terça-feira, 29 de março de 2011

Complexo Industrial de Suape a todo vapor !!!




Notícias do dia
28/03/2011


Folha de Pernambuco
Economia
28/03/2011


Capital aberto ou fechado?


São poucos os portos brasileiros que sofreram tantas transformações em um ritmo tão acelerado quanto o Complexo Industrial Portuário de Suape. O Porto pernambucano é hoje um dos mais modernos e dinâmicos do País e está entre os que mais atraem investimentos. Agora, para dar suporte a este crescimento e acomodar um número ainda maior de empreendimentos, é preciso fazer mudanças rápidas na estrutura societária. Atualmente, Suape é uma empresa pública com 100% do capital controlado pelo Governo de Pernambuco. O que está sendo estudado é a transformação do Porto em Sociedade Anônima (S.A). A dúvida é se a melhor opção é se a estrutura terá um capital aberto ou fechado. A resposta não parece muito difícil. A expectativa é de que entre 2011 e 2014 o Complexo tenha um investimento superior a R$ 4 bilhões, montante bastante alto para o Tesouro do Estado. A abertura de capital atrai investidores. Se essa estrutura for escolhida, o Governo continuará comandando o Porto, mas os investimentos também virão de fora. E os investidores já mostraram interesse nesta sociedade.


Briga de cachorro grande


Deve sair esta semana o resultado da licitação para concessão de rodovias nas proximidades do Complexo Industrial Portuário de Suape. A disputa é de cachorro grande. Grandes empresas do setor apresentaram propostas para operar por 30 anos as rodovias. A vencedora também ficará responsável pela operação de novos pedágios no Estado, o que deve render bons lucros.


Diário de Pernambuco
Diário econômico
28/03/2011


Mão de obra

De olho no crescimento econômico do estado, principalmente no entorno de Suape, o Centro de Ensino Grau Técnico implantou em sua grade cursos com este foco, como lógica e administração. O Centro, que funciona na Conde da Boa Vista, já movimenta mais de 700 alunos, somente nos cursos de segurança do trabalho, logística e administração.

sábado, 26 de março de 2011

Notícias interessantes




Notícias do dia
25/03/2011


Jornal do Commercio
Economia
25/03/2011

INFRAESTRUTURA
Avança o projeto que vai viabilizar a fábrica da Fiat
Suape realizará audiência que dará início à terraplenagem


A diretoria do Complexo Industrial Portuário de Suape vai dar a largada para o início da construção da montadora da Fiat em Pernambuco. No dia 6 de abril será realizada uma audiência para apresentar o projeto de terraplenagem do terreno da fábrica para as empresas interessadas em participar da licitação da obra. A formalidade é exigida pela Lei de Licitação, no caso de intervenções com valores superiores a R$ 150 milhões. A terraplenagem será a segunda maior já realizada no complexo, depois da Refinaria Abreu e Lima, que consumiu investimento de R$ 430 milhões para atacar uma área de 630 hectares.

O vice-presidente do Complexo de Suape, Frederico Amâncio, diz que ainda não foi fechada a estimativa de valor da terraplenagem da Fiat. “Nessa primeira fase será terraplenado uma área de 350 hectares, localizada no Cabo de Santo Agostinho, que será destinada à implantação da fábrica propriamente dita”, explica. A montadora terá capacidade para produzir 200 mil veículos por ano e vai receber investimento de R$ 3 bilhões.

Além desses primeiros 350 hectares, a Fiat também vai demandar uma área de 300 hectares para a construção da pista de testes da montadora e outros 80 hectares para a implantações dos chamados sistemistas, que são fornecedores diretos de componentes e peças na montagem dos carros. A previsão inicial é de que pelo menos 50 dessas indústrias se instalem a reboque da montadora.

Amâncio adianta que a área para abrigar os sistemistas já foi identificada e vai ficar nas imediações do Cone Suape, condomínio de negócios da empresa Cone S.A localizado entre os municípios de Jaboatão dos Guararapes e Cabo de Santo Agostinho. “Estamos avaliando de suas a três terrenos e vamos oferecer como alternativa à empresa”, observa o executivo sem dar detalhes sobre a localização.

O governo do Estado tinha pretensão de começar as obras de terraplenagem da montadora em fevereiro deste anos, mas o processo de licitação só será deflagrado no próximo mês. A Fiat aposta que o primeiro carro made in Pernambuco esteja circulando nas ruas em 2014 se o cronograma de implantação for cumprido.

SIDERÚRGICA

Em viagem na Itália para fechar convênios e prospectar negócios para Pernambuco, o governador Eduardo Campos participou ontem de reunião com executivos do grupo italiano Danieli, fornecedor de equipamentos da Companhia Siderúrgica Suape (CSS). O encontro aconteceu no Consulado do Brasil em Milão. Segundo informações da assessoria do governo do Estado, o diretor de operações da Danieli, Frank Alzetta, teria apresentado um novo cronograma de investimentos da companhia no Estado, antecipando o início da operação da planta para o último trimestre de 2012. Diante da complexidade do projeto, o prazo inicial de start da siderúrgica estava programado para 2014.

A CSS está orçada em R$ 1,5 bilhão e será a primeira laminadora de aços planos do Nordeste. A fábrica vai produzir 1 milhão de toneladas de laminados a quente, a frio e revestidos por ano.



Folha de Pernambuco
Economia
25/03/2011



Implantação de novo terminal será acelerada
Movimento de contêineres em Suape está acima da previsão



TATIANA NOTARO



A movimentação de cargas no Terminal de Contêineres (Tecon) do Complexo Industrial Portuário de Suape este ano já está acima das expectativas traçadas pela gestão. De acordo com o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, a meta do ano é que o crescimento seja de 11% em relação a 2010, mas, somente nos dois primeiros meses de 2011, está “na faixa de 20% a 30%”. Isso vai acelerar o prazo de implantação do novo terminal de contêineres de 2014 para 2013. A área prevista é de 38 hectares, mas o projeto ainda não está fechado, assim como o valor final, que vai estar no patamar dos “três dígitos, facilmente”, segundo Amâncio.


De acordo com Frederico Amâncio, hoje, cerca de 20 empresas estão em processo avançado de negociação avançada. “Estamos sendo mais seletivos, focados efetivamente naquilo que é mais adequado ao projeto de desenvolvimento do Complexo: petróleo, gás e offshore, energia eólica, automobilística, siderúrgica”, diz. “Como nós ainda temos algumas áreas disponíveis no Polo Cerâmico, ainda temos espaço disponível para algumas indústrias de cimento e outras voltadas para a construção civil, mas não é mais nossa área com foco principal”, explicou.



Hoje, está sendo feito um levantamento da área ainda disponível de Suape. “Tínhamos uma área grande, que ia ser mais fortemente trabalhada agora, mas em novembro foi empregada no projeto da Companhia Siderúrgica de Suape, que demandou 360 hectares. Para se ter uma ideia, a maioria das indústrias ocupa de 10 a 20 hectares. Em dezembro, veio a Fiat, ocupando 440 hectares do Complexo”, explica o vice-presidente. Por causa dessa “lotação”, está em estudo a criação de distritos satélites, “que seriam partes da empresa Suape, não necessariamente dentro do território estratégico”, de acordo com Amâncio. Hoje, o crescimento do Porto tem um raio de cerca de 40 quilômetros (o território estratégico), que engloba os municípios de Jaboatão dos Guararapes, Moreno, Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Ribeirão, Sirinhaém e Escada.




Sobram idéias, faltam ações

O Complexo Industrial Portuário de Suape chegou ao limite de áreas disponíveis. Isso porque o território que havia sido reservado para a expansão foi destinado à fábrica da Fiat (440 hectares) e para a Siderúrgica Suape (360 hectares). Com a chegada desses investimentos, são poucas as áreas que restam. Poucas para o tamanho dos empreendimentos que estão em negociação. E o Governo já está quebrando a cabeça para resolver esse problema. A solução precisa vir rápido. O Nordeste é a região que mais cresce no Brasil. Se não formos ágeis, outro estado sai na frente e leva o investimento. Para não sair perdendo, os gestores estão estudando diversas saídas. Uma das opções é receber investimentos em Suape apenas de setores considerados estratégicos para o Porto, como os da indústria automobilística e de petróleo, gás e offshore. Para os demais, serão apresentados territórios localizados nos sete municípios próximos ao Porto. Outra alternativa é a criação de distritos satélites, áreas fora do Complexo, mas que seriam operadas por Suape. Mas, por enquanto, tudo são ideias.

Investidores - A greve da Refinaria não teve nenhum impacto na captação de novos negócios para o Complexo Industrial Portuário de Suape. Segundo o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, nenhuma das empresas que visitaram o local nos últimos dias mostrou preocupação com o movimento. Atualmente, Suape está com negociação em estágio avançado com 20 empresas. Outros 30 grupos mantém conversas com a diretoria.


Diário de Pernambuco
Diário econômico
25/03/2011

Siderúrgica // Operação vai ser antecipada

A Companhia Siderúrgica de Suape (CSS) deverá iniciar suas operações dois anos antes do previsto. A notícia foi dada ontem ao governador Eduardo Campos por executivos do grupo Danieli em Milão, na Itália. Pelo novo cronograma, o empreendimento deverá abrir as portas no último trimestre de 2012, e não mais em 2014, data divulgada quando do anúncio feito em 2010 (Foto). A Danieli é parceira tecnológica da Cone (Construtora Moura Dubeux mais Fundo de Infraestrutura-FGTS) na CSS, numa joint venture que tem participação da multinacional Trasteel, Fábrica Participações e a consultoria Metal Data. A primeira laminadora de aços planos do Nordeste está orçada em R$ 1,5 bilhão, devendo gerar 3 mil empregos na construção e 800 na operação.

Olimpíada


Acontece na terça-feira o lançamento da Olimpíada do Conhecimento do Senai 2011. O evento será às 10h, para cerca de 50 empresas instaladas em Suape, no auditório do prédio da Autoridade Portuária. A Olimpíada tem a finalidade de avaliar as competências profissionais dos estudantes através de provas compatíveis com os desafios do mercado de trabalho.


Julgamento de greves na refinaria é adiado
TRT vai avaliar, além da legalidade, a natureza econômica da paralisação que atinge 34 mil operários



Foi adiado para terça-feira, às 9h, o julgamento da paralisação deflagrada pelos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima e da PetroquímicaSuape. As duas greves, que estavam sendo apreciadas separadamente, foram unificadas, trazendo para análise do Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (TRT6) não apenas o aspecto da legalidade como também a natureza econômica da questão. Isso pode garantir às partes, por exemplo, a definição de pontos que permaneceram em aberto apesar das tentativas de negociação. O movimento atinge 34 mil operários.


Ontem, o presidente do TRT6, desembargador André Genn, com a participação de representantes da Procuradoria Geral do Trabalho, presidiu sessão de instrução dos dois dissídios coletivos. Um deles é entre os consórcios Rnest/Conest e o Sindicato dos Trabalhadores das Indústrias da Construção Pesada (Sintepav-PE) e outro entre o Sintepav-PE e o Sindicato Nacional da Indústria de Construção (Sinicon).


O procurador do Trabalho, Fábio Farias, e o procurador regional do Trabalho, Waldi Bitu Filho, ainda fizeram uma proposta verbal para que trabalhadores e consórcios analisem durante o final de semana. Na véspera do julgamento, o Ministério Público do Trabalho tentará um acordo no intuito de evitar o dissídio. Às 9h da segunda-feira, portanto, patrões e trabalhadores voltam a se reunir em uma última mediação pelo MPT-PE. Hoje, a executiva nacional da Força Sindical participa de uma assembleia às 7h no canteiro da refinaria.


O movimento começou há cerca de um mês, após protestos dos 4.822 funcionários do consórcio Conest, formado pela Odebrecht e OAS. Com o início da mediação pelo MPT-PE, a greve foi suspensa. A trégua acabou quando, na sexta-feira passada, os operários voltaram a cruzar os braços por não aceitar os acordos fechados entre os sindicatos da categoria e das empresas, o que acabou contaminando trabalhadores de outras 26 empresas que participam da construção da refinaria e da petroquímica.


