quarta-feira, 29 de setembro de 2010

CNT/Sensus: Dilma tem 47,5% dos votos e Serra, 25,6%


Publicado em 29.09.2010, às 11h09

A candidata do PT à Presidência da República, Dilma Rousseff, tem 47,5% da preferência do eleitorado, segundo pesquisa CNT/Sensus divulgada nesta manhã. O candidato do PSDB, José Serra, aparece em segundo lugar, com 25,6%, e Marina Silva, do PV, tem 11,6%.

Dilma perdeu 3 pontos porcentuais em relação à pesquisa anterior quando aparecia com 50,5%, enquanto Serra caiu 0,8 ponto, ante os 26,4% do levantamento anterior, feito entre os dias 10 e 12 deste mês. Marina Silva subiu 2,7 pontos porcentuais, passando de 8,9% para os atuais 11,6%. Com isso a diferença entre Dilma e Serra caiu 2,2 pontos porcentuais entre a pesquisa anterior e a anunciada hoje.

Considerando apenas os votos válidos (ou seja, excluindo brancos e nulos e distribuindo os indecisos proporcionalmente), Dilma teria hoje 54,7% da preferência e venceria a disputa no primeiro turno, que será disputado no próximo domingo. Serra tem 29,5% dos votos válidos. Marina Silva tem 13,3% dos votos válidos.

Em um eventual segundo turno, Dilma venceria com 53,9% da preferência, ante 34,5% de Serra. Na pesquisa anterior, Dilma tinha 55,5% e Serra 32,9% na simulação. A pesquisa da CNT/Sensus foi feita entre os dias 26 e 28 de setembro e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 33.103/2010. A margem de erro da pesquisa é de 2,2 pontos porcentuais. Foram entrevistadas 2 mil pessoas em 136 municípios.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Serra diz que mínimo de R 600 é anúncio, não promessa


SÃO PAULO (Reuters) - O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, afirmou nesta quarta-feira que a elevação do salário mínimo para 600 reais a partir do ano que vem não é uma promessa de sua campanha, mas um anúncio feito pelo candidato caso seja eleito.

"Se é algo que nós vamos fazer, não é eleitoreiro. É algo que nós vamos fazer eu acho necessário", afirmou o candidato durante entrevista ao programa Bom Dia Brasil (TV Globo) quando questionado se a elevação do mínimo não seria uma promessa eleitoreira.

O candidato disse que financiaria a elevação do salário mínimo com cortes nos cargos de confiança e no que chamou de "cabide de empregos". Também declarou que cortará "desperdícios" por meio de renegociações de contratos "que a meu ver estão inflados, como eu fiz no governo de São Paulo".

Serra avaliou ainda que a mensagem orçamentária enviada pelo governo federal subestima a receita da Previdência Social, o que daria espaço para um reajuste maior do mínimo.

"Eu fiz o cálculo, naturalmente com o auxílio de assessores, antes de anunciar qualquer coisa. De modo que é factível que o orçamento comporte essa despesa", afirmou Serra, sem mencionar números.

Atrás da candidata petista, Dilma Rousseff, nas pesquisas de intenção de voto, que apontam vitória dela já no primeiro turno, Serra afirmou ainda ser possível reajustar as aposentadorias em 10 por cento, como tem afirmado em seus programas eleitorais.

O candidato também foi indagado sobre uma terceira promessa feita recentemente, a da criação de um 13o para os beneficiados pelo programa Bolsa Família.

"Nós criamos as bolsas. Eu criei o Bolsa Alimentação no governo Fernando Henrique e o Paulo Renato (Souza ex-ministro da Educação) criou o Bolsa Escola", lembrou.

"O que o governo Lula fez foi juntar e chamar de Bolsa Família", avaliou. "(Criação de 13o) é um custo moderado e me parece perfeitamente razoável."

Durante os cerca de 20 minutos de entrevista, pouco se falou da disputa eleitoral. Serra foi questionado sobre a utilização de Lula em seu programa eleitoral e se estaria "escondendo" o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, de quem foi ministro por duas vezes.

"Essa coisa do Lula se repete muito", disse. "Passou por três segundos na televisão e, na verdade, estava voltado para a candidata dele, no sentido de que ela não tem uma história, não tem uma biografia sólida", explicou.

"Em relação ao Fernando Henrique, ninguém mais do que eu tem defendido as coisas boas do governo dele por todas as partes."

"BURRICE", CHINA E CÂMBIO

Serra fez críticas à abertura econômica realizada no Brasil na década de 1990, que ele considerou "rápida e mal feita". O tucano declarou que há falta de investimentos em alfândega, o que permite a invasão de produtos chineses, por exemplo, sem o pagamento de impostos.

