quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Noticias de Pernambuco




Notícias do dia
22/09/2011


Diário de Pernambuco
Diário econômico
22/09/2011

Pernambuco terá mais quatro térmicas a óleo
Juntas, usinas possuem potência de 988,36 MW, metade da que terá a gigante anunciada pelo Bertin.


Mais térmicas a óleo combustível serão construídas em Pernambuco. Além do projeto da “maior termelétrica do mundo”, anunciado na semana passada pelo Grupo Bertin, outras quatro usinas movidas ao derivado de petróleo estão previstas para o estado até 2013. Juntas elas somam uma potência de 988,36 MW (megawatts), mais da metade da capacidade da gigantesca usina que será construída em Suape, que é de 1.452 MW. Três delas já estão em construção. Ipojuca, Cabo de Santo Agostinho e Igarassu são os municípios que receberão as térmicas. Será um problema de alcance regional, pois uma enxurrada de térmicas a óleo atingirá o Nordeste: das 32 usinas previstas até 2013, 28 serão instaladas na região.


O número de usinas em Pernambuco seria ainda maior, porque havia mais duas usinas previstas para o estado, a Termopower 5 e a Termopower 6, com 200,79 MW cada uma. Os dois projetos foram deslocados para a Paraíba, que ofereceu incentivos para a instalação das térmicas, na semana passada. As usinas que já estão em construção (veja quadro) devem entrar em operação no próximo ano. Uma delas, a Pernambuco 4, já deveria ter sido concluída em janeiro deste ano. Já o cronograma das demais é para 2013.


Com exceção da usina U-50, que pertence à Refinaria Abreu e Lima e tem o objetivo de autoconsumo, todas as outras térmicas previstas para o estado foram contratadas pelo governo federal, em leilões realizados entre 2007 e 2008, para atender ao aumento da demanda de energia.


“Nesses anos, não havia licença para construir hidrelétricas e as fontes alternativas ainda eram pouco desenvolvidas. Já as termelétricas, apesar de serem as mais poluentes, são as que mais facilmente conseguem licenças, porque elas são concedidas pelos órgãos estaduais. É um contrassenso. E como não havia disponibilidade de gás, a maior parte das usinas foi a óleo combustível ou a diesel”, explica o diretor regional do Instituto Ilumina, José Antônio Feijó.


Depois de 2008, o governo federal decidiu não mais aprovar usinas térmicas a óleo. No entanto, mais de 9 mil MW já haviam sido contratados nos anos anteriores. As consequências desse erro começarão a ser percebidas a partir de agora, especialmente no Nordeste, destino de 28 das 32 novas térmicas que entrarão em operação até 2013. “Isso porque, interessados nos impostos e nos empregos que essas usinas iriam gerar, os estados nordestinos facilitaram as licenças prévias”, relata Feijó. A “maior térmica do mundo”, por exemplo, promete gerar 6,5 mil empregos, sendo 500 diretos.


Emissão de CO2 preocupa


O anúncio da grande termelétrica já preocupava o professor de engenharia elétrica da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Heitor Scalambrini, devido às emissões de CO2, um dos gases responsáveis pelo efeito estufa. “Essa que vai ser a maior usina suja do mundo, em apenas um dia de funcionamento, vai emitir 24 mil toneladas de CO2”, prevê o professor. O cálculo considera o consumo diário de 8 mil toneladas de óleo, previsto para a megausina, e a projeção da Agência Internacional de Energia, de 3,34 toneladas de CO2 para cada 0,96 m3 de óleo queimado. “Se houver mais térmicas, o nosso estado vai virar uma chaminé”, diz.


As termelétricas não são contratadas para funcionar 24 horas. Elas são despachadas emergencialmente, quando os níveis dos reservatórios das hidrelétricas estão baixos. “Mas como a demanda por energia cresce e a capacidade dos reservatórios é a mesma, essas usinas devem ser mais acionadas no futuro”, comenta Feijó. E quando entrarem em operação, além do impacto ambiental, haverá o custo financeiro. “Além do custo da energia, em torno de R$ 140 por MW, que a usina recebe mesmo sem funcionar, é preciso pagar algo entre R$ 300 e R$ 600 pelo uso do combustível”, comenta Feijó. Um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) estima que a energia elétrica ficará 34,5% mais cara por conta de todas essas térmicas que serão construídas até 2013.