O Sinicon é pela ilegalidade da greve pelo desconto dos dias parados. Já o Sintepav-PE reconhece que as negociações voltaram à estaca zero. Os pontos que seguem sem acordo na negociação coletiva são a elevação para 100% no percentual do adicional de horas extras aos sábados, abono dos dias de greve e a elevação do valor do auxílio-alimentação de R$ 80 para R$ 160. O MPT-PE havia conseguido reajuste de R$ 80 para R$ 130 no vale-alimentação e pagamento de 80%, ao invés de 70%, do valor das horas extras aos sábados.

Os efeitos colaterais do desenvolvimento em Pernambuco.




Notícias do dia
24/03/2011


Jornal do Commercio
Economia
24/03/2011

» REFINARIA E PETROQUÍMICA
Suape 34 mil trabalhadores cruzam os braços
Movimento ganhou uma proporção ainda maior ontem com a adesão de outros canteiros de obras. Esta é a maior paralisação já vista no complexo



Pelo menos 34 mil operários da Refinaria Abreu e Lima (Rnest) e da PetroquímicaSuape (PQS) paralisaram, ontem, as obras dos dois maiores empreendimentos em construção no Estado, com investimento superior a US$ 15 bilhões. É a maior greve nas três décadas de implantação do Complexo de Suape e um momento histórico no novo mundo do trabalho em Pernambuco, sustentado pelo crescimento vigoroso da economia. Hoje, o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) julga a legalidade da greve, mas os operários já mandaram o recado de que “parados estão e parados vão ficar, com ou sem decisão favorável da Justiça” (palavras usadas pelo presidente da Federação Nacional dos Trabalhadores na Construção Pesada, Wilmar Santos, durante discurso na assembleia de ontem).

Amanhã serão realizadas novas assembleias nos canteiros de obras para informar a decisão judicial e decidir se as atividades serão retomadas. “As empresas apostaram numa queda de braço, pagaram pra ver e estão tendo a resposta dos trabalhadores, com 100% de paralisação nas obras da Rnest e da Petroquímica”, diz Santos. A estratégia durante o dia de ontem foi tentar suspender o julgamento da greve no TRT e trazer as empresas de volta à mesa de negociação para resolver o impasse em dois itens da pauta de reivindicação, que emperraram o processo (veja arte na página ao lado).

A greve, que antes se limitava aos 4.822 trabalhadores do Consórcio Conest – formado pelas companhias Odebrecht e OAS –, se alastrou para as demais 26 empresas que participam da construção da refinaria e para as três plantas do polo petroquímico –totalizando 29. O pleito dos funcionários agora é que a pauta seja unificada, valendo para todos os consórcios. As assembleias de ontem ganharam reforço de lideranças nacionais da Força Sindical e do Sindicato dos Metalúrgicos de São Paulo e de Mogi das Cruzes.

“Julgar a greve não vai resolver. As empresas precisam voltar a negociar e modificar esse diálogo com os trabalhadores. A intransigência leva ao que aconteceu na hidrelétrica de Jirau, no Norte do País”, alertou o secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves (o Juruna), temendo a iminência de novos conflitos e os riscos que isso poderá trazer para os funcionários e as empresas.

O vice-presidente da Federação, Adalberto Galvão, lembrou do episódio na PetroquímicaSuape, quando os trabalhadores incendiaram um dos alojamentos da Odebrecht, no Cabo de Santo Agostinho, após declarada a ilegalidade da greve. “De nada adiantou, porque os operários voltaram e agora entraram novamente em greve insatisfeitos com a relação de trabalho”, lembra. O sindicalista afirma que a judicialização da greve não vai acabar com o ímpeto político dos trabalhadores e poderá estabelecer o caos social. “O pagamento de 100% das horas extras aos sábados é praticado nos canteiros de obra da Petrobras Brasil afora. Nós estamos dispostos a negociar. Nos comprometemos a só fazer nova reivindicação em relação a horas extras na data base de 2012. Também sugerimos que o vale alimentação subisse para R$ 160 e condicionamos a pedir apenas uma correção sobre esse valor na campanha salarial”, destaca.

Apesar de ter participado de uma reunião informal no final da tarde de ontem no Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE), a advogada do Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada em Pernambuco (Sinicon-PE), Margareth Rubem, informou que, devido a um “estrangulamento nas negociações”, a posição das empresas continua sendo de questionar a legalidade da greve no Conest e de outras empresas instaladas na Rnest.

Obras do PAC podem ter comissão de negociação


A paralisação nas obras da Refinaria Abreu e Lima e PetroquímicaSuape, os conflitos na construção das hidrelétricas de Jirau e Santo Antônio, na região Norte, e demais entreveros trabalhistas espalhados por obras do Programa de Aceleração do Crescimento serão discutidas pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), Ministério Público Federal do Trabalho e representantes das principais centrais sindicais do País. O objetivo é criar uma comissão com atuação nacional para resolver os problemas. O deputado federal e presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP), informou que há uma articulação para realizar a primeira reunião na próxima terça-feira, dia 29.

Ontem, no início da manhã, Paulinho esteve com o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, para expor a natureza dos conflitos. À noite, a conversa foi com o procurador-geral do Trabalho, Otávio Brito Lopes. A maioria das situações, contou, tem como motivos denúncias de maus-tratos, abusos por conta de funcionários com cargos de chefia e o não pagamento de direitos aos trabalhadores. “No caso de Suape, vejo uma situação mais calma do que em Jirau, por exemplo, mesmo com os incidentes ocorridos (incêndio em alojamento e tiro, com ferido e prisão). Em Pernambuco, a briga é mais reivindicatória”, comentou.

Também serão convocadas a compor a comissão as principais empresas responsáveis por obras do PAC, como Odebrecht, Camargo Corrêa, Queiroz Galvão e OAS. A Força Sindical, informou Paulinho, vai buscar uma maior fiscalização do MTE nas relações trabalhistas. Uma das propostas é refazer algumas das regras, especialmente, as que regulam a contratação dos empregados. “O que tem ocorrido em diversos canteiros é o tipo de contratação ‘gato’. São prometidas 1.001 coisas aos trabalhadores e quando vão ver não é bem assim. O ideal é que a intermediação fosse do Sistema Nacional de Emprego (Sine), para que o MTE estivesse mais próximo”, disse Paulinho.

O Sine é o sistema de recrutamento de mão de obra controlado pelo ministério. Pela proposição da Força Sindical através dele poderiam ser melhor identificados casos de pagamento de salário diferentes a profissionais de uma mesma função, em um mesmo canteiro de obras, situação verificada entre os empregados do Consórcio Conest e que gerou conflitos ainda no ano passado. “Até entendo que deva ocorrer uma diferenciação por conta do grau de qualificação. Mas em dois ou três meses já há um nivelamento e deve ser feita uma equalização nas remunerações. Sem falar no problema das horas extras, que não são pagas em sua integralidade em alguns locais”, opinou Paulinho.
Turismo é para ser competitivo


Vice-presidente da portuguesa TAP, o brasileiro Luiz Mór vai direto ao ponto quando fala de política de atração de turistas internacionais. O Brasil, e em especial o Nordeste, tem um produto turístico de nicho. Nós só somos competitivos nisso. É desperdício de esforço tentar fazer uma política de turismo de massa. A TAP faz sucesso (o Brasil representa 35% de todos os passageiros transportados no mundo por ela), porque trabalha isso. Acho um equívoco se trabalhar, por exemplo, os Estados Unidos pensando trazer turistas americanos apenas porque eles têm números gigantes. Antes do Nordeste tem o Caribe. Os americanos fazem turismo fora dos Estado Unidos na infraestrutura dos Estados Unidos. Ou seja: do hotel ao avião, tudo é americano e fala inglês.

Mór fala com fé de oficio. Está na TAP (ao lado do presidente da companhia, o também brasileiro Fernando Pinto) desde 2001, período em que a TAP saiu de uma série de anos de prejuízos para se tornar uma empresa lucrativa. Em 2010 ela transportou nove milhões de pessoas e deve ampliar esse número em 500 mil este ano. Para Pernambuco voa desde 1960 e, desde 1991, tem voo diário. A operação Pernambuco, que já era boa (além de passageiros, ocupa o porão com frutas e flores), ficou melhor com o crescimento acentuado da economia do Estado. Hoje, metade dos passageiros da TAP com destino ao Recife vêm a negócios. A operação é a terceira maior do Brasil, onde a TAP faturou, em 2010, US$ 500 milhões.

O executivo da companhia está animado com a chegada da Fiat a Pernambuco (ontem ele conheceu o Complexo Portuário de Suape) porque acredita que se repetirá na rota Recife o que acontece em Belo Horizonte: a Fiat transformar-se num grande cliente de carga aérea. Apesar da chegada da concorrente espanhola Ibéria.


Folha de Pernambuco
Economia
24/03/2011


COOPERAÇÃO -

Itália ajudará a formar mão de obra de PE




A visita do governador Eduardo Campos à Itália, intermediada pela Fiat, garantiu a assinatura do protocolo de intenções com a Universidade de Bolonha, a mais antiga da Europa. A parceria entre o Estado, a montadora automobilística e o Politécnico de Turim visa oferecer maior capacitação de profissionais especializados e possibilitará a cooperação técnica nos campos da formação profissional, intercâmbio científico e experiências em políticas públicas.


Após a solenidade na embaixada brasileira, em Roma, o governador Eduardo Campos disse que a capacitação da mão de obra é importante para o Estado. “São áreas e temas que interessam muito a Pernambuco. Nosso Estado vive um grande momento econômico que requer um aprendizado rápido, diversificado e globalizado”.


Para a vice-reitora, Carla Santa Terra, a Universidade de Bolonha já possui 100 pesquisadores dedicados aos “temas brasileiros” e, por esta razão, o acordo com o Governo de Pernambuco possui uma dimensão ainda maior. “Pernambuco é um estado multidisciplinar e, por isso, tem muito a nos ensinar”.


Ontem, o Governo do Estado firmou convênios com o Politécnico de Turim e a Fiat para a formação de engenheiros automotivos. Quanto à formação nas áreas de pós-graduação e doutorado, serão feitos intercâmbios nas áreas de energias renováveis, mecânica, engenharia, administração de empresas, educação e conservação de patrimônio histórico.

E o desenvolvimento continua...



Fábrica da Fiat em Betim - MG


Notícias do dia
23/03/2011


Jornal do Commercio
Economia
23/03/2011

» MONTADORA
Fiat vai oferecer cursos na Itália

Parceria entre o governo de Pernambuco, a montadora e instituições de ensino italianas vai treinar estudantes de engenharia fora do Estado


Estudantes de engenharia das universidades pernambucanas poderão concluir seus cursos na Politécnica de Turim, na Itália. Isso graças ao convênio fechado entre o governo de Pernambuco, a montadora Fiat e as instituições de ensino. A ideia é qualificar a mão de obra local para atuar na unidade da empresa no Complexo de Suape, que vai investir R$ 3 bilhões e gerar 3.500 empregos diretos. O acordo foi assinado, ontem, na Itália, com presença do governador Eduardo Campos.

Num primeiro momento, 50 alunos das universidades de Pernambuco e Federal de Pernambuco serão beneficiados pela parceria. Poderão se candidatar às vagas os estudantes que tiverem concluído o segundo ano do curso até o final do primeiro semestre de 2011. Em 60 dias, o governo do Estado vai lançar o edital para a seleção simplificada dos contemplados pelo programa, por meio da Fundação de Amparo à Ciência e Tecnologia (Facepe) e da Secretaria de Qualificação, Trabalho e Empreendedorismo.

“Nós vamos selecionar jovens que estão nas nossas universidades para que eles possam estudar Engenharia Automotiva no Politécnico de Turim, um centro de excelência no setor automotivo. Ainda este ano, estaremos selecionando 50 estudantes pernambucanos para estudar na Itália e que, em 2014, voltam para casa para inaugurar junto conosco a Fiat de Pernambuco”, comemorou Eduardo.

Os alunos que vão desembarcar na Itália serão conhecidos em julho e deixarão o Brasil em setembro deste ano. Eles receberão uma bolsa de estudos e passarão a frequentar as aulas no Politécnico de Turim, cidade-sede da Fiat. “Desde 1999, preparamos engenheiros para a marca em todo o mundo. Chegou a vez de formarmos profissionais para ajudar a Fiat e Pernambuco”, disse Francesco Profumo, reitor do Politécnico do Turim.

O secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, adianta que uma segunda fase do programa será a especialização de engenheiros recém-formados na UPU e UFPE, que vão cursar engenharia automotiva. Durante a assinatura do termo de cooperação técnica, em Roma, o presidente da Fiat no Brasil, Cledorvino Bellini destacou que em apenas três anos, a montadora vai fazer em Pernambuco o que demorou 36 anos para realizar na unidade da companhia em Betim (MG).


» COMPLEXO DE SUAPE
Dia D para os operários da refinaria


Trabalhadores decidem hoje se retomam os trabalhos. Caso optem por não voltar e a greve seja considerada ilegal, podem perder o que foi conquistado


Os operários do Consórcio Conest vão partir para o tudo ou nada, na assembleia marcada para hoje em Suape, caso rejeitem mais uma vez a proposta negociada entre a empresa e a comissão de trabalhadores no Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE). Se o impasse persistir, os funcionários correm o risco de voltar ao trabalho, compulsoriamente, e sem nenhum dos benefícios que vinham sendo negociados na tentativa de um acordo. Isso porque o Tribunal Regional do Trabalho (TRT) vai julgar, amanhã, a legalidade da greve, que completa 14 dias hoje.

“Se o movimento for considerado ilegal, os trabalhadores terão que retomar suas atividades sob pena de demissão por justa causa. Isso sem falar no desconto dos dias parados”, alerta o advogado trabalhista Ney Araújo. Ele destaca que a judicialização de um movimento grevista é sempre o pior caminho. “O ideal é resolver amigavelmente e no âmbito administrativo”, diz. A greve estava na pauta de ontem da sessão plenária do TRT, mas em função do número de processos foi adiada para amanhã, a partir das 9h.

O presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Construção Pesada de Pernambuco (Sintepav-PE), Aldo Amaral, teme que a possível declaração de ilegalidade da greve volte a desencadear um cenário de guerra nos canteiros de obras do Complexo de Suape. Em janeiro, o posicionamento da Justiça decretando a ilegalidade na paralisação da obra da PetroquímicaSuape culminou com o incêndio do alojamento da Odebrecht, no Cabo de Santo Agostinho, que abrigava 1.500 trabalhadores. Além de incendiar o local, os operários jogaram para a comunidade objetos como camas, colchões e ventiladores. O resultado foi um prejuízo de R$ 9,5 milhões para a empresa e a demissão de vários funcionários.

“O que queremos é que se restabeleça a paz social no canteiro da refinaria. Temos receio de que o julgamento da ilegalidade da greve resulte em mais um problema e que volte a tensão e o caos”, diz Aldo, que estava presente no tumulto ocorrido no dia 9 de fevereiro no canteiro da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), quando o funcionário Thiago Ramos foi baleado por um segurança do próprio Sintepav. Amaral diz que ainda tem a esperança de “dobrar os patrões” e negociar os dois pontos de conflito da pauta para retomar o trabalho na obra de hoje para amanhã.

A advogada do Sindicato da Indústria da Construção Pesada em Pernambuco (Sinicon-PE), Margareth Rubem, diz que as empresas não foram intransigentes e cederam em vários pontos da pauta, inclusive nesses dois que estão travando a negociação. Os trabalhadores recebem hoje 60% de hora extra nos sábados e estão pedindo 100%, enquanto o consórcio sugeriu uma contrapartida de 80%. No caso do vale-alimentação, os operários começaram pedindo R$ 300 e aceitaram receber R$ 160, mas o Conest oferece R$ 130. “Estamos abertos à negociação até o último momento, mas dei entrada no pedido de julgamento da legalidade da greve hoje (ontem) porque a empresa tem contrato e cronograma a cumprir e não podem ficar nessa indefinição”, diz, lembrando que os operários descumpriram o acordo com o MPT quando retomaram a greve antes da conclusão das negociações.

Negociação sem liderança dá nisso


No Brasil que tenta construir sua infraestrutura na carreira, o sindicalismo chapa-branca descobre que a base não lhe dá qualquer crédito, não lhe atribui qualquer representação e não lhe confere fé de ofício para assinar nenhum acordo. Aconteceu com a obra da hidrelétrica de Jirau – onde as representações sindicais diziam estar tudo bem e terminou num incêndio de acampamento – e aconteceu, ontem, aqui, quando a assembleia dos trabalhadores da obra da refinaria rejeitou acordo costurado com ajuda do Ministério Publico do Trabalho por não concordar com a negociação.

Em qualquer lugar do mundo, palavra de dirigente sindical é feito pule do jogo do bicho: vale o que está escrito. Mas quando a liderança não representa os trabalhadores, empresas e integrantes do governo perdem tempo, esforço e dinheiro numa rodada de conversas que a base não aceita.

O que aconteceu na obra da Refinaria Abreu e Lima é o mesmo que aconteceu na obra da PetroquimicaSuape. O sindicato, a Federação e a comissão de trabalhadores não têm fé de ofício para negociar em nome dos trabalhadores. E não têm isso porque, como em Jirau, não cuidaram da base, não se apresentaram para conversar e identificar as reivindicações. Estão interessados em compor com o consórcio e torcem para que não aconteçam paralisações. Esqueceram de que o mercado está aquecido e que as empresas estão, literalmente, catando trabalhadores. Perderam de novo.



Folha de Pernambuco
Economia
23/03/2011

Sondagem - Uma empresa fornecedora da Impsa Wind, unidade de negócios voltados para a geração de energia eólica, pode ser instalada em Pernambuco. Representantes do grupo terão uma reunião na próxima quinta-feira para conhecer os benefícios que o Estado apresenta. A ideia é que o grupo não seja instalado no Complexo Industrial Portuário de Suape. O objetivo é descentralizar os investimentos. A princípio, os gestores pernambucanos irão apresentar os municípios do Interior.


Diário de Pernambuco
Diário econômico
23/03/2011

Greve paralisa obra da Refinaria Abreu e Lima
Adesão de operários ao movimento no canteiro de obras em Suape chega a 90% da categoria



Aparalisação na obra da Refinaria Abreu e Lima, em Suape, iniciada na última sexta-feira pelos operários que atuam no consórcio Conest (formado pela Odebrecht e OAS) ganhou a adesão de outros trabalhadores e já atinge 90% das atividades no canteiro de obras. Segundo o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Construção Pesada (Sintepav-PE), cerca de 21 mil profissionais, dos 30 mil que trabalham na obra da refinaria, paralisaram as atividades desde ontem.


O movimento começou há um mês, após protestos dos 4.822 funcionários da Conest. Foi suspenso com o início da mediação das negociações entre patrões e empregados pelo Ministério Público do Trabalho (MPT-PE) e retomado na última sexta-feira, sem que os operários aceitassem os acordos feitos entre representantes da categoria e das empresas.


´Dos treze pontos da pauta, conseguimos avançar em onze, mas faltava a questão da hora extra do sábado e do vale alimentação. Infelizmente os trabalhadores não aceitaram as conquistas alcançadas agora, que poderiam levar a uma flexibilização daqui a três meses, quando começam as discussões da data-base. Acredito que o Ministério Público cumpriu o papel social de fazer a mediação`, considerou o promotor Waldir Bitu Filho.


Após acompanhar a assembleia dos funcionários da Conest ontem de manhã, o MPT-PE decidiu cancelar a audiência que ocorreria à tarde e começou a produzir o parecer que será apresentado ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT 6ª Região), amanhã, quando será julgada a legalidade da greve.


Com a adesão dos trabalhadores de outros consórcios que atuam no canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, a questão deixou de ser negociada apenas pela Conest e passou para o âmbito do Sindicato da Indústria de Construção Pesada (Sinicon) - que ontem acionou a Justiça pedindo a ilegalidade da greve. A primeira audiência desta ação também deve acontecer amanhã.


´A posição do Sinicon é pela ilegalidade e pelo desconto dos dia parados. A partir do momento que não houve notificação sobre a paralisação e que não foi entregue uma pauta de reivindicação, entramos com o pedido na Justiça. As empresas esperam que o TRT reconheça a ilegalidade e que seja retomada a normalidade da obra`, afirmou Margareth Rubem, advogada que representa o Sinicon.


O Sintepav, através do setor de comunicação, reconhece que as negociações voltaram ao ponto inicial e reafirma que os trabalhadores acharam as propostas insuficientes. O sindicato vai esperar a decisão da Justiça para se pronunciar. Os pontos discordantes da pauta reivindicada são R$ 160 de vale-alimentação e hora extra a 100% aos sábados. A mediação do Ministério Público conseguiu reajuste de R$ 80 para R$ 130 no vale-alimentação e o pagamento de 70% para 80% do valor da hora extra aos sábados.

Pernambuco em desenvolvimento.




Notícias do dia
22/03/2011



Jornal do Commercio
Economia
22/03/2011

» NEGÓCIOS
Petrobras procura fornecedores no Estado

Estatal realizou ontem em Pernambuco seminário sobre a cadeia de fornecedores da companhia. Presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, destaca que há oportunidades em vários segmentos


A despeito da paralisação de parte do canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo de Suape, a Petrobras realizou, ontem, no Palácio do Campo das Princesas, o seminário Desenvolvimento da Cadeia Nacional de Fornecedores de Bens e Serviços da Petrobras. O evento contou com a participação do presidente da estatal, José Sérgio Gabrielli, e do governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Pelo menos 150 empresários participaram do evento.

Gabrielli explicou que reuniões como a de Pernambuco estão sendo realizadas em todos os Estados brasileiros. A ideia é aumentar a participação das empresas locais na carteira de fornecedores da estatal. Com investimentos calculados em US$ 18 bilhões em Pernambuco até 2014, incluindo refinaria e o complexo petroquímico. Além disso, ainda existe as encomendas de navios pela Transpetro e de sondas pela Petrobras. Tudo isso aumenta a necessidade de o Estado ganhar musculatura nessa cadeia de fornecedores locais. O evento de ontem não foi o primeiro realizado em território pernambucano pela Petrobras para captar fornecedores. A empresa também não divulga quantas empresas pernambucanas já conseguiram se incluir nesse processo.

Em seu discurso, Gabrielli frisou que, apesar do peso e da importância do pré-sal para as próximas décadas, a abrangência da Petrobras vai muito além dele. O presidente citou investimentos em etanol e fertilizantes para exemplificar a diversidade de segmentos e, portanto, de oportunidades, para as quais os empresários devem estar atentos. “Queremos garantir o conteúdo nacional em todas essas cadeias e, para isso, é preciso que os empresários identifiquem suas oportunidades, dificuldades e enfrentem os riscos”, declarou.

Gabrielli reforçou ainda que, embora os fornecedores diretos da Petrobras sejam a maior parte de médio e grande porte e girem em torno das atividades-fim da empresa, as janelas de negócios que se abrem diante dos investimentos da companhia são abrangentes a uma infinidade de empresas. “De fornecedores de alimentos às transportadoras”, ressaltou.

O governador Eduardo Campos destacou a criação do fórum Suape Global como estratégia para reforçar a participação de fornecedores locais. O fórum foi criado para desenvolver uma cadeia de bens e serviços para as indústrias de petróleo, gás, naval e offshore. O governador foi um dos palestrantes do evento, que também contou com a presença do presidente da Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), Jorge Côrte Real, e do coordenador-Geral das Indústrias de Transporte Aéreo, Aeroespacial e Naval do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior, Carlos Macedo.

» TRABALHO
Impasse na refinaria continua


Operários que trabalham na construção da refinaria pararam novamente ontem. Presidente da Petrobras tentou minimizar impacto da greve


O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, tentou minimizar os impactos do movimento grevista no canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), no Complexo de Suape, dizendo que “as greves fazem parte de um processo democrático.” O executivo esteve ontem no Recife para participar do seminário Desenvolvimento da Cadeia Nacional de Fornecedores de Bens e Serviços da Petrobras, realizado no Palácio do Campo das Princesas. Enquanto usava um discurso contemporizador, 60% dos trabalhadores do canteiro (segundo informações da Federação Nacional dos Trabalhadores na Construção Pesada) voltaram a paralisar a obra.

Após mais de um mês de idas e vindas ao Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE), patrões e empregados não conseguiram chegar a um acordo nas negociações. Diante do impasse, o Conest - consórcio formado pelas empresas Odebrecht e OAS - decidiu se retirar do processo de negociação e deixar as discussões a cargo do sindicato patronal - o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicon). O consórcio decidiu sair do processo depois que os operários recusaram o acordo fechado no MPT, por causa de dois dos 13 itens da pauta de reivindicação: hora extra de 100% aos sábados e aumento do vale-alimentação dos atuais R$ 80 para R$ 160. A empresa ofereceu 80% de hora extra e R$ 130 para alimentação.

