização ateu recorreu da decisão no Supremo Tribunal dos EUA em 1996, mas o tribunal não revogou a decisão.
A frase tornou-se oficialmente o lema nacional em 1956. Ela começou a aparecer em papel-moeda no ano seguinte, mas “In God We Trust” apareceu pela primeira vez em moedas dos EUA em 1864 durante a Guerra Civil.
Fontes: O Diário / Gospel+
Quem matou o cinegrafista da Band ?

O primeiro suspeito é a empresa, a Band, que autoriza seus profissionais a assumir riscos que nenhum jornalista deve assumir.
Jornalista não é policial.
O segundo suspeito é o diretor de jornalismo da Band, que, provavelmente, não fez seguro de vida para a família do cinegrafista.
O terceiro suspeito é, de novo, o diretor de jornalismo da Band, que permite transformar jornalistas em protagonistas: jornalista não compete com policial nem com traficante pelo protagonismo de uma reportagem.
Além do mais, para o espectador, que diferença faz se as imagens de um tiroteio com traficantes são do cinegrafista da Band ou da própria polícia ?
E mais: por que novas imagens de tiroteio com traficantes ?
Que novidade têm ?
Que informação adicional dá ao espectador ?
Qual a diferença entre o tiroteio de ontem e o tiroteio de hoje ?
Por que os cinegrafistas só filmam da perspectiva da polícia para os traficantes e, não, dos traficantes para a Polícia ?
Porque o jornalismo brasileiro não sobe o morro.
Só entra na favela com a cobertura da Polícia.
O que se passa lá dentro – para o bem ou para mal – não interessa.
O quarto suspeito é o policial que autorizou três equipes de televisão a acompanhar um tiroteio com traficantes.
O quinto suspeito é o Comandante da PM que permitiu que um policial admitisse que três equipes de televisão acompanhassem um tiroteio com traficantes.
O sexto suspeito é o Secretário de Segurança do Rio, que permite que uma ação policial se transforme numa reportagem espetaculosa.
Para o Bom (?) Dia Brasil, porém, num mau passo do Chico Pinheiro, a morte do cinegrafista da Band é uma restrição à liberdade de imprensa.
O tom da cobertura do Bom (?) Dia Brasil foi o de incriminar a política de segurança do Rio.
Como se sabe, a política de segurança do Rio é exemplar.
Combate o tráfico como nenhuma outra do Brasil – como se sabe, São Paulo consome mais carro, geladeira e viagens a Disney que o Rio, mas, cocaína, isso o Rio consome mais.
O projeto pioneiro das UPPs é um sucesso.
Mas, a política de segurança do Rio tem um grave defeito para o jornalismo dirigido pelo Ali Kamel, esse baluarte da liberdade de imprensa para divulgar atentados com bolinhas.
A segurança do Rio não é a do Governo Carlos Lacerda.
Nos bons tempos do Lacerda, o Secretário de Segurança Ardovino Barbosa mandava bater em jornalistas.
Como os do jornal A Noite, na Cinelândia, em 1961, na crise da Legalidade.
(O ansioso blogueiro era foca da Noite e testemunhou a “liberdade de imprensa” dos lacerdistas.)
Paulo Henrique Amorim (www.conversaafiada.com.br)
sexta-feira, 11 de novembro de 2011
Pernambuco em Desenvolvimento

Notícias do dia
11/11/2011
Jornal do Commercio
Economia
11/11/2011
Estaleiro Atlântico Sul amplia as demissões
De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), mais 500 profissionais estão sendo desligados da empresa desde a quinta-feira
Depois de demitir cerca de 750 trabalhadores nos últimos dois meses, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) está cortando mais trabalhadores esta semana. De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), mais 500 profissionais estão sendo desligados da empresa desde a quinta-feira (10). Os funcionários temem novas demissões e indicam que trabalhadores de fora do Estado estão sendo admitidos pelo estaleiro com salários mais elevados. Em nota de esclarecimento, o Estaleiro Atlântico Sul (EAS) afirma que os desligamentos ocorrem devido "à finalização das obras do navio petroleiro João Cândido e do casco da plataforma P-55", que devem ser entregues em dezembro, mas a empresa não se pronunciou sobre o número de demissões nem quantos profissionais são admitidos em média.