“Privatizou-se as empresas com a promessa de que a iniciativa privada investiria no setor. Isso não aconteceu. Os bancos estatais que bancaram as privatizações e que agora estão financiando essas termelétricas”, diz Feijó. Para Scalambrini, a enxurrada de térmicas não é um caminho sem volta: “A própria demanda de energia deve ser revisada por conta da crise internacional. E se o governo assinou contratos com essas usinas, lembro que o país também assinou tratados de redução das emissões de carbono”.

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Noticias de Pernambuco

Notícias do dia
20/09/2011



Jornal do Commercio
Economia
20/09/2011


Refinaria terá que reforçar mão de obra
Pico da obra do empreendimento terá 35 mil trabalhadores

A Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que está sendo erguida no Complexo de SUAPE, deverá ter 35 mil funcionários no pico da construção, que começa a partir deste mês. A estimativa inicial era que esse número ficasse em 28 mil funcionários, mas a necessidade de acelerar o cronograma puxou a previsão para cima. Ontem, durante palestra no Simpósio sobre o Novo Marco Regulatório da Indústria Petrolífera Nacional, realizado pela Universidade Católica de Pernambuco (Unicap), o diretor corporativo da Rnest, João Batista Aquino, adiantou que a construção do empreendimento já conta atualmente com 30 mil trabalhadores.

Aquino explica que o aumento na contratação de mão de obra não vai elevar o valor da obra, orçada atualmente em R$ 26 bilhões. O valor inicial da refinaria era de US$ 4,05 bilhões. “A estimativa de trabalhadores na obra é uma estratégia das empreiteiras. Se em alguns momentos elas atrasaram parte da obra, como nos meses de chuva, por exemplo, agora vão tentar recuperar esse tempo mobilizando mais funcionários. Como o contrato com a Petrobras já está assinado, não tem alteração para a estatal”, destaca.

O executivo reforça, ainda, que a refinaria vai entrar numa fase de contratação de profissionais mais especializados, porque está acelerando a etapa de montagem. Até o próximo mês, a previsão é de que 40% da obra esteja concluída. As unidades mais adiantadas são casa de força, tanques (de água, petróleo e produtos) e a estação de tratamento d’água.

Aquino revela que a Petrobras já aportou R$ 8,5 bilhões na obra da Rnest. “O desembolso médio é de 600 milhões por mês”, calcula. Por enquanto, a estatal venezuelana PDVSA não aportou nenhum recurso na refinaria. Desde a semana passada, Petrobras e PDVSA dão informações diferentes sobre a participação venezuelana no empreendimento, que seria bancar 40% do empréstimo captado pela Petrobras junto ao BNDES. Na última quinta-feira, a estatal venezuelana encaminhou nota à imprensa afirmando que havia entregue as garantias ao BNDES.

João Aquino lembra que se for confirmada a participação da PDVSA na Abreu e Lima, será necessário aumentar o valor do projeto em R$ 400 milhões para construir uma unidade de tratamento de enxofre para o petróleo venezuelano.


Portos
Governo federal libera R$ 46 milhões para obra no Porto de SUAPE
Anúncio foi feito durante visita do ministro dos Portos, Leônidas Cristino, a Pernambuco


Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

O resultado da visita do ministro dos Portos, Leônidas Cristino, a Pernambuco nesta segunda-feira (19) foi o anúncio da liberação de R$ 46 milhões do governo federal para o desassoreamento do canal de aproximação do Porto de SUAPE, via de entrada para a área. Com 6 quilômetros de comprimento, o custo da obra completa é de R$ 274 milhões, dos quais R$ 78 milhões serão pagos com recursos da União.


O investimento é importante porque permitirá o aumento da profundidade do canal - que passará de 16 metros para 20 metros - e, logo, a operação de navios petroleiros. De acordo com o Governo do Estado, a construção começa na primeira semana de novembro e deve terminar em dezembro de 2012.


A visita do ministro dos Portos a SUAPE continua nesta terça-feira (20), quando ele vai conhecer a parte interna do empreendimento.
Com informações da assessoria de imprensa do Governo do Estado.


Seleção
SUAPE terá que contratar concursados
Administração do Porto tem 15 dias para proceder à contratação

SUAPE terá que contratar os concursados. A Justiça do Trabalho julgou em parte procedente o pedido de antecipação de tutela feito pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) com base na Ação Civil Pública (ACP) movida contra o complexo portuário.

A decisão da juíza Renata Conceição Nóbrega Santos obriga que, no prazo de 15 dias, SUAPE proceda à convocação para contratação dos candidatos aprovados até totalizar o número de contratações previstas no concurso que são 112.