“O canteiro de obras da refinaria é um barril de pólvora prestes a explodir. Nas manifestações um trabalhador foi baleado e também aconteceu o incêndio de um alojamento. Se o impasse com os patrões não for resolvido, tememos que o clima volte a ficar tenso novamente”, pondera o presidente da Federação, Wilmar Santos.

Enquanto os representantes dos trabalhadores têm receio de uma radicalização, o presidente da Petrobras diz que “a greve não é o fim do mundo”. Numa curtíssima entrevista de sete minutos que concedeu à imprensa pernambucana, Gabrielli chegou a comentar que a greve é “um bom problema”. “O processo grevista e as manifestações sindicais fazem parte de um processo normal da democracia. É verdade que esse momento excepcional de aumento do emprego e crescimento da atividade econômica confere um poder maior de barganha aos trabalhadores”, observa.

Gabrielli demonstrou preocupação com a necessidade de minimizar os impactos das reivindicações trabalhistas nos custos dos contratos, antevendo que os consórcios deverão solicitar aditivo aos contratos. “Não temos clareza do impacto de custos, mas isso está sendo avaliado”, desconversou. A renegociação de contratos com valores considerados pela Petrobras acima dos valores de mercado foi um dos motivos de atrasos no cronograma da obra da Rnest. Num primeiro momento, a ideia era inaugurar a unidade de refino em 2010. Agora, a previsão é processar o primeiro barril de petróleo em 2013.

Mesmo com a relicitação de vários contratos, a refinaria tem um custo estimado atualmente em US$ 13,4 bilhões, quando o valor inicial era de US$ 4,05 bilhões. A escalada no valor do empreendimento fez com que a Rnest se tornasse alvo de auditoria do Tribunal de Contas da União (TCU), que apontou irregularidades como sobrepreço na obra.

Hoje, a partir das 7h, os trabalhadores da Rnest voltam a participar de assembleia para discutir se voltam ao trabalho. Ontem, durante audiência no MPT, continuou o impasse sobre os dois itens que estão travando a negociação entre empregados e trabalhadores. A reunião aconteceu às 9h. À noite, os procuradores do MPT Fábio Farias e Waldir Bitu Filho voltaram a convocar os representantes dos trabalhadores para uma nova conversa. Hoje, a partir das 15h, está prevista uma nova audiência no MPT.




Folha de Pernambuco
Economia
22/03/2011



REFINARIA -

Nova tentativa de negociação hoje


TATIANA NOTARO



Continua sem resolução o impasse entre trabalhadores e o Consórcio Conest (sociedade entre OAS e Odebrecht, que realiza obras na Refinaria Abreu e Lima), intermediado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Os entraves são os mesmos: as horas extras aos sábados (trabalhadores pedem 100% enquanto a ponderação do MPT, aceita pelo Conest, é de 80%) e o valor da cesta básica (dos R$ 160 reivindicados, a contraproposta é de R$ 130). Agora, o MPT solicitou que as empresas avaliem a possibilidade de atenderem às reivindicações e uma nova audiência acontece hoje, às 15h, na sede do MPT.


Está agendada uma outra assembleia na Refinaria na manhã de hoje, incluindo trabalhadores de outras empresas que aderiram às manifestações. E é por causa disso que o Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada (Sinicom) entrou nas negociações, do lado patronal. De acordo com a advogada do Sinicom, Margareth Rubem, a paralisação da semana passada é uma quebra de acordo. “Há uma inflexibilidade por parte dos trabalhadores. O último aumento do valor da cesta básica aconteceu em novembro, de R$ 40 para R$ 80, e agora há essa nova reivindicação que não respeita a data-base da categoria, que é 1º de agosto”, explicou. O Conest disse que mantém seu posicionamento de acordo com as propostas do MPT.



De acordo com o vice-presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores da Indústria da Construção, Adalberto Galvão, outras empresas que fazem parte da Refinaria “já oferecem esses benefícios”. “Nosso objetivo é igualar todos os trabalhadores”, disse. De acordo com Galvão, as obras da Refinaria ficaram paradas ontem, exceto as atividades da PTA POY PET.





"Não temos clareza sobre os impactos que devem ser causados, mas eles serão minimizados" - José Sérgio Gabrielli, presidente da Petrobras, sobre a greve dos trabalhadores da Refinaria Abreu e Lima
Pernambuco sai na frente



Os projetos da Petrobras em todo o Brasil são grandiosos. Apenas este ano, a petrolífera espera investir US$ 240 bilhões. Por outro lado, o número de empresas nacionais fornecedoras ainda é pequeno. Em Pernambuco, por exemplo, só 44 empresas possuem o cadastro para fornecer materiais. Mas esse cenário deve ser mudado. A estatal está chamando os estados brasileiros para serem parceiros na identificação de fornecedores. E durante a apresentação realizada ontem pelo presidente da estatal, Sérgio Gabrielli, no Palácio do Campo das Princesas, Pernambuco saiu na frente. Durante o encontro, o Estado entregou ao presidente da Petrobras um documento com cinco projetos já formatados pelo Suape Global que podem ser integrados aos projetos nacionais. A Petrobras foi pega de surpresa, mas a iniciativa deve trazer bons resultados. Os recursos chegam a R$ 10 milhões e como os projetos entregues já podem ser postos em prática, os gestores pernambucanos estão agendando uma reunião para a próxima semana. A ideia é viabilizar a parceria e tentar fechar um cronograma de liberação dos recursos. Ao que tudo indica, Pernambuco será pioneiro.



Sondagem - Uma empresa fornecedora da Impsa Wind, unidade de negócios voltados para a geração de energia eólica, pode ser instalada em Pernambuco. Representantes do grupo terão uma reunião na próxima quinta-feira para conhecer os benefícios que o Estado apresenta. A ideia é que o grupo não seja instalado no Complexo Industrial Portuário de Suape. O objetivo é descentralizar os investimentos. A princípio, os gestores pernambucanos irão apresentar os municípios do Interior.





Diário de Pernambuco
Diário econômico
22/03/2011


Refinaria não deve atrasar


O presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, diz enxergar com naturalidade as greves que vêm sendo deflagradas no canteiro de obras da Refinaria Abreu e Lima, em Suape. Na última sexta-feira, cerca de quatro mil funcionários do consórcio Conest, formado pela Odebrecht e OAS, decidiram paralisar suas atividades. Ontem, após mais uma rodada de negociações no Ministério Público do Trabalho, o impasse continuava.


´Greves são um processo normal. As negociações devem ser feitas permanentemente, principalmente porque temos uma situação excepcional do emprego em Pernambuco e isso cria um ambiente de barganha`, avaliou o presidente da Petrobras. Questionado sobre os impactos das greves nos custos e no cronograma da refinaria, Gabrielli afirmou que os custos ainda estão sendo levantados e que, a princípio, não deve haver atrasos no cronograma.


Para hoje está prevista a realização de mais uma assembleia entre os trabalhadores na refinaria e à tarde mais uma audiência no MPT-PE. O MPT-PE pediu que as empresas, representadas pelo Sinicon, avaliassem a possibilidade de atenderem ao pleito do vale alimentação de R$ 160 e do pagamento dos 100% sobre as horas extras aos sábados, únicos pontos da pauta que permanecem em aberto de um total de 13.


A Refinaria Abreu e Lima significa um investimento de R$ 23 bilhões, sendo 60% da Petrobras e 40% da estatal venezuelana PDVSA. Apesar do acordo finalizado em dezembro de 2009, a sócia ainda não fez aportes. Um pedido de financiamento vem sendo analisado pelo BNDES, mas faltam garantias. De acordo com Gabrielli, o prazo para o aporte se encerra em agosto desde ano. ´Se até lá não acontecer, vamos analisar como proceder`, completou José Sérgio Gabrielli. (M.B.)


Transpetro faz concurso público com 483 vagas
Do total, 386 colocações são para contratação imediata e salário de até R$ 4,6 mil



ATranspetro abriu ontem concurso público com 483 vagas para suboficiais e guarnição da Marinha Mercante nos navios de sua frota. Delas, 386 são para admissão imediata. Auxiliar de saúde, eletricista, mecânico, moço de convés, moço de máquinas, cozinheiro e taifeiro são alguns dos cargos disponíveis na seleção. O edital e a ficha de inscrição estão disponíveis no site www.transpetro.com.br. A inscrição é gratuita e termina no dia 6 de junho. A garantia de remuneração mínima varia de R$ 2.629,87 a R$ 4.688,84, dependendo da categoria.



A Transpetro é a subsidiária de logística de transporte da Petrobras. Até 2013, a companhia deve admitir cerca de 1,7 mil marítimos de todas as categorias. A demanda crescente destes profissionais se deve ao ressurgimento do setor naval no Brasil, decorrente, sobretudo, do Programa de Modernização e Expansão da Frota da Transpetro (Promef), com a encomenda de 49 navios a estaleiros brasileiros, incluindo o pernambucano Estaleiro Atlântico Sul (EAS).



Para este edital, serão selecionados 483 candidatos melhor classificados. Deste total, 386 terão admissão imediata. Serão 56 vagas para mecânico (sendo 45 delas de contratação imediata), 64 para eletricista (51 são para admissão imediata), 41 para auxiliar de saúde (sendo 33 admitidos agora), 130 para moço de convés (104 delas para admissão imediata), 134 para moço de máquinas (107 para admissão), 33 cozinheiros (dos quais 26 serão admitidos agora) e 25 para taifeiro (sendo 20 para contratação). O restante das vagas são para cadastro reserva.



A empresa oferece diversos benefícios como auxílio-creche, ensino pré-escolar, fundamental, médio e programa jovem universitário para os dependentes, plano de saúde, seguro de vida em grupo, benefício-farmácia, programa de assistência especial (PAE) e plano de previdência complementar. O processo seletivo público será constituído de prova de títulos e comprovação de experiência profissional como embarcado, de caráter eliminatório e classificatório. As demais fases, compostas por avaliação de conhecimentos específicos e qualificação biopsicossocial, serão de caráter eliminatório. Além do site da Transpetro, o material do concurso estará disponível ainda nos endereços listados no edital, que no Recife é o escritório da Petrobras, que fica à Rua Antônio Lumack do Monte, 128, Sala 206, Ed. Empresarial Center III.








Portos e Navios
22/03/2011


Portos do Pecém e Suape podem concentrar a carga


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Noticiário cotidiano - Portos e Logística


As soluções apontadas pelo estudo e pelos dois palestrantes do evento vão além da criação de uma linha direta marítima entre o Nordeste brasileiro e países africanos (hoje as cargas que saem daqui utilizam aproveitamento de espaço em outros navios e vão primeiro para Europa e depois para África, resultando em aproximadamente 45 dias de transporte – o que é inviável).



O ideal seria estudar as linhas já existentes e criar condições para uma escala na África, onde os produtos seriam armazenados em entrepostos e a partir daí, seguiriam para a distribuição.



Para concretizar a sugestão, seria necessária a ação conjunta do Governo, exportadores e armadores, comerciais exportadoras, câmaras de comércio e entidades ligadas ao fomento do comércio exterior.



“A nossa sugestão é que os Portos de Pecém (CE) e Suape (PE) sejam os portos Nordestinos concentradores de carga e os países africanos (Cabo Verde, Angola e Moçambique) tenham os portos distribuidores de cargas em África, através dos entrepostos e depósitos aduaneiros ou não”, explicou Roberto Marinho.