Segundo o representante do Sindmetal-PE, Ezequiel dos Santos, pernambucanos estão sendo substituídos por trabalhadores do Rio de Janeiro e da Bahia. "Soubemos que o estaleiro tem a meta de demitir cerca de 4 mil pessoas para substituir por profissionais de fora com salários maiores em até três vezes. Pelos nossos cálculos, cerca de 1.200 trabalhadores já foram demitidos, sendo cerca de 85% de pernambucanos".
No último dia 15 de setembro houve conflito de trabalhadores grevistas do EAS com a Polícia Militar no Complexo Industrial Portuário de Suape. Uma semana depois, 350 pessoas foram demitidas. No início deste mês, o motivo dos novos cortes não foi informado pela empresa aos trabalhadores. Mas as demissões ocorreram da mesma forma.
O Estaleiro Atlântico Sul está com atraso nas suas encomendas. O navio João Cândido deveria ter sido entregue em setembro. Na última data adiada, o EAS explicou em nota à imprensa que o acabamento do navio teve atrasos "provocados por um movimento grevista conduzido por um grupo minoritário de funcionários, à revelia da campanha salarial da categoria dos metalúrgicos e do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco (Sindimetal-PE)". A plataforma P-55 deveria ter sido entregue em junho passado. O Atlântico Sul tem a maior carteira de encomendas do País, estimada em US$ 8,1 bilhões. Para a Transpetro, são 22 navios, além das encomendas diretas da Petrobras: o casco da P-55 e sete navios-sonda.
Folha de Pernambuco
Economia
11/11/2011
Carros desembarcarão no Porto do Recife
A montadora de motos chinesa Shineray está inovando e aumentando seu leque de produtos: a empresa começará a vender carros no Brasil, a partir do próximo mês. Ao fazer isso, também está fazendo história no Porto do Recife, já que na próxima quarta-feira, o terminal receberá o primeiro desembarque de automóveis em anos. Serão 400 veículos oriundos do país asiático. Do total, serão 100 trucks, 100 furgões e 200 mini caminhões. Após o recebimento, os veículos ficarão no Porto até serem encaminhados para as concessionárias pré-autorizadas para comercializá-los. O valor total da mercadoria, ainda sem impostos, é de US$ 2 milhões.
“Depois que saírem do Porto, serão levados para concessionárias localizadas no Recife, em Caruaru e Olinda. Fora de Pernambuco, eles devem ir para Salvador, João Pessoa e Natal. Todos esses carros chegarão pelo Porto do Recife”, contou o diretor da Shineray, Paulo Perez. Os carros usados para serem apresentados aos revendedores chegaram ontem à Capital pernambucana. “A partir do dia 15 de dezembro, os carros já serão distribuídos. A ideia é que eles comecem a ser vendidos de imediato”, apontou Perez.
Via Porto do Recife
Após a retomada do recebimento de navios de contêineres, que ocorreu no mês passado, o Porto de Recife se prepara para atender a mais um mercado promissor: a chegada de veículos ao Estado. No próximo dia 16, um navio com 400 carros vindos da China desembarcam no Porto recifense. Os veículos são da Shineray e ficarão estocados no ancoradouro para, em seguida, serem levados para as concessionárias de Pernambuco, Bahia e da Paraíba. A operação chama a atenção por dois motivos: o início da venda de carros da marca e o descarregamento de veículos no Porto do Recife, que há anos não acontecia. A Shineray poderia ter escolhido o Porto de Suape, afinal é por lá que é realizado todo o descarregamento das motocicletas da marca. Mas, neste caso, não seria vantagem. Realizando a operação pelo Porto do Recife, os veículos serão conduzidos direto para um pátio alfandegário. Em Suape, a operação seria três vezes mais demorada. E, mais uma vez, o Porto de Suape perdeu espaço. Sim porque esta não é a primeira vez que existe a preferência. E não adianta o Porto de Suape achar ruim. A demanda existe e precisa ser atendida. É a prova de que o Porto do Recife ressurgiu e os investidores estão de olho. Esta é a apenas a primeira de muitas encomendas.
