domingo, 23 de maio de 2010

A Ceia do Senhor: Mistificada e Miniaturizada


Publicado em 13 de maio de 2010 – 10:25 em (www.monergismo.com)

por Vincent Cheung (Traduzido por Rogério Portela)

Três conjuntos de versículos estão ligados à ceia do Senhor. O primeiro procede dos evangelhos sinóticos: Mateus 26.26-29, Marcos 14.22-25 e Lucas 22.14-20. O segundo é 1 Coríntios 11.20-34 e o terceiro provém de João 6.53-57.

A última passagem mencionada é comumente incluída na exposição da doutrina; contudo, é muito improvável que ela se refira à ceia do Senhor e, por isso, deve ser excluída. Robert Reymond apresenta quatro motivos.[1] Primeiro, o contexto não se enquadra. Jesus dirigia-se a pessoas que jamais teriam entendido a referência a uma ordenança ainda não instituída. Segundo, “carne” não é a palavra usada por ele mais tarde ao instituir a ordenança. Terceiro, suas palavras são absolutas e dizem respeito à salvação. É impossível que, para obter a salvação, Jesus tenha requerido a participação de uma ordenança sem a ter instituído. E na verdade, o ensinamento bíblico é que a pessoa obtém a salvação antes de participar da ordenança. Quarto, o contexto enfatiza a audição de suas palavras e a crença nelas (v. 63), de modo que comer sua carne e beber seu sangue são mais bem compreendidos como metáforas da aceitação de seus ensinos.

Para ilustrar o quarto ponto, Jesus chamou a si mesmo de pão do céu, ou maná (Jo 6.30-40); no entanto, essa designação referia-se à nutrição espiritual mediante a fé nele, e não à obra da expiação simbolizada pelo pão partido. Ele destaca esse ponto no contexto: “Porquanto a vontade daquele que me enviou é esta: Que todo aquele que vê o Filho, e crê nele, tenha a vida eterna” (v. 40). Desse modo, seria um equívoco identificar o pão da nutrição como o pão da ceia.

Portanto, a doutrina neotestamentária da ceia do Senhor subsiste principalmente nos versículos sinóticos e paulinos.

A doutrina reformada da ceia do Senhor é indubitavelmente superior à abominação do catolicismo. Mesmo assim, ela possui problemas peculiares. Ainda que menos severos, eles continuam mantendo a tradição e a superstição dos homens acima do ensino nítido da Escritura. É claro que eles não se resumem à tradição reformada. Alistarei aqui dois deles.

Primeiro, a ceia do Senhor tem sido mistificada. Isso se vê em dois aspectos da doutrina reformada: a presença “real” e a nutrição espiritual associada aos elementos. A formulação de Calvino é indefinida e ininteligível, e até mesmo absurda. Como Reymond destaca, Charles Hodge a considerava “peculiar”, e William Cunningham disse que ela era “tão ininteligível quanto a consubstanciação de Lutero” e “talvez, o maior defeito na história dos labores de Calvino como instrutor público”. Robert Dabney denunciou-a como “estranha” e “não apenas incompreensível, mas também impossível”.[2] Talvez o próprio Calvino tenha percebido essas dificuldades, recorrendo, por fim, à designação de mistério — desculpa favorita dos teólogos reformados para afirmar algo que são incapazes de defender, ou que não podem descrever de modo inteligível.[3]

Em todo o caso, o obstáculo definitivo é que os versículos sinóticos e os paulinos não mencionam ou indicam qualquer tipo de presença ou nutrição procedente da ceia do Senhor. Não há base bíblica para elas. Elas parecem ter sido elaboradas apenas para romantizar a ordenança e dar-lhe piedade mística. Dessa maneira, a formulação de Calvino não pode ser salva. Assim, as variantes reformadas que sustentam esses dois aspectos da formulação perpetuam o absurdo.