Sem adeus na Seleção, Rivaldo vê Ronaldo com privilégio: 'Ele é carioca'




Por Marcelo Prado
Globo.com - SP

De volta ao grupo do São Paulo após ter ficado 20 dias em tratamento para recuperação de uma lesão muscular na coxa direita, o meia Rivaldo concedeu entrevista coletiva nesta terça-feira. E, entre os vários assuntos tratados, o camisa 10 falou sobre o fato de o Fenômeno Ronaldo, seu companheiro de Seleção Brasileira nas Copas do Mundo de 1998 e 2002, já ter uma despedida marcada, no dia 7 de junho, no estádio do Pacaembu, contra a Romênia. Questionado se um adeus com a camisa verde e amarela também seria importante para ele, o jogador surpreendeu.
- Ronaldo tem o privilégio de ser carioca. Se eu fosse carioca, talvez tivesse essa despedida. Estou tranquilo, não me preocupo com isso, outros jogadores que foram muito mais do que eu na Seleção não tiveram despedida. Se me chamarem para jogar no dia 7, estarei lá, senão nada muda. Fico na minha pensando apenas no São Paulo. Ronaldo é um grande amigo, um grande jogador, é o maior artilheiro do Brasil nas Copas. É que ele parou agora e já marcaram despedida. Cada um é cada um, eu particularmente não preciso e nem espero essa despedida – afirmou o jogador.
Na sequência, Rivaldo disse que não guarda rancor de qualquer pessoa.
- Meu coração é limpo. Eu só tenho que agradecer à CBF e aos treinadores que me chamaram para jogar duas Copas do Mundo. Mas o Ronaldo é carioca, a CBF fica no Rio. Volto a dizer, não tenho mágoa de ninguém. Tenho 38 anos, vou fazer 39 no mês que vem e estou no São Paulo. Todo dia, quando venho treinar, saio feliz de casa. Um jogo de despedida pela Seleção não significaria nada – finalizou.

quinta-feira, 24 de março de 2011

Notícias interessantes





Notícias do dia
18/03/2011

Jornal do Commercio
Economia
18/03/2011

» POLÊMICA EM SUAPE
Trabalhadores voltam a parar a obra da refinaria

Operários do consórcio responsável pela obra decidiram rejeitar acordo com empresas e cruzaram os braços. Questão pode ir ao TRT


Os trabalhadores do Consórcio Conest - formado pelas empresas Odebrecht e OAS - voltaram a paralisar as obras do canteiro na Refinaria Abreu e Lima, no Complexo de Suape. Em assembleia realizada na manhã de ontem, os operários não acataram a proposta de acordo mediada pelo Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE) negociada entre a empresa e a comissão que representa os funcionários. Hoje pela manhã será realizada uma nova assembleia no canteiro e, na próxima segunda-feira, às 9h na sede do MPT, será realizada uma nova audiência para apresentar as considerações finais do processo de negociação, iniciado há um mês.

Se as partes não chegarem a um acordo, o Conest vai solicitar o julgamento da legalidade da greve junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT) já na próxima semana. Mesmo com o apelo da comissão, que defendeu o acordo negociado no MPT, os trabalhadores não aceitaram a proposta do Conest de pagar 80% das horas extras nos sábados e o pagamento de R$ 130 de vale-alimentação. Na pauta, os operários pediram 100% de hora extra e R$ 300 de vale-alimentação. Durante as reuniões, aceitaram receber R$ 160 pelo vale.

O diretor de contrato do Conest, Antenor de Castro, disse que ficou surpreso com o resultado da assembleia e que não esperava que os trabalhadores voltassem a fazer paralisação na obra. “O MPT vinha tentando encontrar uma solução que atendesse às duas partes. A empresa negociou e cedeu até acima do que pretendia ceder para buscar um entendimento. O dissídio coletivo também já está próximo e os pontos mais polêmicos poderiam ser discutidos lá”, diz, lamentando a intransigência dos trabalhadores.

A própria Federação Nacional dos Trabalhadores na Construção Pesada também esperava que os operários aceitassem a proposta. “Na assembleia nós defendemos o acordo negociado no MPT, mas os trabalhadores não aceitaram e nós vamos acatar a decisão deles, porque esse é um diferencial nessa nova condução da negociação. Não vamos impor decisões aos trabalhadores”, afirma o presidente da Federação, Wilmar Santos, fazendo referência á postura do Sintepav-PE.

A posição dos trabalhadores também é considerada radical por alas do MPT-PE. O entendimento, nos bastidores, é de que o ganho obtido até agora é grande. Em oito meses de obras, o valor do vale-alimentação saltou 225%, de R$ 40 para R$ 130, último valor proposto pelo Conest. O impacto no salário dos empregados é de 5%.

Quanto ao segundo ponto de discórdia, a questão é ainda mais delicada. O pagamento de horas extras para os sábados, que antes da sucessão de greves só era feito pela metade (50%), não pode se transformar num pedido tão primordial. Sufocado pelo prazo com a cliente Petrobras, o Conest precisa do trabalho no último dia da semana. Por outro lado, o trabalhador engorda o seu contracheque com esse expediente, que é todo computado como sendo acima de suas 44 horas semanais. Só que brigar pelo pagamento de 100% dessas horas extras faz com que elas se tornem uma regra, e não uma exceção, como entende a legislação trabalhista brasileira. Na avaliação do procurador-chefe do MPT-PE, Fábio Farias, o ideal é resolver todos impasses até a próxima segunda-feira e evitar que a discussão chegue à Justiça.

Dificuldade de acesso agrava os problemas


O presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de Pernambuco, Alberto Santos (Betão), disse que uma das razões para haver confusões com trabalhadores nas obras em andamento no Complexo de Suape é o pouco acesso que os sindicalistas têm ao local. “Como se trata de uma área de segurança, o acesso é dificultado, então os trabalhadores ficam sem representatividade sindical. O pessoal da construção civil está enfrentando problemas básicos como assédio moral, má alimentação e de segurança do trabalho e o movimento sindical não chega a eles”, salientou.

O presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT) em Pernambuco, Sérgio Goiana, disse que está em negociação com o governo para tentar melhorar as relações sindicais dentro do complexo de Suape. Já o vice-presidente nacional da CUT, José Lopes Feijó, disse que se há movimento organizado de trabalhadores no local, ele apoia a greve. “A primeira coisa é ter negociação. Se há o impasse tem de ter greve”, comentou. Feijó esteve ontem no Recife para participar de um encontro com o Sindicato dos Servidores Federais. Na pauta, o resultado das negociações das centrais sindicais com a presidente Dilma Roussef na semana passada.

Na sua visão, o principal ponto de avanço em relação à situação dos servidores federais é que ficou acordado com o governo de que a mesa de negociação passa a ser permanente. “O processo de negociação com o governo agora foi facilitado. Antes as categorias tinham de entrar em greve para conseguir entregar uma pauta de reivindicação. É como se agora existisse uma data base para o funcionalismo, mas não se trata apenas de salário, são condições de trabalho também”, comentou.

Entre os temas que estão na pauta de reivindicação dos servidores federais, além do reajuste acima da inflação, estão questionamentos contra o Projeto de Lei 01, que reduz gastos com funcionalismo. “O governo está dentro da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF), pois não gasta 31% de seu orçamento com o funcionalismo. Então, não se justifica apresentar um novo corte”, disse Feijó. Também está em questão pelos sindicalistas a MP-500, assinada pelo então presidente Lula, que cria a Empresa Brasileira de Serviços Hospitalares, além de temas como a previdência complementar dos servidores e a data limite de aposentadoria.

Sobre o assunto, Feijó diz que a CUT é contra a idéia de idade mínima para aposentadoria, defendida pelo ministro da Previdência, Garibaldi Alves. “A CUT é contra o fator previdenciário (que desestimula a antecipação de aposentadoria), mas não queremos trocá-lo pela idade mínima.”



Folha de Pernambuco
Economia
18/03/2011


PE-60


AUGUSTO LEITE



Os recursos para a duplicação da PE-60 serão oriundos da segunda etapa do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2). Segundo o secretário estadual de Transportes, Isaltino Nascimento, a verba de R$ 600 milhões deve ficar sob responsabilidade do Ministério do Turismo, já que “tem a ver com questões litorâneas”. Em solo pernambucano, as obras vão contemplar 86,8 quilômetros. A intenção é que a rodovia se transforme em uma BR, junto à AL-101, em Alagoas, com gestão do Governo Federal. Os serviços ficarão a cargo dos departamentos de Estrada de Rodagem (DER) de cada estado.


Os órgãos firmarão convênio com o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit), que ainda precisa aprovar a ideia. O DER dos dois estados disse à reportagem que o Dnit tem informações mais detalhadas sobre o assunto, pois lançará licitação para contratar o projeto executivo. No entanto, a Assessoria de Comunicação informou que os governos ainda tratam da federalização com suas respectivas bancadas. De acordo com o secretário Isaltino Nascimento, a medida provisória que aborda a questão já foi aprovada.

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Diário de Pernambuco
Diário econômico
17/03/2011

Refinaria ajuda na exportação
Parceria entre Brasil e Venezuela consolidaria nova pauta de vendas externa dos países


Aparticipação societária da PDVSA na Refinaria Abreu e Lima poderia consolidar uma nova pauta comercial entre Brasil e Venezuela. Como a planta terá capacidade para processar 230 mil barris/dia de petróleo e o acordo estabelece que metade do óleo virá da Faixa do Orinoco e metade da Bacia de Campos (RJ), a importação de 115 mil barris diários contribuiria para reduzir o déficit do lado venezuelano. Em 2010, a balança fechou em mais de US$ 3 bilhões positivos para o Brasil.


´Apesar de acumular elevados superávits em seu comércio com o resto do mundo, o país vizinho tem um déficit crônico em sua balança comercial com o Brasil`, diz o presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Venezuela, Darc Costa, em editorial publicado no boletim da entidade.


Segundo ele, ´nos últimos anos, as relações comerciais entre o Brasil e a Venezuela têm sido caracterizadas por um grande desequilíbrio`. De um lado, porque desde o início do século 20 a economia venezuelana sobrevive quase que exclusivamente do petróleo, sendo responsável por mais de 90% das exportações.


De outro porque, de acordo com Costa, o Brasil importa mais petróleo e derivados de outros países, destinando uma pequena parcela à Venezuela. Ele cita que, em 2009, o Brasil importou US$ 19 bilhões em petróleo e derivados, sendo menos de 5% comprados do país vizinho.


De fato, quando analisamos a balança comercial brasileira, observamos que o Brasil comprou petróleo bruto majoritariamente da Nigéria, Arábia Saudita e Iraque em 2010. Já os óleos combustíveis fomos buscar nos Estados Unidos, Índia e Coreia do Sul. Mesmo a nafta, principal produto que importamos da Venezuela, compramos primeiro da Argélia e da Argentina. Venezuela, em 2010, veio em terceiro lugar, com US$ 406,8 milhões.


Uma forma de reverter essa situação seria incrementando as importações brasileiras de produtos petrolíferos da Venezuela. ´Existem plenas condições para isso, como a iniciativa de associação da PDVSA na Refinaria Abreu e Lima. A compradiária de 115 mil barris de petróleo venezuelano para serem refinados em Pernambuco consolidaria uma nova pauta comercial, muito mais equilibrada`, defende o presidente da Camarabv. A aliança também ampliaria o comércio de bens e serviços nas áreas de engenharia, petroquímica, petróleo e gás.


A parceria, entretanto, demora a se concretizar. Falta o aporte financeiro da PDVSA na Refinaria Abreu e Lima, pois a Petrobras vem tocando sozinha o empreendimento. A finalização do acordo, prevendo uma participação de 60% da Petrobras e 40% da PDVSA, foi anunciada no fim de 2009, mas até agora a PDVSA não conseguiu a liberação de um financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Faltam garantias. O assunto certamente estará na pauta do primeiro encontro entre a presidenta Dilma Rousseff e seu colega Hugo Chávez, no próximo dia 28 em Brasília.

"As relações comerciais entre o Brasil e a Venezuela têm sido caracterizadas por um grande desequilíbrio" Darc Costa, presidente da Câmara de Comércio e Indústria Brasil-Venezuela

Rock Brasileiro com mais fama no exterior de que em seu próprio país, conheça a banda Angra.




Angra é uma banda brasileira de power metal, formada na cidade de São Paulo em 1991.