O tucano classificou de "um erro" a decisão do governo Lula de reconhecer a China como economia de mercado. Questionado então se pretendia criar barreiras para o comércio, Serra respondeu: "Não. Vou fazer defesa comercial, porque o Brasil atuou com burrice nessa área."

Ainda na seara econômica, Serra repetiu sua avaliação de que o real se encontra supervalorizado e relacionou a alta da moeda aos juros. Garantiu, no entanto, que não fará intervenções.

"A questão do câmbio precisa ser corrigida junto com os juros, porque ela é a contrapartida dos juros. Mas eu não vou fazer nenhuma intervenção. Nós temos um regime de responsabilidade fiscal, de metas de inflação, de flexibilidade cambial, de flutuação. Nós vamos manter esse regime."

(Reportagem de Eduardo Simões) - O Globo

OBS do postador... ... rsrsrs me engana que eu gosto... rsrsrs... aliás pense num povo pra gostar de ser enganado... pensou ??? ... salvem o povo brasileiro...

Crenças de Marina Silva criam atrito, e surge primeira dissidência no PV


O contraste entre as crenças de Marina Silva e as bandeiras libertárias que inspiraram a criação do PV provocou uma primeira dissidência no partido.

Com palavras de ordem contra a pré-candidata ao Planalto, um grupo de militantes rasgou suas carteirinhas de filiação e articula o lançamento do Partido Livre, dedicado à defesa das minorias e de direitos individuais.

Eles afirmam que a entrada da senadora, evangélica, fez o PV abandonar causas históricas como a legalização do aborto e a união civil de homossexuais.

"Sofremos um estupro ideológico", queixa-se a presidente do futuro partido, Rose Losacco. "Ajudei a fundar o PV e não posso admitir que joguem seu programa no lixo por causa das crenças de uma pessoa", diz.

Para receber Marina, os verdes criaram uma cláusula de consciência que permite a filiados se opor a itens do estatuto do partido por convicções religiosas.

Avalista da ideia, o presidente do partido, José Luiz Penna, é o principal alvo dos rebeldes. "Ele parece o Fidel Castro, não sai nunca do poder. Está usando até aquele bonezinho verde", ataca Rose. "Hoje o PV apoia todos os governos. Virou um partido de aluguel".

No cargo desde 1999, Penna não quis comentar as críticas e a criação da nova legenda.

A dissidência promove hoje seu primeiro encontro nacional, em Belo Horizonte. Vai anunciar apoio a Dilma Rousseff, do PT. A justificativa é que ela apoiaria as causas renegadas por Marina.

Os dissidentes dizem ter "quase 100 mil" assinaturas, bem menos que as 468 mil exigidas para fundar um partido. Apesar disso, fazem planos ambiciosos. "Vamos mostrar que o Livre veio para mudar a história do Brasil", promete o vice-presidente Carlos Taborda".

O grupo ainda não atraiu políticos com mandato, mas sonha com o ministro Juca Ferreira (Cultura), que se licenciou do PV para apoiar Dilma. Ele já recusou o convite.

Por enquanto, o maior desafio é escapar da sigla PL, usada pelo antigo Partido Liberal (atual PR). "Queremos cair fora dessa coisa de rótulos. A gente se considera livre", diz Rose.

Esta semana, o PV sofreu outra baixa em protesto contra Marina. O presidente do Grupo Gay da Bahia, Marcelo Cerqueira, decidiu trocar o partido pelo PT. Em abril, um vereador verde de Alfenas (MG) acusou a senadora de se recusar a receber uma bandeira arco-íris.

Fonte; BERNARDO MELLO FRANCO
da Reportagem Local - Folha.com

Se eleito, Tiririca corre risco de não assumir o cargo


SÃO PAULO - A candidatura de Francisco Everardo Oliveira Silva, o Tiririca, será mantida, de acordo com informações da Procuradoria Regional Eleitoral em São Paulo (PRE-SP), pois o procedimento de registro do candidato já foi deferido em 19 de agosto. No entanto, Tiririca pode não assumir o cargo de deputado federal mesmo se vencer as eleições. Isso pode ocorrer caso a Procuradoria constate algo irregular nos documentos que informam a escolaridade do candidato.

Se for comprovado que Tiririca é analfabeto, ele pode ser vetado por inelegibilidade constitucional, conforme artigo 14, parágrafo 4º da Constituição Federal. A Procuradoria informou que está tomando as providências para apurar o caso e vai solicitar o registro de candidatura ao Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP) para examinar o que de fato foi apresentado pela candidato em relação à sua escolaridade.