Segundo, a ceia do Senhor foi miniaturizada. Os versículos sinóticos indicam que a ordenança foi instituída no contexto de uma refeição completa. Os versículos paulinos afirmam que a ceia era servida em quantidade suficiente para satisfazer a fome de uma pessoa e até para embebedar alguém. O apóstolo ordenou que os crentes esperassem uns pelos outros antes de comer, ou se estivessem com muita fome, que comessem em casa (1Co 11.20,21,33). Isso não faria sentido se a ordenança consistisse apenas em cálices diminutos e pequenos pedaços de pão ingeridos em poucos segundos.

A ceia do Senhor é uma figura da festa junto à mesa do Mestre. Nas culturas orientais e, com menos intensidade, em algumas culturas ocidentais, jantar com alguém é sinal de amizade, e indicação de rejeição a recusa em comer com alguém (1Co 5.11). Sentar-se à mesa do rei era uma honra tremenda (2Sm 9.7), e apenas seus amigos e companheiros mais queridos alimentavam-se junto dele. Na ceia do Senhor, os cristãos se sentam à mesa do Rei — independentemente de raça, status ou sexo — para comer e beber em sua honra, recordando seu sacrifício por nós, e em antecipação de sua volta. Esta união, por virtude de seu compromisso com o Rei dos reis, é mais forte que os vínculos sanguíneos, e a mesa provê o contexto para a manifestação e desenvolvimento desse compromisso.

Tudo isto se obscurece quando a ordenança é reduzida a uns calicezinhos e pedacinhos de pão. Perdem-se a refeição completa junto à mesa, a comunhão íntima, a alegria e o riso, o consolo, o encorajamento e a recordação cabal durante várias horas de conversa sobre o que o Senhor fez. Todos os debates concernentes aos elementos limitam-se em significado enquanto se discute sobre cálices e pães, pois durante todo esse tempo não se menciona a ceia real, e toda a prática tem se tornado menos bíblica, mais ritualista e sem sentido do que as pessoas imaginam.

[1] Robert L. Reymond, A New Systematic Theology of the Christian Faith (Thomas Nelson, 1998), p. 963-964.

[2] Reymond, p. 961.

[3] Vincent Cheung, Blasphemy and Mystery.

Fonte da matéria: http://monergismo.com/?p=2439

sexta-feira, 14 de maio de 2010

Os Verdadeiros Adoradores


No evangelho segundo João 4:23-24 o Senhor Jesus, em seu clássico diálogo com a mulher samaritana, declara: Mas vem a hora e já chegou, em que os verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em verdade; porque são estes que o Pai procura para seus adoradores. Deus é espírito; e importa que os seus adoradores o adorem em espírito e em verdade.

Hoje, há quase dois mil anos após aquela declaração, Deus continua contando com verdadeiros adoradores. Quem são os verdadeiros adoradores?

1. Os Verdadeiros Adoradores são Aqueles que Conhecem a Deus e são Conhecidos por Deus.

Deus não vive numa busca desenfreada por qualquer tipo de adorador que o adore de qualquer maneira. Ele é e sempre será adorado de verdade por aqueles que verdadeiramente lhe pertencem. O verbo grego zeteo (procurar, buscar) sugere exatamente isso. O Pai busca seus eleitos com o intuito de torná-los seus adoradores.

Lembremos da história do profeta Elias e de seu lamento. Por duas vezes ele se queixou a Deus: "Tenho sido zeloso pelo Senhor, Deus dos Exércitos, porque os filhos de Israel deixaram a tua aliança, derribaram os teus altares e mataram os teus profetas à espada; e eu fiquei só, e procuram tirar-me a vida" (I Reis 19:10,14). É como se Elias dissesse assim para Deus: "Senhor, está um caos tremendo em Israel, e eu mesmo não vejo solução para esse país. E tem mais, o Senhor também está com um problemão porque ninguém mais pensa em te adorar, a não ser eu é claro". A resposta de Deus ao profeta desmotivado foi: Conservei em Israel sete mil, todos os joelhos que não se dobraram a Baal, e toda boca que não o beijou (I Reis 19:18). Mais tarde o apóstolo Paulo vai se utilizar desse episódio para falar do futuro de Israel:

Pergunto, pois: terá Deus, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum! Porque eu também sou israelita da descendência de Abraão, da tribo de Benjamim. Deus não rejeitou o seu povo, a quem de antemão conheceu. Ou não sabeis o que a Escritura refere a respeito de Elias, como insta perante Deus contra Israel, dizendo: Senhor, mataram os teus profetas, arrasaram os teus altares, e só eu fiquei, e procuram tirar-me a vida. Que lhe disse, porém, a resposta divina? Reservei para mim sete mil homens, que não dobraram os joelhos diante de Baal. Assim, pois, também agora, no tempo de hoje, sobrevive um remanescente segundo a eleição da graça. E, se é pela graça, já não é pelas obras; do contrário, a graça já não é graça (Romanos 11:1-6).

Ainda hoje o Senhor conta com o remanescente fiel, não só de judeus, mas também de gentios que formam, juntos, a verdadeira igreja do Deus vivo. Portanto, não se iluda, o Senhor conhece os que lhe pertencem (cf. II Timóteo 2:19) e por esses (você é um deles?) sempre será verdadeiramente adorado.

Não se esqueça: É importante e fundamental conhecer a Deus para que ele seja verdadeiramente adorado, porém, mais importante do que conhecer a Deus é ser conhecido por Deus (veja Mateus 7:21-23; Tito 1:16).

E como os verdadeiros adoradores adoram o Pai?

2. Os Verdadeiros Adoradores Adoram em Espírito e Em Verdade

Nosso Senhor ensinou à samaritana que quem conhece Deus de fato, só pode adorá-lO em espírito e em verdade. Estudiosos da Bíblia têm dado diversas interpretações para a expressão "em espírito e em verdade" de João 4:23-24. [1] Parece razoável entendermos que, ao estabelecer o modo correto de adorar a Deus, isto é, em espírito e em verdade, Jesus estava criticando o culto judaico e o culto samaritano.

Os samaritanos acreditavam que adoravam o mesmo Deus dos judeus, mas não aceitavam as mesmas Escrituras dos judeus, a não ser os cinco primeiros livros, o Pentateuco de Moisés. Como não aceitavam os demais livros da revelação divina (por acharem que eram invenções dos judeus), o culto dos samaritanos era defeituoso. Por isso Jesus disse à mulher: "Vós adorais o que não conheceis, nós adoramos o que conhecemos, porque a salvação vem dos judeus" (v22). Os samaritanos adoravam "em espírito", isto é, adoravam aquele que eles não conheciam "com alegria e verdadeiro entusiasmo". Mas e daí? Não adoravam "em verdade" porque rejeitavam 34 livros do Velho Testamento, a Bíblia de então. A revelação de Deus nas Escrituras é progressiva; portanto, é impossível conhecê-lO verdadeiramente ficando apenas com os cinco primeiros livros da Bíblia. Por outro lado, os judeus aceitavam toda Escritura. Por isso conheciam Deus e tinham tudo para adorá-lO corretamente. "Tinham tudo", mas não o faziam. Os judeus se limitavam à formalidade de um culto onde o espírito não estava presente. Faltavam emoção, vida e alegria no culto judaico.

Contudo, uma nova era estava surgindo para a adoração. Logo, logo, tanto judeus como samaritanos compreenderiam que para adorar a Deus o que menos importava era o espaço físico. O que conta "não é onde se deve adorar, mas a atitude do coração e da mente, e a obediência à verdade de Deus quanto ao objeto e o método de adoração. Não é o onde, mas o como e o quê o que realmente importa". [2] Deus quer homens e mulheres que O adorem com o espírito dos samaritanos e a verdade dos judeus. [3]


Sobre o autor do texto: Rev. Josivaldo de França Pereira - Pastor da Igreja Presbiteriana do Brasil (I.P.B.) em Santo André - SP. Bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano Rev. José Manoel da Conceição (J.M.C. - SP), Licenciado em filosofia pela F.A.I. (Faculdades Associadas Ipiranga - SP) e mestrando em missiologia pelo Seminário Teológico Sul Americano (S.T.S.A.) em Londrina - PR.