Novo mercado - A Shineray irá começar a atuar no mercado automobilístico no Brasil. Por enquanto, a marca comercializa, apenas, motocicletas. O navio vindo da China trará vans de passeios, furgões e mini-caminhões. A ideia é que os automóveis sejam distribuídos pelas 112 revendas da marca no Brasil. E, se tudo correr bem, a vinda de carros será realizada mensalmente. Sempre pelo Porto do Recife.
Resultado deve sair hoje
O Governo do Estado espera saber hoje onde a fábrica da Volkswagen será instalada. Pernambuco está na disputa com mais cinco estados. Segundo fontes do setor, a escolha pelo Estado é quase certa, restando apenas alguns detalhes financeiros. O investimento na planta é de R$ 2 bilhões. Entre as propostas estão terrenos no Cabo de Santo Agostinho, Goiana e Caruaru
quinta-feira, 10 de novembro de 2011
Noticias do dia

Notícias do dia
10/11/2011
Blog Ne10
Pernambuco Investimento
10/11/2011
Alfândega do Porto de SUAPE lança edital para leilão de mercadorias
A Alfândega do Porto de SUAPE lançou edital no Diário Oficial da União para divulgar o 2º Leilão Eletrônico de Mercadorias Apreendidas, que deve acontecer no próximo dia 24 de novembro.
Entre as mercadorias a serem leiloadas, estão produtos eletrônicos e de informática, contêineres, videogames, barcos e outros. Pessoas Jurídicas regularmente constituídas, inscritas no Cadastro Nacional de Pessoas Jurídicas (CNPJ) e portadoras de certificado digital válido podem participar.
As propostas de compra poderão ser feitas de 14/11 a partir das 9h até 23/11 até as 18h, sempre no horário de Brasília. No dia 24/11 será aberta a Sessão Pública para lances.
O edital completo com todas as informações sobre o leilão encontra-se disponível no endereço:
http://www.receita.fazenda.gov.br/DestinacaoMercadorias/Leiloes/Previsao/pe.htm
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Após três mandatos e muitos escândalos, Berlusconi anuncia enfim sua renúncia
9/11/2011 12:53, Por Redação, com agências internacionais- de Roma

O primeiro-ministro Silvio Berlusconi confirmou nesta quarta-feira que renunciará após implementar reformas econômicas urgentes que a União Europeia exige da Itália, e defendeu que o país em seguida realize eleições antecipadas, nas quais ele não concorreria.
-Precisamos dar à Europa e ao mundo um sinal urgente e forte de que estamos levando as coisas a sério-, disse ele por telefone a um programa matinal de TV.
Na manhã desta quarta-feira, o presidente italiano, Giorgio Napolitano, pediu um compromisso imediato para a adoção das reformas de modo a restaurar a confiança dos mercados.
Berlusconi anunciou sua renúncia na noite de terça-feira, após uma votação na Câmara dos Deputados deixar claro que ele havia perdido a maioria parlamentar. Mas ele disse que permanecerá no cargo até que o Parlamento aprove reformas orçamentárias que ajudem a Itália a lidar com sua dívida.
Após vários anos enfrentando uma série de escândalos sexuais, denúncias de corrupção e brigas com aliados, foi a economia que acabou por derrubar Berlusconi. Acuado pelos mercados, ele disse que sua decisão de renunciar seria “um gesto de responsabilidade” para o país.
Mas ele declarou ser contra a formação de um governo provisório comandado por tecnocratas, ou de um gabinete de união nacional – como querem a oposição e muitos agentes dos mercados. Para ele, a única alternativa seria antecipar eleições.
Em entrevista ao jornal La Stampa, Berlusconi propôs que elas fossem realizadas em fevereiro, e lançou como candidato o ex-ministro da Justiça Angelino Alfano, secretário do seu partido, o PDL.
-Eu renuncio assim que a lei (orçamentária) for aprovada, e, como acredito que não há outra maioria possível, vejo eleições sendo realizadas no começo de setembro, e nelas não serei candidato-, afirmou.