A banda foi formada por Antônio "Toninho" Pirani, então proprietário da revista Rock Brigade e do selo Rock Brigade Records por volta de 1991, no auge do estilo metal melódico. Toninho convocou músicos e outros velhos conhecidos como o vocalista Andre Matos, com quem já havia trabalhado nos tempos de Viper como empresário. Os músicos Kiko Loureiro (guitarra), Rafael Bittencourt (guitarra), Luís Mariutti (baixo), e Marco Antunes (bateria) completaram o time. A idéia era aproveitar a onda do power metal (ou metal melódico como o gênero ficou conhecido no Brasil) que estava bastante popular na Europa, Japão e no Brasil graças a nomes como Helloween e Gamma Ray, porém com uma identidade e influências brasileiras, dito folk metal brasileiro. Ao todo a banda já vendeu mais de 5 milhões de discos no mundo todo.
O nome significa deusa do fogo na mitologia tupiniquim, além de significar uma pequena enseada ou baía usada como porto natural. Além disso, também foi escolhido por parecer com o adjetivo em inglês angry, que significa "raivoso".
O quinteto ensaiou praticamente por um ano para lançar sua primeira demo tape, intitulada Reaching Horizons em 1992. No ano seguinte, ainda desconhecidos do grande público, o Angra viajou para a Europa para gravar seu primeiro LP, Angels Cry. Angels Cry obteve boa repercussão tanto no Brasil como no exterior (principalmente no Japão). O álbum apresentava uma mistura de heavy metal e música clássica, sonoridade que marcou o estilo da banda. Pouco antes das gravações do álbum, Marco Antunes deixou a banda, o que fez com que a bateria fosse gravada por Alex Holzwarth. Em seguida, Ricardo Confessori assumiu as baquetas do Angra.
Depois de passar o ano de 1994 excursionando pelo Brasil, o Angra iniciou as gravações de seu novo álbum CD em 1995. Holy Land, lançado em 1996, é o disco que trouxe à tona diversas influências brasileiras, sem, no entanto, deixar de lado o peso e a técnica do heavy metal. Isso valeu à banda ainda maior reconhecimento internacional, culminando em shows por diversos países europeus, como Itália, França e Grécia, além de proporcionar ao grupo mais um disco de ouro no Japão. No início do ano seguinte, a banda faria sua primeira turnê pelo Japão, um dos países no qual são mais populares.Como conseqüência de tantos shows bem sucedidos, foi lançado em 1997 o EP Holy Live, com quatro faixas ao vivo gravadas em Paris. A banda teve o videoclipe da canção "Make Believe" indicado para o MTV Video Music Awards de 1997, acabando como um dos mais votados.
O ano de 1998 marcou o início de mais uma produção do Angra. Com Chris Tsangarides na produção (que trabalhou, entre outros, com Helloween e Judas Priest), a banda antecipou seu próximo álbum com o single de três canções "Lisbon", lançado em julho daquele ano. O álbum completo, intitulado Fireworks foi lançado em setembro do mesmo ano, mostrando a banda menos voltada para os ritmos brasileiros e mais dedicada ao heavy metal. Durante a turnê do álbum, os problemas de relacionamento com o empresário Antônio Pirani se agravaram, resultando em conflitos internos.
Os problemas fizeram com que a banda se separasse em 1999.

Após diversos desentendimentos com Pirani, Andre Matos, Ricardo Confessori e Luís Mariutti saíram da banda em 2000 e no início de 2001, uma nova formação era anunciada com Aquiles Priester (bateria), Edu Falaschi (vocal) e Felipe Andreoli (baixo). Edu Falaschi era líder da banda Symbols, criada junto com seu irmão Tito Falaschi. Felipe Andreoli, por sua vez, era baixista do grupo Karma, e ainda faz parte desta formação. Já Aquiles Priester, fundou o grupo Hangar, no qual se encontra até hoje.
Assim, o Angra voltou às atividades no ano de 2001 com o lançamento mundial do disco Rebirth no mês de outubro. O nome do álbum, que significa renascimento em português, remete à nova fase vivida pela banda a partir do primeiro semestre daquele ano e foi gravado no Brasil e na Alemanha pelo renomado produtor Dennis Ward.
O quinteto ingressou num processo de divulgação do disco, realizando em várias capitais brasileiras e na América do Sul, culminando com um show na casa Via Funchal, na cidade de São Paulo, em 15 de dezembro. Em menos de dois meses, Rebirth já havia atingido o número de 100 mil cópias vendidas em todo o mundo.
Em janeiro a banda voltou ao estúdio, novamente sob o comando de Dennis Ward, para gravar o mini-álbum Hunters and Prey e a canção "Kashmir" para um tributo ao Led Zeppelin. O álbum trazia algumas faixas novas, além de versões acústicas das canções "Rebirth" e "Heroes of Sand". Trazia também um cover de Genesis, com a canção "Mama". Logo após as gravações, a banda ainda participou de um show ao ar livre em comemoração ao aniversário da cidade de São Paulo, no dia 25 de janeiro, realizado no Center Norte, contando com um público de cerca de 12 mil pessoas.
Depois de participar de inúmeros programas de rádio e de TV (incluindo uma aparição no Altas Horas, da Rede Globo, e Musikaos, da TV Cultura), o Angra finalizou a edição do primeiro vídeo clipe do disco Rebirth. A canção escolhida foi a faixa título, e tem como base as imagens gravadas no show acima citado, realizado em São Paulo.


Turnê pela Europa
Em março do mesmo ano a banda embarcou para mais uma turnê pela Europa. Foram 18 apresentações em sete países: Itália, Alemanha, França, Espanha, Holanda, Bélgica e Suíça, sempre contando com o Silent Force como banda de abertura.
De volta ao Brasil, no início de abril foi retomada a turnê sul-americana, com três shows no interior de São Paulo que totalizaram público de cerca de 25 mil pessoas. Em paralelo, novos produtos com a marca Angra chegaram ao mercado. Um deles é o songbook de Rebirth, com as partituras e tablaturas para guitarra de todas as canções do disco. O livro, de 116 páginas, traz ainda um glossário explicando as principais figuras utilizadas nas tablaturas, facilitando sua utilização por músicos ainda pouco familiarizados com essa simbologia. Também foi lançada, em edição limitada produzida pelo fã-clube do Angra, uma fita VHS com cerca de 80 minutos de duração trazendo o show que a banda realizou no Rio de Janeiro e cenas extraídas dos arquivos pessoais dos músicos da banda.
Em maio foi lançado o EP Hunters and Prey, que, a exemplo de Rebirth, tem arte de capa assinada pela artista plástica portuguesa Isabel de Amorim. O disco conta com oito canções e mais uma faixa interativa, com o clipe da canção "Rebirth". Dentre as canções, encontram-se novas composições, versões acústicas, um cover para a canção "Mama", do Genesis, e uma versão da canção "Hunters and Prey" com letra em português, que recebeu o título "Caça e Caçador".
Antes de embarcar para mais uma empreitada internacional, a banda gravou uma versão heavy metal e um clipe da canção "Pra Frente Brasil". O vídeo foi exibido pelo canal esportivo SporTV durante a Copa do Mundo de 2002 e continua sendo veiculado no canal Multishow.
Em junho a banda esteve mais uma vez no Japão, onde fez cinco apresentações nas cidades de Nagóia, Tóquio, Osaka e Hiroshima, entre os dias 19 e 24. No dia 14, o Angra foi a primeira banda de heavy metal sul-americana a se apresentar em Taiwan, em um show na cidade de Taipé.
Divulgação na mídia
Várias rádios, como 89FM e Brasil 2000 (São Paulo), FM98 (Belo Horizonte), Cidade (Rio de Janeiro) e Cidade e Transamérica (Recife), incluíram canções do quinteto em sua programação. Também na TV o grupo teve ampla exposição, como nos programas Zapping Zone (Disney Channel, do qual participou duas vezes), Pirata Urbano (AllTV, no qual o bateu recorde de audiência do programa e ganhou uma reprise na semana seguinte), Programa do Jô (Rede Globo) e uma nova participação no Altas Horas (Rede Globo).
No segundo semestre, o Angra participou com destaque em dois dos principais festivais de verão europeus. O grupo tocou no dia 27 de julho no Rock Machine, na Espanha, e no dia 2 de agosto no tradicional Wacken Open Air na Alemanha.[13] Na volta, a banda prosseguiu em sua maratona de shows, se apresentando em diversas cidades brasileiras e visitando outros países sul-americanos como Equador e Colômbia. Em novembro se apresentaram pela primeira vez nos Estados Unidos e no Canadá.
Com um show para cerca de 7 mil pessoas no Credicard Hall em dezembro de 2002, o grupo promoveu o lançamento do CD ao vivo e do DVD Rebirth World Tour Live in São Paulo, encerrando a turnê mundial, que totalizou mais de 100 shows realizados no Brasil, América Latina, América do Norte, Europa e Ásia[carece de fontes].
Fizeram parte do fecho da turnê mundial três festivais de verão europeus, Viña Rock (Espanha, em 3 de maio), Sweden Rock (Suécia, em 7 de junho)e Gods of Metal (Itália, em 8 de junho), nos quais a banda teve oportunidade de mostrar sua apresentação para dezenas de milhares de fãs. Na Espanha, eles se apresentaram em um festival aberto a diversos estilos musicais, atraindo assim a atenção de um público eclético.O festival italiano, como o nome diz, sempre apresenta os principais nomes do heavy metal mundial. Finalizando a turnê, o Angra foi a atração principal do Festival Pop Rock, considerado o maior evento do gênero no Brasil, realizado em 9 de agosto em Belo Horizonte.
Temple of Shadows
Em 2004 foi lançado Temple of Shadows, um álbum conceitual que narra a saga de um cavaleiro das Cruzadas conhecido como "The Shadow Hunter", e que se passa no final do século XI. O encarte conta com a arte assinada novamente por Isabel de Amorim, e possui formatação de livro, narrando a história por trás das letras. Antes de cada letra de canção há pelo menos um parágrafo explicando a situação ou os fatos que se passam em cada canção. Dennis Ward foi novamente chamado para gravar, produzir e mixar este álbum.
Mais uma vez, houve elementos da canção brasileira no som da banda. Há, inclusive, uma faixa com partes cantadas em português, na voz do cantor Milton Nascimento. Além dele, outros convidados especiais que participaram do projeto incluem os vocalistas Kai Hansen (Gamma Ray e ex-Helloween), Hansi Kürsch (Blind Guardian), Sabine Edelsbacher (Edenbridge); o percussionista Douglas Las Casas, a pianista Sílvia Góes, um quarteto de cordas para as partes orquestradas e o violoncelista Yaniel Matos.
A vendagem total do álbum ultrapassou as 200 mil cópias e garantiu mais de 50 prêmios para a banda.
No ano de 2005, dezenas de shows foram feitos pelo mundo (acrescentados aos do ano anterior, que fizeram com que a Temple of Shadows Tour tivesse mais de 100 concertos realizados, inclusive com a abertura do Nightwish no Japão.
Aurora Consurgens
Após meses de espera e cerca de quase 5 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo, é lançado em novembro de 2006, o álbum Aurora Consurgens caracterizado por ser uma comemoração dos 15 anos da banda e possuir elementos de todos os seus discos anteriormente lançados (coisa que se refletiu na turnê). Baseado no livro homônimo, o álbum possui mais uma vez a capa feita pela portuguesa Isabel de Amorim e aborda uma temática mais voltada aos distúrbios mentais e psicológicos.
Segunda crise
Além da baixa repercussão do Aurora Consurgens, brigas internas e discussões com o empresário Toninho Pirani, levaram novamente o Angra às manchetes dos principais órgãos de imprensa do Metal.
Para piorar a situação, Pirani também se envolveu em diversos problemas (inclusive legais) que culminaram na reformulação total da revista Rock Brigade com redução drástica na tiragem e a troca de diversos colaboradores "das antigas", que também participavam diretamente de atividades envolvendo o Angra.
Com sérios problemas financeiros e brigas internas, o Angra encarava a mesma crise vivida na época de Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori. Na época, chegou a se especular a troca do empresariamento da banda, encerrando uma parceria de 15 anos entre o Angra e Toninho Pirani, detentor dos direitos do nome da banda. Porém, o que se confirmou foi a saída do baterista Aquiles Priester, após declarações bastante polêmicas ao longo de 2007 e 2008.
Retorno
Em recentes entrevistas, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro afirmaram que o Angra estaria de volta entre abril e maio de 2009, com uma turnê para marcar o recomeço das atividades da banda. Loureiro, inclusive, chegou a anunciar a gravação de um novo disco, que seria lançado em 2010, tendo agora, Monica Cavaleira como empresária.
Em 2009 o site da banda, em construção, estampava como título do site a frase "Bring the sunrise again" (traduzido do inglês como "Traga o nascer do sol novamente"), um verso da canção "Nova Era", o que indicava um possível retorno. No dia 12 de março de 2009, o site do Angra retornou ao ar, com as frases Look Who's Back (Olhe quem está de volta, em português) e Back to Life ("de volta à vida", também um verso de "Nova Era"). A formação da banda trouxe o retorno do baterista Ricardo Confessori, que fez parte do Angra entre 1993 e 2000, quando criou o Shaman. Confessori retomaria o posto que foi ocupado por Aquiles Priester, que atualmente se dedica integralmente ao Hangar.
Em 12 de março de 2009, o site da banda passou a informar que o Angra faria uma turnê em conjunto com a banda Sepultura. A turnê passaria pelo Brasil no mês de maio pelas cidades de Recife, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Ourinhos, Rio de Janeiro, Vitória e Governador Valadares.
Em 2010, a banda iniciou as gravações de seu novo álbum, intitulado Aqua, que foi lançado no segundo semestre. As gravações foram realizadas no Norcal Studios, em São Paulo.
Integrantes