Como a empresa já comprovou a contratação de 28 pessoas, restam agora 84. Caso não cumpra a decisão judicial, a administração deverá pagar multa mensal por cada aprovado no número de vagas não convocado no valor do salário previsto para os mesmos no edital. A grande queixa é que a administração do Porto vinha contratando prestadores de serviço para atividades onde tem concursado selecionado.


Porto do Recife retoma contêineres

Depois de quase duas décadas de ostracismo, o bom momento da economia pernambucana parece ter chegado ao Porto do Recife. Várias obras estão sendo concluídas incluindo a recuperação do sistema viário interno, que já foi finalizada e outras deverão ser iniciadas na estatal, além do terminal marítimo de passageiros, cujos recursos foram anunciados pelo ministro dos Portos, Leônidas Cristino. Estamos concluindo um investimento de R$ 10 milhões para movimentar contêineres na estatal, disse o gerente regional da operadora Rodrimar, Fábio Saboya. O Porto do Recife não opera contêineres pelo menos há sete anos. O problema que está impedindo o início do novo serviço (de contêineres) com navios maiores é uma pedra no canal que dá acesso ao cais da estatal.



Inicialmente, a movimentação de contêineres vai trazer apenas arroz com o primeiro navio chegando em 60 dias até que a retirada da pedra do canal de acesso seja resolvida. Já contratamos um estudo por R$ 250 mil e dentro de um mês deveremos ter uma ideia sobre o material que forma essa rocha, explicou o presidente do Porto do Recife, Pedro Mendes. Ele acrescentou que a retirada da rocha será mais complicada, quanto mais dura for a pedra.



Esperamos que esse problema da pedra se resolva num prazo de 90 dias a 120 dias, defendeu o executivo da Rodrimar. Até lá, apenas navios de até oito metros de calado (profundidade) vão poder chegar no cais da estatal.



A Rodrimar está contratando a partir desta semana dois técnicos para fazer a manutenção de algumas das suas máquinas que já chegaram. Somente um guindaste comprado pela empresa custou R$ 6 milhões e será usado na movimentação de contêineres. Também compramos dois riach stacker, equipamento que pega o contêiner em cima da pilha, contou Saboya. Os dois riach stacker custaram R$ 3 milhões e mais R$ 1 milhão será investido em tecnologia, sistemas de informação e compra de know how. Só o enlace com fibra ótica para o sistema online custou R$ 300 mil.



A área de carga conteinerizada no Porto do Recife terá um total de 29 mil metros quadrados e a capacidade de movimentar 220 mil contêineres por ano. A nossa expectativa é de movimentar 40 mil TEUs no primeiro ano e 60 mil no segundo ano”, comentou Saboya. O TEU é uma medida que indica a quantidade de carga colocada num contêiner de 20 pés. Só existem contêineres de 20 e de 40 pés.



INVESTIMENTOS



Além dos investimentos já citados, o Porto do Recife está planejando crescer para o lado da Bacia de Santo Amaro, área que fica próxima a Cruz do Patrão. Vamos fazer um estudo para ver a viabilidade, argumentou Pedro Mendes. A estatal também conseguiu aprovar no Plano Plurianual (PPA) da União um valor de R$ 148 milhões para uma reforma dos cais e dragagem da área que vai do cais zero aos armazéns 9 e 10, aumentando a profundidade do cais do futuro terminal marítimo de passageiros. Desse total, cerca de R$ 40 milhões seriam gastos em dragagem.



Ministro promete liberar R$ 67 milhões


Após nove meses no cargo, o ministro dos Portos, Leônidas Cristino (PSB), visitou pela primeira vez, ontem, o Complexo de SUAPE e o Porto do Recife. Apesar da demora, anunciou a liberação de R$ 67 milhões, sendo R$ 46 milhões para o primeiro e R$ 21,8 milhões para o segundo. “No total, serão liberados R$ 605 milhões para os portos de Pernambuco”, afirmou o ministro, se referindo ao Plano Plurianual (PPA) do governo federal, que programa investimentos a serem realizados entre 2012 e 2015. Além da visita ao Porto de SUAPE pela manhã, Cristino almoçou com o governador Eduardo Campos (presidente nacional do PSB) e esteve no Porto do Recife à tarde.