A demora de Berlusconi para deixar o cargo é excepcional na Itália, e vários jornais de esquerda sugeriram que ele poderia estar tentando ganhar tempo, e que acabaria por não renunciar. Mas na quarta-feira todas as suas entrevistas foram no sentido de confirmar a saída.
Alguns comentaristas dizem que o fato de Napolitano ter anunciado a renúncia de Berlusconi em nota oficial torna muito difícil para Berlusconi voltar atrás. A prioridade dele, agora, seria manter sua coalizão de centro-direita no poder.
Câmara e Senado devem votar neste mês as reformas orçamentárias, mas talvez a oposição tente antecipar o processo para apressar o fim do governo de Berlusconi, um extravagante magnata da mídia, que há 17 anos domina a política italiana.
Quando um governo cai, é dever do presidente apontar um novo líder para tentar construir uma maioria parlamentar, ou convocar eleições. Napolitano disse que vai iniciar as consultas com os partidos depois da aprovação das medidas orçamentárias.
Embora o partido de Berlusconi queira novas eleições, a oposição deseja a formação de um governo de união nacional.
No entanto, o primeiro-ministro deve esperar a aprovação do pacote para somente depois dar início às consultas aos grupos políticos italianos sobre o futuro do país.
Juros
O anúncio de Berlusconi não adiantou para evitar a disparada nos custos da dívida italiana, cujos títulos de dez anos já estão pagando mais de 7% de juros anuais, patamar considerado limite para evitar um calote do governo.
Este é o maior nível do custo de endividamento da Itália desde a criação do euro, em 1999.
Enquanto isso, uma delegação da União Europeia (UE) está em Roma nesta quarta-feira para observar as medidas tomadas pela Itália para evitar o agravamento da crise na zona do euro.
As autoridades querem saber, entre uma longa lista de itens, como o governo planeja vender estatais, como vai reduzir sua enorme dívida e como pretende cortar o déficit previdenciário.
O Comissário da União Europeia para Assuntos Econômicos, Olli Rehn, descreveu a situação italiana como “muito preocupante”.
Dívida astronômica
Teme-se que as dúvidas sobre a capacidade italiana de honrar os compromissos de sua dívida astronômica gerem uma crise política como a que está abalando a Grécia.
No entanto, analistas veem a situação com maior preocupação do que episódios passados da crise europeia. Isso porque a Itália é a terceira maior economia da zona do euro.
Segundo Gavin Hewitt, editor para Europa da BBC, a crise italiana pode ser explicada de uma maneira simples: os mercados duvidam que Berlusconi tenha credibilidade para implementar as reformas que reduzirão a dívida do país e gerarão crescimento.
Sem isso, investidores consideram que o país está se encaminhando para um cenário em que os custos de tomar empréstimo se tornarão insustentáveis e em que o país precisará de um pacote de resgate.
O problema, para Hewitt, é que a economia italiana é tão grande – em comparação com Grécia, Irlanda ou Portugal – que a zona do euro não terá capacidade de agir.
Fortuna e poder
Assim, com os indicadores econômicos jogando claramente contra o país, aumentaram as chances de a crise econômica acabar com a carreira política de Berlusconi – o protagonista da política italiana nas últimas duas décadas.
Após três mandatos, ele é o primeiro-ministro há mais tempo no poder na Itália do pós-guerra, assim como um dos homens mais ricos do país.
O premiê de 75 anos e sua família acumularam uma fortuna estimada pela revista Forbes em US$ 9 bilhões (R$ 14,9 bilhões).
No entanto, desde que Berlusconi voltou ao poder, em 2008, a economia está em crescente tensão, com uma dívida nacional de 1,9 trilhões de euros (R$ 4,5 trilhões).
Empreendedor
O talento empresarial de Berlusconi – evidente em um império que se estende pelas áreas de mídia, publicidade, seguros, alimentação e construção – se tornou prova suficiente para muitos italianos de que ele seria apto para governar também o país.