Por Solange Spigliatti, do estadão.com.br, estadao.com.br, Atualizado: 27/9/2010 13:27

domingo, 26 de setembro de 2010

MAMMA MIA!


O grupo ABBA criticou veementemente um partido político dinamarquês por utilizar o seu hit de 1976, Mamma Mia, em campanhas eleitorais. A banda ameaçou entrar com um processo contra o ultradireitista Partido do Povo Dinamarquês, que alterou a letra da música sem autorização, mas retirou as acusações após o partido voltar atrás. O nome e a letra da canção foram alterados para "Mamma Pia", em homenagem a Pia Kjaersgaard, líder do partido.



"Primeiramente, você não pode apenas reescrever as músicas do jeito que quer", criticou o vocalista Benny Andersson. "Em segundo lugar, nós queremos que eles entendam que não temos absolutamente nenhum interesse em apoiar o seu partido. O ABBA nunca vai permitir que a sua música seja utilizada num contexto político. Isso foi algo que deixamos bem claro para o Partido do Povo Dinamarquês".

Fonte: Laboratório Pop - R7

A briga pelo voto evangélico


Os candidatos à Presidência estão de olho no voto dos evangélicos. Não por acaso. Juntos, os evangélicos representam cerca de 25% do eleitorado brasileiro, que é de 135 milhões de pessoas. Ou seja, uma massa de 33 milhões de eleitores.

Na corrida por essa encorpada fatia do eleitorado, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) estão na frente. Eles brigam ferozmente pelo apoio das gigantes Assembleia de Deus e Igreja Universal. Ironicamente, a candidata do PV, Marina Silva, única evangélica da disputa, é quem tem mais dificuldades para costurar apoios com uma das frentes religiosas.

O maior imbróglio está na Assembleia de Deus. A igreja é dividida em duas partes – a Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil (Ministério de Madureira) e a Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil (CGADB). No total, a instituição conta com 16 milhões de seguidores, sendo que a corrente majoritária, a CGABD, liderada pelo pastor José Wellington Bezerra da Costa, conta com 10 milhões. Neste campo, é o tucano José Serra quem tem vantagem, já que é amigo do pastor e contou com seu apoio no segundo turno das eleições de 2002.

De acordo com o presidente do Conselho de Comunicação da CGADB, pastor Mesquita, a Assembleia de Deus “não apoia nenhum candidato oficialmente”. Ele afirma que a ala majoritária “demonstra apoio a José Serra e proximidade com ele”. “Há uma resistência da CGADB a Dilma Rousseff, que é muito progressista e liberal em assuntos como aborto e casamento gay. Não negamos direitos a niguém. Eles [os homossexuais] têm direito de fazer o que quiserem, mas não absorvemos essas ideias e somos totalmente contrários a elas”.

A outra ala da Assembleia de Deus, conhecida como Ministério Madureira, conta com 6 milhões de seguidores e está com Dilma. Neste sábado, o deputado federal Pastor Manoel Ferreira (PR-RJ), líder da convenção nacional, organizou um evento em Brasília com fieis de diversas igrejas evangélicas para apoiar a petista, como Assembleia de Deus, Sara Nossa Terra e Igreja Universal do Reino de Deus. Segundo o deputado-pastor, o apoio à ex-ministra foi negociado e eles teriam recebido a promessa de Dilma de que um eventual governo petista deixaria questões polêmicas como a legalização do aborto e a união civil entre homossexuais para serem discutidas apenas pelo Congresso.

A escolha de Marina – Enquanto isso, a candidata do PV à Presidência, Marina Silva, não encontra apoio oficial nem mesmo na igreja à qual pertence. A verde é da Assembleia de Deus desde 1997 e, segundo a CGADB, “a igreja deveria ter amadurecimento para anunciar um apoio oficial a Marina”. Segundo representantes da convenção, a igreja poderia exigir dela um governo norteado pelos “ensinamentos cristãos”. Mas não foi isso que aconteceu.

A assessoria de Marina Silva, por sua vez, afirma que a candidata defende um estado laico e não discrimina a fé. “Marina reconhece que os evangélicos são um público a quem ela deve atenção por fazer parte dele, mas não faz um direcionamento específico para nenhum grupo religioso”.