Formação Atual
Edu Falaschi - Vocal (2001-atualmente)
Rafael Bittencourt - Guitarra (1991-atualmente)
Kiko Loureiro - Guitarra (1992-atualmente)
Felipe Andreoli - Baixo (2001-atualmente)
Ricardo Confessori - Bateria (1993-2000 - 2009-atualmente)

Membros Anteriores
Andre Matos - Vocal - Teclados (1991-2000)
Luís Mariutti - Baixo (1991-2000)
André Luis Linhares - Guitarra (1991-1991)
André Hernandes - Guitarra (1991-1992)
Marco Antunes - Bateria (1991-1993)
Aquiles Priester - Bateria (2001-2008)

Turnê pela Europa
Em março do mesmo ano a banda embarcou para mais uma turnê pela Europa. Foram 18 apresentações em sete países: Itália, Alemanha, França, Espanha, Holanda, Bélgica e Suíça, sempre contando com o Silent Force como banda de abertura.[12]
De volta ao Brasil, no início de abril foi retomada a turnê sul-americana, com três shows no interior de São Paulo que totalizaram público de cerca de 25 mil pessoas.[carece de fontes] Em paralelo, novos produtos com a marca Angra chegaram ao mercado. Um deles é o songbook de Rebirth, com as partituras e tablaturas para guitarra de todas as canções do disco. O livro, de 116 páginas, traz ainda um glossário explicando as principais figuras utilizadas nas tablaturas, facilitando sua utilização por músicos ainda pouco familiarizados com essa simbologia. Também foi lançada, em edição limitada produzida pelo fã-clube do Angra, uma fita VHS com cerca de 80 minutos de duração trazendo o show que a banda realizou no Rio de Janeiro e cenas extraídas dos arquivos pessoais dos músicos da banda.
Em maio foi lançado o EP Hunters and Prey, que, a exemplo de Rebirth, tem arte de capa assinada pela artista plástica portuguesa Isabel de Amorim. O disco conta com oito canções e mais uma faixa interativa, com o clipe da canção "Rebirth". Dentre as canções, encontram-se novas composições, versões acústicas, um cover para a canção "Mama", do Genesis, e uma versão da canção "Hunters and Prey" com letra em português, que recebeu o título "Caça e Caçador".
Antes de embarcar para mais uma empreitada internacional, a banda gravou uma versão heavy metal e um clipe da canção "Pra Frente Brasil". O vídeo foi exibido pelo canal esportivo SporTV durante a Copa do Mundo de 2002 e continua sendo veiculado no canal Multishow.
Em junho a banda esteve mais uma vez no Japão, onde fez cinco apresentações nas cidades de Nagóia, Tóquio, Osaka e Hiroshima, entre os dias 19 e 24. No dia 14, o Angra foi a primeira banda de heavy metal sul-americana a se apresentar em Taiwan, em um show na cidade de Taipé.[carece de fontes]
[editar]Divulgação na mídia
Várias rádios, como 89FM e Brasil 2000 (São Paulo), FM98 (Belo Horizonte), Cidade (Rio de Janeiro) e Cidade e Transamérica (Recife), incluíram canções do quinteto em sua programação. Também na TV o grupo teve ampla exposição, como nos programas Zapping Zone (Disney Channel, do qual participou duas vezes), Pirata Urbano (AllTV, no qual o bateu recorde de audiência do programa e ganhou uma reprise na semana seguinte), Programa do Jô (Rede Globo) e uma nova participação no Altas Horas (Rede Globo).[11]
No segundo semestre, o Angra participou com destaque em dois dos principais festivais de verão europeus. O grupo tocou no dia 27 de julho no Rock Machine, na Espanha, e no dia 2 de agosto no tradicional Wacken Open Air na Alemanha.[13] Na volta, a banda prosseguiu em sua maratona de shows, se apresentando em diversas cidades brasileiras e visitando outros países sul-americanos como Equador e Colômbia. Em novembro se apresentaram pela primeira vez nos Estados Unidos e no Canadá.
Com um show para cerca de 7 mil pessoas no Credicard Hall em dezembro de 2002, o grupo promoveu o lançamento do CD ao vivo e do DVD Rebirth World Tour Live in São Paulo, encerrando a turnê mundial, que totalizou mais de 100 shows realizados no Brasil, América Latina, América do Norte, Europa e Ásia[carece de fontes].
Fizeram parte do fecho da turnê mundial três festivais de verão europeus, Viña Rock (Espanha, em 3 de maio),[11] Sweden Rock (Suécia, em 7 de junho)[14] e Gods of Metal (Itália, em 8 de junho),[15] nos quais a banda teve oportunidade de mostrar sua apresentação para dezenas de milhares de fãs. Na Espanha, eles se apresentaram em um festival aberto a diversos estilos musicais, atraindo assim a atenção de um público eclético.O festival italiano, como o nome diz, sempre apresenta os principais nomes do heavy metal mundial.[16] Finalizando a turnê, o Angra foi a atração principal do Festival Pop Rock, considerado o maior evento do gênero no Brasil, realizado em 9 de agosto em Belo Horizonte.
Temple of Shadows
Em 2004 foi lançado Temple of Shadows, um álbum conceitual que narra a saga de um cavaleiro das Cruzadas conhecido como "The Shadow Hunter", e que se passa no final do século XI. O encarte conta com a arte assinada novamente por Isabel de Amorim, e possui formatação de livro, narrando a história por trás das letras. Antes de cada letra de canção há pelo menos um parágrafo explicando a situação ou os fatos que se passam em cada canção. Dennis Ward foi novamente chamado para gravar, produzir e mixar este álbum.
Mais uma vez, houve elementos da canção brasileira no som da banda. Há, inclusive, uma faixa com partes cantadas em português, na voz do cantor Milton Nascimento. Além dele, outros convidados especiais que participaram do projeto incluem os vocalistas Kai Hansen (Gamma Ray e ex-Helloween), Hansi Kürsch (Blind Guardian), Sabine Edelsbacher (Edenbridge); o percussionista Douglas Las Casas, a pianista Sílvia Góes, um quarteto de cordas para as partes orquestradas e o violoncelista Yaniel Matos.
A vendagem total do álbum ultrapassou as 200 mil cópias e garantiu mais de 50 prêmios para a banda.[18]
No ano de 2005, dezenas de shows foram feitos pelo mundo (acrescentados aos do ano anterior, que fizeram com que a Temple of Shadows Tour tivesse mais de 100 concertos realizados)[19], inclusive com a abertura do Nightwish no Japão.
[editar]Aurora Consurgens
Após meses de espera e cerca de quase 5 milhões de álbuns vendidos ao redor do mundo[carece de fontes], é lançado em novembro de 2006, o álbum Aurora Consurgens caracterizado por ser uma comemoração dos 15 anos da banda e possuir elementos de todos os seus discos anteriormente lançados (coisa que se refletiu na turnê). Baseado no livro homônimo, o álbum possui mais uma vez a capa feita pela portuguesa Isabel de Amorim e aborda uma temática mais voltada aos distúrbios mentais e psicológicos.
[editar]Segunda crise
Além da baixa repercussão do Aurora Consurgens, brigas internas e discussões com o empresário Toninho Pirani, levaram novamente o Angra às manchetes dos principais órgãos de imprensa do Metal.[21]
Para piorar a situação, Pirani também se envolveu em diversos problemas (inclusive legais) que culminaram na reformulação total da revista Rock Brigade com redução drástica na tiragem e a troca de diversos colaboradores "das antigas", que também participavam diretamente de atividades envolvendo o Angra.[22]
Com sérios problemas financeiros e brigas internas, o Angra encarava a mesma crise vivida na época de Andre Matos, Luis Mariutti e Ricardo Confessori. Na época, chegou a se especular a troca do empresariamento da banda, encerrando uma parceria de 15 anos entre o Angra e Toninho Pirani, detentor dos direitos do nome da banda.[23] Porém, o que se confirmou foi a saída do baterista Aquiles Priester[24], após declarações bastante polêmicas ao longo de 2007 e 2008.[25]
Retorno
Em recentes entrevistas, Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro afirmaram que o Angra estaria de volta entre abril e maio de 2009, com uma turnê para marcar o recomeço das atividades da banda.[26][27]Loureiro, inclusive, chegou a anunciar a gravação de um novo disco, que seria lançado em 2010, tendo agora, Monica Cavaleira como empresária.
Em 2009 o site da banda, em construção, estampava como título do site a frase "Bring the sunrise again" (traduzido do inglês como "Traga o nascer do sol novamente"), um verso da canção "Nova Era", o que indicava um possível retorno. No dia 12 de março de 2009, o site do Angra retornou ao ar, com as frases Look Who's Back (Olhe quem está de volta, em português) e Back to Life ("de volta à vida", também um verso de "Nova Era"). A formação da banda trouxe o retorno do baterista Ricardo Confessori, que fez parte do Angra entre 1993 e 2000, quando criou o Shaman.[28] Confessori retomaria o posto que foi ocupado por Aquiles Priester, que atualmente se dedica integralmente ao Hangar.
Em 12 de março de 2009, o site da banda passou a informar que o Angra faria uma turnê em conjunto com a banda Sepultura. A turnê passaria pelo Brasil no mês de maio pelas cidades de Recife, Porto Alegre, Curitiba, São Paulo, Ourinhos, Rio de Janeiro, Vitória e Governador Valadares.[29][30]
Em 2010, a banda iniciou as gravações de seu novo álbum, intitulado Aqua, que foi lançado no segundo semestre. As gravações foram realizadas no Norcal Studios, em São Paulo.[31].
[editar]Integrantes

Formação Atual
Edu Falaschi - Vocal (2001-atualmente)
Rafael Bittencourt - Guitarra (1991-atualmente)
Kiko Loureiro - Guitarra (1992-atualmente)
Felipe Andreoli - Baixo (2001-atualmente)
Ricardo Confessori - Bateria (1993-2000 - 2009-atualmente)
Membros Anteriores
Andre Matos - Vocal - Teclados (1991-2000)
Luís Mariutti - Baixo (1991-2000)
André Luis Linhares - Guitarra (1991-1991)
André Hernandes - Guitarra (1991-1992)
Marco Antunes - Bateria (1991-1993)
Aquiles Priester - Bateria (2001-2008)

Fonte: Wikipedia

Musica Brasileira: O Teatro Mágico




Baseados no livro "O Lobo da Estepe" O Teatro Mágico (TM) é um grupo musical, político, brasileiro formado em 2003 na cidade de Osasco, São Paulo, criado por Fernando Anitelli. O TM é um projeto que reúne elementos do circo, do teatro, da poesia, da música, da literatura, da política e do cancioneiro popular tornando possível a junção de diferentes segmentos artísticos numa mesma apresentação.