O premiê também é dono de um dos clubes de futebol mais bem sucedidos da Itália, o Milan, e sua empresa de investimentos controla três das maiores redes de TV privadas do país. Como primeiro-ministro, ele tem ainda o poder de nomear os chefes dos três canais públicos da rede RAI.
Durante seu governo, Berlusconi conseguiu driblar uma série de escândalos sexuais, políticos e de corrupção, mas o fluxo constante de acusações contra ele fez com que muitos aliados e amigos se afastassem.
Sua segunda mulher, Veronica Lario, pediu divórcio em maio de 2009 e disse a um jornal que ela não poderia ficar com um homem que “se envolve com menores”.
Em novembro de 2010, seu ex-aliado político Gianfranco Fini pediu que ele renunciasse, quando surgiram revelações sobre uma dançarina marroquina adolescente chamada Ruby.
Batalhas legais
Nascido em Milão, Berlusconi sempre afirmou que estava sendo perseguido pelas autoridades da cidade.
Ele foi acusado de desvio de verbas, de fraude fiscal e contábil e de tentativa de subornar um juiz, mas negou ter cometido qualquer crime e nunca foi condenado de forma definitiva.
Vários destes casos foram a julgamento. Em alguns deles, Berlusconi foi absolvido e em outros, foi condenado, mas o veredicto foi derrubado com recursos. Outras vezes, limitações legais fizeram com que os casos fossem abandonados.
Em 2009, o premiê estimou que em 20 anos ele havia comparecido 2,5 mil vezes a cortes, em 106 julgamentos, com um custo legal de 200 milhões de euros (cerca de R$ 450 milhões).
Seu governo aprovou reformas que alteravam a definição legal de fraude, mas parte de uma lei de 2010 que dava a ele e a outros ministros imunidade temporária foi derrubada pela Corte Constitucional da Itália, que deixou a decisão final a cargo dos juízes.
Nascido no dia 29 de setembro de 1936, Silvio Berlusconi começou sua carreira vendendo aspiradores de pó, e trabalhou como cantor em clubes e cruzeiros.
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Pernambuco em Desenvolvimento

Foto: Fábrica da Volkswagen em Curitiba - Paraná
Notícias do dia
09/11/2011
Diário de Pernambuco
Diário econômico
09/11/2011
Capacitação pela refinaria
Petrobras e parceiros fecham convênio com oito municípios para ajudá-los a viabilizar projetos prioritários
Os oito municípios do entorno da Refinaria Abreu e Lima e da PetroquímicaSuape vão receber capacitação e assistência técnica para viabilizar projetos prioritários na área de infraestrutura urbana e social, como saneamento e habitação. Os convênios foram assinados ontem durante uma cerimônia em Porto de Galinhas, Ipojuca. Além desse município, serão beneficiados Cabo de Santo Agostinho, Escada, Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Ribeirão, Rio Formoso e Sirinhaém.
O Convênio Excelência na Gestão de Investimentos envolve Petrobras, Fundação Getulio Vargas (FGV), Ministério das Cidades e Caixa Econômica Federal. O gerente executivo da Diretoria de Abastecimento da Petrobras, Francisco Pais, diz que a expectativa é a de que os primeiros projetos sejam encaminhados no início de 2012 para que as prefeituras possam acessar rapidamente recursos não reembolsáveis e financiamentos.
Segundo Pais, o potencial de captação de recursos das prefeituras é de R$ 711 milhões, embora considere esse número conservador. “Provavelmente vamos ter muito mais”, aposta. Para tanto, a Petrobras investirá R$ 60 milhões para que os municípios elaborem os projetos conceituais, considerando aqueles situados no entorno da Refinaria Abreu e Lima e da PetroquímicaSuape e também do Comperj e das refinarias Premium I (MA) e Premium II (CE).
“Esse convênio é uma oportunidade de mitigar os impactos que ocorrem em função da implantação desses grandes empreendimentos. É algo inédito no Brasil e vamos trabalhar com determinação para que ele se concretize”, afirma Francisco.