Universal e a confusão de Dilma – A ex-ministra ganhou – mais uma vez – uma herança do governo Lula: o apoio da Igreja Universal. Com 13 milhões de fieis, a instituição apoiou Lula em 2002 e 2006. Um dos elos de Dilma com a igreja é o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ) que, de acordo com sua assessoria, tem uma amizade “antiga e pública” com o presidente Lula. Além disso, quando defende a ideia de que o aborto deve ser tratado como questão de saúde pública, e não rejeitado por princípio, a candidata petista não se choca frontalmente com os preceitos do líder da Universal, o pastor Edir Macedo, que se diz favorável à prática em diversas situações.

Essa não é, obviamente, a posição da Igreja Católica. Nesta semana, o bispo de Guarulhos (SP), dom Luiz Gonzaga Bergonzini, defendeu o boicote à candidatura de Dilma por considerar que o PT é a favor da interrupção da gravidez. Para tentar resolver esse impasse, Lula inteveio: nomeou seu chefe de gabinete, Gilberto Carvalho, um ex-seminarista, para aproximar a petista da Igreja Católica.

(Marina Dias e Adriana Caitano)- Editora Abril

Dilma recebe apoio de 15 igrejas evangélicas


A candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, recebeu neste sábado o apoio de representantes de 15 igrejas evangélicas. A manifestação ocorreu dois dias depois da polêmica envolvendo o bispo de Guarulhos (SP), d. Luiz Gonzaga Bergonzini, que pregou o boicote dos católicos à candidatura da petista sob o argumento de que ela defende a descriminalização do aborto. "Eu sou a favor da vida em todas as suas manifestações e seus sentidos", afirmou a petista, na sede da Convenção Nacional das Assembleias de Deus no Brasil.

Com discurso sob medida para agradar à plateia, Dilma citou passagens do Evangelho nas quais Jesus fala da vida em abundância. Depois, lembrando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, disse que vai "cuidar do povo" e da família, "como ele". "Quero pedir a vocês que orem por mim", insistiu.

Diante de aproximadamente 1 mil fiéis, a petista afirmou que o governo Lula encerrou "uma era de choro, desespero, medo, acomodação e desemprego" e prometeu dar continuidade ao projeto do presidente. "O choro pode durar toda uma noite, mas a alegria vem pela manhã. Nós vamos construir juntos a alegria que chega pela manhã."

Na chegada ao templo, Dilma foi saudada por obreiras. Passou perto de uma faixa de protesto estendida por dois evangélicos, na qual se lia "Apoiar Dilma é negar a Bíblia". "Aborto não", gritou um homem logo que a candidata entrou acompanhada do vice, deputado Michel Temer (PMDB), de coordenadores de sua campanha e de Gilberto Carvalho, chefe de gabinete de Lula. Ex-seminarista, Carvalho foi designado pelo presidente para aproximar a petista dos religiosos.

O pastor e deputado Manoel Ferreira (PR-RJ), presidente de uma das maiores denominações da Assembleia de Deus, o Ministério de Madureira, defendeu o voto em Dilma e agradeceu Lula pela lei que regulariza os templos erguidos em áreas públicas da União. "Agora chegou a hora de estarmos unidos. O que podemos fazer por esse homem?", perguntou o pastor aos fiéis. Ele mesmo respondeu: "Fazer a sua sucessora." Ferreira coordena o movimento evangélico da campanha de Dilma.

Boatos

Na tentativa de desfazer boatos dando conta de que a candidata do PT defende o aborto e o casamento gay, Ferreira contou que se reuniu com ela no início do ano para tratar do assunto.

"Pedimos que alguns temas polêmicos do Programa Nacional de Direitos Humanos 3 pudessem ser revistos e, ainda, que essas matérias controversas fossem objeto de apreciação no fórum competente, que é o Congresso, e não partissem do Executivo", disse o pastor, numa referência à legalização do aborto e à união civil entre homossexuais. "Ela nos garantiu que, eleita, não enviará essas propostas."

Em seus pronunciamentos, Dilma tem dito que não defende a interrupção da gestação a não ser em casos previstos em lei, como na gravidez resultante de estupro. Porém, avalia que o Estado não pode ignorar o assunto, pois muitas mulheres, sobretudo as de baixa renda, usam métodos considerados "medievais" para pôr fim à gravidez.

Apesar de a candidata do PV, Marina Silva, ser ligada à Assembleia de Deus, Dilma vem conquistando o apoio dos evangélicos. Muitos deles alegam que a ex-senadora não procurou o aval da igreja.

Fonte: Agência Estado
Link: http://portalexame.abril.com.br/economia/eleicoes-2010/noticias/dilma-recebe-apoio-15-igrejas-evangelicas-581464.html