Os R$ 46 milhões liberados para SUAPE serão empregados na dragagem do canal do acesso ao porto, que possui seis quilômetros de extensão. Ao todo, a União deverá bancar R$ 78 milhões dos R$ 274 milhões previstos que serão gastos nessa obra. Com a dragagem, o canal sairá dos atuais 16 metros de profundidade para 20 metros. “O aprofundamento do canal externo é uma obra estratégica para o crescimento do Porto de SUAPE, pois permitirá a operação dos grandes navios petroleiros”, disse o governador Eduardo Campos. A obra é importante porque são essas embarcações grandes que trarão o petróleo bruto, matéria-prima para a futura Refinaria Abreu e Lima. A expectativa é que a obra seja concluída até dezembro de 2012.



Ainda em SUAPE, a Secretaria Especial de Portos (SEP) está bancando R$ 111 milhões da dragagem do canal interno do EAS, R$ 88 milhões do acesso rodoferroviário para as ilhas de Cocaia e Tatuoca, e R$ 300 milhões referentes à implantação do Terminal de Granéis Sólidos na primeira ilha. Ainda para esse último, a diretoria de SUAPE negocia um ajuste, que elevaria o montante para R$ 404 milhões. “A visita foi positiva para conhecer os empreendimentos e ter maior segurança para resolver pendências”, comentou o ministro.



Os R$ 21,8 milhões destinados ao Porto do Recife serão gastos na reforma do Armazém 8 para transformá-lo em um segundo terminal marítimo de passageiros, que custará, ao todo, cerca de R$ 26 milhões – o restante será bancado pelo governo do Estado. A licitação para escolher a empresa que vai construir o empreendimento já foi iniciada e a previsão é que a abertura da concorrência ocorra no próximo dia 5 de outubro e a sua inauguração em março de 2013. Hoje, o ministro deverá voltar a SUAPE e ao Porto do Recife.




Folha de Pernambuco
Economia
20/09/2011


Uma pedra no meio do caminho



Tem uma pedra impedindo o crescimento do Porto do Recife. Isso mesmo. A descoberta de uma pedra no canal de entrada do Porto está impedindo o aprofundamento do cais. Com isso, o porto está sendo impedido de realizar o aprofundamento do cais, imprescindível para a chegada de navios maiores. Para resolver o problema, a diretoria do Porto contratou uma empresa para definir como fazer a retirada. “Essa pedra vai sair do meu caminho até o fim deste ano ou não me chamo Pedro”, afirmou o presidente do Porto, Pedro Mendes.



Buscando recursos - O Porto de SUAPE está pleiteando junto a Secretaria Especial de Portos a liberação de recursos para dar andamento a dez projetos de infraestrutura no Porto. Os projetos foram apresentados ontem, durante visita do ministro Leônidas Cristino. As obras estão orçadas em R$ 2 bilhões. O retorno deve sair hoje, quando a diretoria de SUAPE estará reunida novamente com o ministro. A reunião tratará sobre a liberação de recursos.



Diário de Pernambuco
Diário econômico
20/09/2011

Portos terão R$ 605 milhões
SUAPE vai ter R$ 583 milhões para dragagem e R$ 22 milhões são para o novo terminal de passageiros do Recife



Ministro Leônidas Cristino veio ao estado anunciar liberação de verbas federais. Imagem: EDVALDO RODRIGUES/DP/D.A PRES
O ministro especial dos Portos, Leônidas Cristino, anunciou ontem a liberação de R$ 605 milhões para os portos de SUAPE e Recife. São R$ 583 milhões para Suape e R$ 22 milhões para o Porto do Recife. No caso de SUAPE, os recursos serão aplicados em dragagem, construção do cais de granéis sólidos e do acesso rodoferroviário. No Recife, o dinheiro será para a construção do novo terminal de passageiros.


Pela manhã, Leônidas conheceu a área externa do Porto de SUAPE. Depois, reuniu-se com o governador Eduardo Campos durante um almoço no Palácio do Campo das Princesas. À tarde, visitou o Porto do Recife. Hoje, o ministro volta a SUAPE para conhecer a parte interna do complexo.


O novo terminal de passageiros do Porto do Recife está orçado em R$ 26,1 milhões, sendo R$ 22 milhões do governo federal. De acordo com o presidente do porto, Pedro Mendes, a licitação será lançada no dia 10 de outubro e a inauguração está prevista para fevereiro de 2013. “Será o primeiro terminal de passageiros a ficar pronto para a Copa de 2014”, comentou o ministro Leônidas Cristino.