Falando em nome de todos os colegas, o prefeito de Ipojuca, Pedro Serafim, destacou que os investimentos que estão chegando à região representam também um desafio às prefeituras. “Lá atrás tem uma população que viveu e ainda vive em extrema pobreza, então precisamos trazer essas pessoas para usufruir desse boom que está acontecendo”, discursou, acrescentando que seu município já está sofrendo com invasões e favelização.
A Refinaria Abreu e Lima está orçada em US$ 14 bilhões (cerca de R$ 24 bilhões) e, quando pronta, em 2013, terá capacidade para processar 200 mil barris diários de petróleo. De acordo com o presidente Marcelino Guedes, cerca de 32 mil trabalhadores atuam hoje na obra, número que deve chegar a 38 mil em março de 2012. O projeto está com 40% de execução.
“Um projeto como esse pode trazer muitos problemas para os municípios, como prostituição, drogas, alcoolismo e gravidez na adolescência. Então ele não pode ser uma bolha, temos de perenizar esse investimento com ações nas áreas social, cultural, ambiental e de infraestrutura”, justificou. Já a PetroquímicaSuape é um projeto de R$ 4,9 bilhões e abriga três unidades: PTA, PET e fios de poliéster. Essa última está em pré-operação desde junho de 2010 e as outras duas devem começar a operar em 2012.
TCU aponta irregularidades
Brasília e Recife – O Tribunal de Contas da União (TCU) aprovou ontem o relatório Fiscobras 2011, que recomenda a paralisação de 26 obras federais, entre elas a da Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Outras três têm o pedido de interrupção pendente de apreciação. A “lista negra” será enviada ao Congresso Nacional para subsidiar a Comissão Mista de Orçamento (CMO) sobre a distribuição de recursos orçamentários.
Entre as irregularidades graves encontradas estão superfaturamento e projetos básicos deficientes ou desatualizados. O relatório também destaca a restrição ao caráter competitivo de licitações. Além da refinaria que a Petrobras constrói no estado, o TCU chamou a atenção para a ferrovia Norte-Sul, no Tocantins, a implantação da linha 3 do metrô, no Rio de Janeiro, e o contorno rodoviário de Maringá, no Paraná. Também foi recomendada a paralisação da construção da BR-440, em Minas, obra que, no entanto, não faz parte do Fiscobras.
“Vamos dar todas as informações solicitadas. Se preciso iremos ao TCU esclarecer todos os pontos. Alguns são repetitivos, outros não. É uma obra importante para o Brasil e não podemos parar. Um dia parado para a gente é muita coisa”, declarou Marcelino Guedes, presidente da Refinaria Abreu e Lima, ao saber da recomendação do tribunal.
Balanço
Neste ano foram fiscalizadas 230 obras por meio do relatório, e as correções propostas podem gerar benefícios de até R$ 2,6 bilhões aos cofres públicos. O valor fiscalizado chega a R$ 36,7 bilhões. Do total, apenas oito obras foram aprovadas sem ressalvas. Completam a lista sete obras com indícios de irregularidades graves com recomendação de retenção parcial de valores; 155 com indícios de irregularidade grave com recomendação de continuidade; e 31 com indícios de outras irregularidades.
De todas as obras fiscalizadas, a maioria é do transporte (51%), mas em termos orçamentários, lidera o setor de energia, com 64% dos recursos fiscalizados, principalmente devido às obras da Petrobras. Por região, há 69 obras no Nordeste, totalizando R$ 16,2 bilhões fiscalizados. Em seguida vem Sudeste (60 obras - R$ 14,5 bilhões), Centro-Oeste (35 obras - R$ 2,5 bilhões), Norte (36 obras - R$ 2 bilhões) e Sul (30 obras - R$ 1,5 bilhão).
Volkswagen nega prazo
Contrariando as expectativas locais, a Volkswagen negou ontem, através de sua assessoria, que exista um prazo para divulgação de uma nova fábrica no Brasil, ato que era esperado até sexta-feira. Segundo a montadora, não há um calendário fechado. Extraoficialmente, fala-se que o investimento no projeto é da ordem de US$ 2 bilhões, e que a fábrica teria capacidade de produzir 200 mil veículos por ano. Pernambuco concorre com outros cinco estados.
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