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Aprendendo com Zaqueu, o publicano. (Lucas 19. 1- 10)



A Palavra de Deus diz que Deus criou os loucos para confundir os sábios, e as coisas que não são para confundir as que são (1 Coríntios 1.27-29).

Nós temos o hábito de tirar conclusões sobre as pessoas a partir daquilo que vemos nelas, e de acordo com a nossa convivência com elas vamos criando uma ideia mais clara de quem são as pessoas que nos cercam.

Nunca poderemos conhecer alguém inteiramente, e isto por que não conhecemos nem a nós mesmos de forma completa, sendo assim, é impossível desnudar o nosso ser a quem quer que seja; exceto a Deus. Sempre iremos nos surpreender (Salmos 139).

Quando Davi estava diante de Samuel, este último só viu um garoto ruivo, magricela, simpático, mas com nenhuma característica daquelas que se encontra num outro rei.

Talvez o rei que Samuel procurava, estivesse ali, entre os irmãos de Davi, mas o rei que Deus queria pôr sobre Israel estava fazendo poesias no campo, enquanto cuidava fielmente das ovelhas de seu pai.

Quando lemos o Novo Testamento, encontramos duas histórias completamente diferentes; Um jovem cumpridor da lei, e de muitas qualidades, e um baixinho, cobrador de impostos sem valor algum para o povo de Deus.

O primeiro se aproxima de Jesus elogiando-o, "bom Mestre..." o que por Jesus é logo reprovado. Depois ele revela o seu interesse em desfrutar de vida eterna, mas logo percebe que está muito apegado a esta vida para trocá-la por outra qualquer. Este jovem revelou suas prioridades quando Jesus mandou que vendesse tudo o que tinha e desse aos pobres. Poderemos falar mais deste rapaz, numa outra oportunidade.

Pouco tempo depois, a Palavra cita outro homem, Zaqueu, o publicano.

Zaqueu não tinha muito do que se gabar, e não ousou sequer tentar romper a multidão onde Cristo estava, pois sabia que não teria chance com a sua pequena estatura.

A partir daí, começo a extrair algumas lições muito importantes, pois Zaqueu superou as dificuldades e não teve vergonha de fazer o que ninguém fazia. Ele não se vitimizou, não culpou a Deus pela sua dificuldade, mas se concentrou em encontrar uma solução para estar com Jesus.

Zaqueu poderia muito bem desistir de encontrar-se com Cristo, afinal, tudo conspirava contra ele, mas a Bíblia diz que ele subiu numa figueira brava, e esta, possui espinhos em seu tronco. Diferente deste homem de fé, vemos muitas pessoas que deixam de ir à casa de Deus por causa dos espinhos que envolvem a caminhada rumo ao Senhor. Não se importe se no lugar onde Deus te direcionou a estar, as pessoas não te valorizam, ou façam comentários chatos sobre você. Estas mesmas pessoas vão ter que ver Jesus entrando na sua vida, curando a sua família, e fazendo milagres através de você, em nome de Jesus.

Zaqueu sendo um homem de posição, não se envergonhou de subir numa árvore como um garoto. Subiu e ficou aguardando a passada do Mestre. Se quisermos nos encontrar com Cristo, precisamos deixar de lado a vergonha e a timidez.

Alguém disse certa vez: "se quiser ser diferente da maioria, faça o que a maioria não faz".

Por que, dentre uma multidão, só Zaqueu foi chamado pelo nome e recebeu a visita do Senhor? Por que, dentre uma enorme multidão que apertava a Jesus, apenas uma mulher conseguiu "extrair" virtude do Mestre?

Zaqueu não se envergonhou de deixar sua posição e subir na árvore para ver Jesus, e Jesus não se envergonhou de entrar na casa de Zaqueu, mesmo sendo criticado pelos fariseus.