O Teatro Mágico foi criado por Fernando Anitelli, ator, músico e compositor das canções do show. A equipe que o acompanha, foi formada em dezembro de 2003 por amigos e artistas que acreditaram no projeto. Trabalha sem apoio de gravadoras ou campanhas midiáticas, alegando-se independentes. Já participaram de eventos patrocinados pelo poder público, como o Governo Federal e a Prefeitura de São Paulo.
Possui dois álbuns de estúdio: Entrada para Raros e O Segundo Ato.
A filosofia da trupe passa por construir sua participação na formação e diretriz do movimento Música Para Baixar (MPB) - comprometido com a defesa do livre compartilhamento de arquivos musicais via internet e flexibilização do direito autoral, que conta com adesão de artistas e músicos preocupados com a questão da censura na web.
Inspiradas nas obras de Hermann Hesse, escritor alemão ganhador do Prêmio Nobel de Literatura que apresentou o conceito de teatro mágico (eufemismo para uso de entorpecentes) em seu livro O Lobo da Estepe, as composições tratam dos personagens que as pessoas precisam assumir nas diversas situações do cotidiano. As canções vão sendo intercaladas pelo traçado tecnológico de ruídos telefônicos, sinais de rádio e mensagens de voz. Os integrantes da trupe se apresentam maquiados e vestidos de palhaço, que trazem a ideia do "personagem interno" escondido em cada um de nós.
Apesar de envolver várias expressões artísticas, a linguagem musical e cênica é popular e acessível para todo tipo de público, independente de idade e classe social.
Embalando todas as canções, destacam-se: violões, violino, guitarra, baixo, percussão, flauta, DJs, gaita, xilofone, bateria, bandolim e sonoplastia. São 10 músicos e 3 artistas circenses, e algumas participações esporádicas como a da percussionista Simone Soul (Funk Como Le Gusta) e de alguns músicos do grupo pernambucano Cordel do Fogo Encantado, que também participaram da gravação do CD.
Em 19 de abril de 2008, o grupo se apresentou no programa Altas Horas, da Rede Globo, com uma apresentação circense, o grupo cantou "Camarada d’água" no programa. Em 18 de Junho de 2008, três anos depois do lançamento de seu primeiro álbum, O Teatro Mágico fez o lançamento de seu segundo álbum de estúdio, intitulado O Teatro Mágico: Segundo Ato.
No dia 28 de março de 2009, voltaram a se apresentar no programa Altas Horas, cantando duas canções do novo álbum, "Pena" e "Mérito e o Monstro". O programa contou também com a presença da apresentadora Xuxa Meneguel e da cantora Ivete Sangalo, que também se embalaram ao som da trupe.
No dia 24 de abril de 2010, participaram da novela Viver a Vida da Rede Globo. A trupe se apresentou na inauguração de um restaurante da trama, executando as músicas O "Anjo mais velho" e "Pena".

Origem: Wikipédia

Suposto pastor ex-bruxo ‘Tio Chico’ e suas histórias. Mentiras ou fantasias?


“Acautelai-vos, que ninguém vos engane“, alertou-nos Jesus.
O auto ungido ex-bruxo tem uma agenda bastante disputada. Em todos os lugares por onde passa, ‘Tio Chico’ conta com riqueza de detalhes suas fantásticas aventuras, leva a platéia ao riso e à comoção e, como ninguém é de ferro, faz seu pé-de-meia.

Para quem nunca ouviu falar no ex-bruxo Tio Chico, recomendo uma visita ao YouTube ou a aquisição, por R$ 25,00, de seus DVDs de testemunho. O preço é salgado, mas é riso garantido. Francisco teria nascido em 18 de setembro de 1960, estando no momento com 47 anos. Se os cineastas brasileiros fossem mais atentos, a sua vida renderia um longa-metragem capaz de deixar Steven Spielberg no chinelo. Forrest Gump não tem a mesma riqueza dramática.

Tio Chico conta com naturalidade que fez três pactos com o Diabo. Estranho o fato dos dois primeiros terem sido invalidados. A precocidade é um dos pontos destacáveis do nosso herói. Segundo suas palavras, foi o Pai-de-Santo mais novo do Brasil, tendo conseguido a façanha com 10 anos de idade. Um fato que me impressiona na história de Tio Chico é a sua onipresença e capacidade de ultrapassar a barreira do tempo. Segundo informações do seu site, o bruxo Tio Chico transformou-se em nova criatura em 1990. Pouco tempo depois foi promovido a Pastor Francisco e percorre o país tornando conhecidas suas folclóricas atuações em diversas áreas, sempre com uma espantosa capacidade. Não se sabe como, Tio Chico foi funcionário do Banco Central por oito anos. Não se sabe também como chegou ao cargo de chefe de gabinete por meio de concurso público. Algo inédito no Brasil. Segundo o mago das finanças, desviava dinheiro dos clientes para sua conta e enviava sua dinheirama para paraísos fiscais na Suiça. Não se sabe também como o Banco Central tinha clientes comuns, ao estilo do Bradesco ou da Caixa. Tio Chico conta que lucrava milhões fazendo desvios.

Impressionante também é a onipresença de Tio Chico. Apesar de ter afirmado que morou em 19 capitais brasileiras, achou tempo para praticar Umbanda, Quimbanda, Vodu, Feitiçaria, Bruxaria,Cartomancia, Universo em Desencanto, Igreja do Diabo,seita do Reverendo Moon, Budismo, Hinduísmo, Nova Era, Meninos de Deus, Islamismo, Judaísmo, além de jogar búxios, baralho, ler mão, ver bola de cristal, ser coroinha da Igreja Católica. Acha pouco? Tio Chico dá o golpe de misericórdia: ele ocupou o mais alto posto da Maçonaria e revela detalhes curiosos como sacrifícios de criancinhas e bodes.

Um truque ainda não desvendado é como Tio Chico fazia para sair do Brasil, só para atender aos caprichos da sua exigente mulher e, almoçar em Miami, e voltar no mesmo dia. Só para se ter uma idéia, o maior avião comercial do mundo, lançado após a era Tio Chico, chega a fazer 1.010 km por hora. De São Paulo a Miami, por exemplo, são 6.561 km. Para ir, sem escala, considerando o exato momento de embarque e desembraque da aeronave, Tio Chico e sua garota gastariam 13 horas para realizar este pequeno luxo. Considerando o passeio de táxi até o aeroporto, espera do vôo, revista, saída do aeroporto, entrada no restaurante, pedido e o ato de comer em si, no mínimo mais uma hora.

Concluindo: para esperar um almoço demorado assim, só mesmo fazendo uns beliscos à bordo. Agora, difícil mesmo seria ir para Tóquio e voltar no mesmo dia, como Tio Chico cansou de fazer, para agradar a ingrata esposa. Até hoje não ficou explicado como ele conseguiu percorrer os mais de 36 mil km entre o Brasil e o Japão ( considerando ida e volta) num mesmo dia ( de 24 horas), num avião a mil km por hora. Conclui-se que um dos pactos de Tio Chico o fazia ignorar as leis da Física para realizar seus intentos.

Tio Chico faz questão de propagar seu passado de vacas gordas. Ele garante que o contrato com o diabo lhe rendera quatro limusines, uma Ferrari, uma Mercedes Benz e uma incrível BMW, na qual o intrépido prosador fazia viagens para a África, ignorando completamente a existência de um Oceano Atlântico. Nas horas de folga, Tio Chico fazia rituais de magia negra e sacrifícios infantis na super máquina satânica. O então bruxo dispunha também de mansões e doze apartamentos em Brasília.

Tio Chico tem um passado tenebroso, tão tenebroso que faria o mítico personagem Jason se sentir um anjinho. Ele confessa nos púlpitos por onde passa o assassinato de quarenta pessoas a bala e o sacrifício de vinte e duas crianças. Tio Chico é modesto. Não computou no seu catálogo as mortes indiretas, vamos assim dizer. Ele garante que a cantora Clara Nunes, o apresentador Chacrinha e o presidente Tancredo Neves, morreram graças a trabalhos bem sucedidos realizados por ele. Para despachar a cantora baiana, Tio Chico teria embolsado US$ 45 milhões e um carro 0 Km. Cortesia do ex-prefeito de São Paulo, Orestes Quércia. Nâo se sabe se o carro tem poderes mágicos. Já Chacrinha foi mal avaliado. Pela bagatela de US$ 1 milhão, o impiedoso Tio Chico matou o Velho Guerreiro. A encomenda veio da “amante dele”, Rita Cadillac. Já o presidente Tancredo Neves foi morto a pedido de Paulo Maluf e José Sarney. Incrível como era influente o nosso personagem. Apesar de ter morado em 19 capitais, conhecido 68 países, ter feito um curso superior, ter frequentado com certa importância 28 religiões, chefe de gabinete do Banco Central, prestador de serviço para a Câmara e o Senado, o incansável, onipresente e onipotente Tio Chico comandava o Comando Vermelho no Rio de janeiro, ao lado de figuras como Escadinha, Fernandinho Beira-Mar e Marcinho VP. Mesmo assim, ainda achava tempo para visitar cemitérios e se alimentar de vísceras humanas e prestar “trabalhos espirituais” em seu centro para 68 empresas. Injetou sangue de bode no corpo, gasolina e éter. Teve um tórrido romance de oito meses com sua cachorra Fila Brasileira. Tudo isso até os 30 anos de idade.

A história de Tio Chico que mais me seduz é a que ele claramente desafia toda a possibilidade matemática e diz que comprou a esposa, quando esta tinha 12 anos de idade. Ficou casado 19 anos com ela e já está há 17 separado. Como Tio Chico tem hoje 47 anos, estima-se que ele tenha feito isso com incríveis 11 anos de vida. Em um de seus testemunhos, Tio Chico conta que trabalhou para a Wagner Canhedo, tendo inclusive sugerido o nome para a Vasp. Ele só não explica em qual encarnação fez isso, já que a empresa foi fundada em 1933. Tio Chico também garante que trabalhava nos bastidores para a Chevrolet, que segundo ele cada letra significa uma palavra, que descamba na frase “Chegou Hoje Este Vagabundo Roubando Ouro Liquidando Esta Terra”. Nem o fato da montadora ter sido fundada pelo piloto franco-americano Louis Chevrolet, em 1911, nos EUA, intimida Tio Chico. Presumo que ele terá alguns problemas para traduzir a frase para o inglês usando as mesmas iniciais. Idem para o francês e o espanhol. Espantoso também foi o fato de Tio Chico ter experimentado uma recaída, já que afirma que nomeou o Marea, veículo da Fiat, que significa no idioma diabês Enxu Marea. O problema é que Tio Chico garante que se aposentou das suas atividades mirabolantes em 1990. Como o Fiat Marea foi lançado em 1998 no Brasil, fica no mínimo, curiosa a participação do mestre neste episódio.

O maior troféu de Tio Chico é a apresentadora Xuxa, da Rede Globo (emissora que se valia de seus préstimos também). Ele garante que a Rainha dos Baixinhos realizou três pactos com o Coisa-Ruim, para se tornar famosa e rica. O generoso Tio Chico teria intermediado o negócio. Não se sabe quanto lucrou nesta transação. Aliás, Tio Chico faturava de todas as formas. Garante que há um processo contra ele no Distrito Federal, por ter falsificado 1800 folhas de cheque. Curiosamente, não consta nenhum processo contra Francisco José Vieira Guedes na Justiça de Brasília. Tio Chico tem a espantosa capacidade de fazer os processos evaporarem como mágica das gavetas dos tribunais. Curioso também o fato de em seu site não constar nenhuma cópia de qualquer documento de suas transações, uma lembrança de alguma viagem para algum das dezenas de países, nenhuma certidão de óbito de duas filhas que ele garante terem sido sacrificadas. Tio Chico é um homem muito reservado.

Quando Tio Chico foi tocado por Jesus e resolveu jogar sua vida perversa no mar do esquecimento, sofreu várias retaliações de seu antigo patrão. Ele conta que foi vítima de um terrível acidente de carro, que lhe rendeu 25 cirurgias. Como desgraça pouca é bobagem, Tio Chico conta que está vivo pela graça de Deus, já que os médicos retiraram incríveis 250 gramas de estilhaços de vidro de sua cabeça, perdeu as cordas vocais (usa uma até então inédita prótese de borracha) e outros detalhes que não convém relatar. Fato incrível é que o Pastor Francisco tem passaporte livre em centenas de igrejas e nenhum pastor pede alguma comprovação de seus feitos ou chama a Polícia Federal. É uma encruzilhada santa: se Tio Chico (apesar da Cronologia, Geografia, História, Biologia, Matemática, Física, Química e todas as outras ciências provarem o contrário) diz a verdade, é merecedor de capa na Veja, destaque no Fantástico e no mínimo uns cem anos de solidão carcerária. Normalmente, Deus perdoa o pecado hediondo. Mas a Justiça dos homens não é assim tão compreensiva. Se Tio Chico, como tudo leva a crer, falta com a verdade , pode responder processo por calúnia, difamação e falso testemunho. É também de se duvidar da seriedade das instituições religiosas que o recebem. Das duas uma: ou levam um criminoso hediondo e plural para usar seus púlpitos ou patrocinam um mentiroso de proporções nunca alcançadas por uma mente humana antes.

Fonte: recebido por e-mail