Quando nos esforçamos para ver a Jesus, não nos envergonhamos de deixar tudo para trás, e quando renegamos o nosso ego pra estar com Ele, ele não apenas visita nossa casa, mas faz morada eterna em nosso coração.

Às vezes é preciso deixar de lado a pastinha de doutor, o diploma da faculdade, os títulos que outros dão a você, para poder se encontrar verdadeiramente com Jesus.

O jovem rico, embora cumprisse os mandamentos, e fosse perfeito aos olhos dos homens, não tinha um coração entregue a Deus.

Zaqueu, embora tido como pecador tinha no seu íntimo a vontade de ser transformado pelo poder de Deus.

Não esqueçamos a parábola do fariseu o do publicano, onde um "jogava na cara" as coisas que fazia para Deus, e o publicano apenas batia em seu peito, achando que não era merecedor de Deus. O publicano saiu exaltado e o fariseu humilhado, por que o Senhor não dá méritos a ninguém. Numa época onde se prega o triunfalismo, devemos ensinar que, se queremos mesmo estar com Jesus, o caminho certo é a humilhação (1 Pedro 5.6).

"...pois este também é filho de Abraão

Lucas 19. 7 -10

"E, vendo todos isto, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador.

E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado.

E disse-lhe Jesus: Hoje veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão.

Porque o Filho do homem veio buscar e salvar o que se havia perdido."

Gal 3. 6,7 e 26

Assim como Abraão creu em Deus, e isso lhe foi imputado como justiça.

Sabei, pois, que os que são da fé são filhos de Abraão.

Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus.

Zaqueu era discriminado pela sua profissão. Zaqueu prestava serviço à Roma como chefe dos cobradores de impostos que eram considerados ladrões, e se fossem judeus, eram considerados traidores. Zaqueu era rico. Agora o ponto mais marcante na vida deste homem: Zaqueu era necessitado da salvação.

Ao observar a mesa, os judeus não entenderam, mas estava ali uma representação clara do Reino de Deus; O publicano sentado num lugar de honra, ao lado de Jesus, enquanto um jovem cumpridor da lei, aparentemente perfeito a essas horas já estava em sua casa, pois mesmo tendo falado com o Mestre e ouvido o seu sábio conselho, mostrou que a sua prioridade não era estar com Cristo, mas desfrutar das riquezas que possuía. Este jovem estava dividido entre Deus e Mamom, entre Jesus, o Cristo, e o dinheiro, mas Zaqueu não...

"E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se nalguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado." ( Lc 19.8)"

É claro que Jesus não queria o dinheiro de nenhum dos dois personagens, mas sabia que o jovem tinha seu coração nas riquezas, e isso impediria a sua salvação, embora toda a sua conduta fosse perfeita, e sabia que Zaqueu já tinha seu coração em Cristo, e isto não o impedia de ser rico.

Quem quer se entregar a Jesus, tem que entregar tudo.

O que faz de um homem, um filho de Abraão? Cumprir a lei ou ter a esperança em Cristo?

Os fariseus diziam ser filhos de Abraão, mas João disse a eles que Deus podia levantar até das pedras filhos a Abraão.

O jovem de qualidades cumpria a lei, portanto, não roubava, não matava, não desrespeitava os seus pais, enfim, ele não pecava mas também não fazia mais nada.

Zaqueu pecava, porém subiu numa figueira para ver o mestre sem se importar com o que pensariam dele. Zaqueu não teve vergonha de ir até Jesus, e Jesus não teve vergonha de ir até Zaqueu.

Aprendo então, que crer é melhor do que aparecer, e ser é melhor do que parecer. Enquanto estivermos como fariseus, limpando o exterior do copo até ficar impecável, sem se preocupar com o seu interior, nunca teremos a aceitação que teve aquele publicano que batia no seu peito e chorava reconhecendo os seus pecados, e que não era digno de nada.

Autor: Luis Paulo Silva.

Site: www.jornalpequeno.com.br