Dos R$ 583 milhões garantidos para SUAPE, R$ 46 milhões serão utilizados na dragagem do canal de aproximação. A obra toda está orçada em R$ 274 milhões, sendo R$ 78 milhões com recursos da União. Vai permitir o desassoreamento do canal, que possui seis quilômetros de comprimento, e elevar a profundidade dos atuais 16 metros para 20 metros. Os trabalhos terão início na primeira semana de novembro.


Segundo o vice-presidente de SUAPE, Frederico Amâncio, a obra vai permitir, por exemplo, a passagem dos grandes petroleiros da Petrobras. SUAPE pretende fazer a dragagem para construção de um novo terminal de contêineres (cais 6 e 7), cuja licitação deverá ser lançada até o fim do ano, e do terminal de grãos (cais 8 e 9), com edital devendo ser lançado no primeiro semestre de 2012.


“Também estamos concluindo a dragagem do Canal 1 do cluster naval, até o Estaleiro Promar, e posteriormente vamos dragar também o Canal 2, o que permitirá a ampliação do cluster”, acrescentou Frederico Amâncio.


Promar


Ontem, aliás, foi assinado no Rio de Janeiro o contrato entre o Promar e companhia andaluza Ghenova Engenharia para desenvolvimento da engenharia de detalhamento e apoio a compras dos oito navios gaseiros que o estaleiro pernambucano construirá para a Transpetro. O contrato é de cerca de R$ 16 milhões. A Ghenova pretende montar sua equipe e áreas de estruturas e canais até o fim do ano. O processo de seleção de profissionais já está em curso, tanto experientes como recém-graduados. A empresa está firmando parcerias com universidades brasileiras. O Promar está em fase de implantação e representa um investimento de R$ 300 milhões.

Volta operação de contêineres

O Porto do Recife vai voltar a operar contêineres. O primeiro navio deve chegar dentro de 60 dias, trazendo arroz do Rio Grande do Sul. A Rodrimar, uma das três empresas que anunciaram operações de cargas conteinirizadas, está investindo R$ 10 milhões na aquisição de guindastes e sistemas informáticos e espera poder logo operar navios maiores, com calado superior a oito metros, assim que uma pedra localizada no canal de acesso for removida.


A Rodrimar começou a operar cargas no Porto do Recife em junho. Para se habilitar a operar contêineres, a empresa adquiriu um guindaste com capacidade para 400 toneladas e lança para 100 toneladas, no valor de R$ 6 milhões. Também foram compradas duas empilhadeiras do tipo reach staker por R$ 1,5 milhão cada. O restante do dinheiro foi aplicado em sistemas informáticos.


No domingo, a Rodimar publicou anúncio de emprego nos principais jornais do estado para contratação de técnicos em manutenção. “Há 15 anos não se publicava anúncios de emprego no Porto do Recife”, observou o diretor regional da empresa, Fábio Saboya. Cada movimentação de navio vai exigir o trabalho de 40 pessoas, e são esperados três navios por semana.


O Porto do Recife não opera contêineres há cerca de sete anos. O presidente do porto, Pedro Mendes, afirma que está disponibilizando uma pátio público de 29 mil metros quadrados para operação desse tipo de carga, sendo oito mil alfandegados. No total, o porto terá capacidade para movimentar 220 mil TEUs por ano. Ele explica que contratou uma empresa por R$ 250 mil para estudar como remover a pedra localizada no canal de acesso.


“Queremos ter uma solução para este problema ainda este ano. Nosso objetivo é alcançar 13,5 metros de calado na maré média, o que possibilitará o recebimento de navios de grande porte. Hoje o nosso calado é de 9,5 metros”, afirmou Mendes. (M.B.)


Estaleiro de volta ao trabalho
Em assembléia ontem, os cerca de 10 mil empregados do EAS decidiram retornar. Houve 120 demissões



Trabalhadores ligados à manifestação na semana passada foram demitidos pelo EAS. Imagem: TERESA MAIA/DP/D.A PRESS

Depois de cruzarem o braços na semana passada, os cerca de 10 mil operários do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) voltaram ao trabalho na manhã de ontem no Complexo Industrial e Portuário de SUAPE. De acordo com presidente do Sindicado dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), Alberto Alves, os funcionários foram surpreendidos com uma lista de 120 demissões. Apesar do anúncio da empresa, o expediente começou normalmente, por volta das 7h30.


“Conseguimos a autorização para entrar com o trio elétrico e apresentamos a pauta de negociação aos trabalhadores. Pedimos muita calma até a negociação da quinta-feira que será realizada no Ministério Público. Vamos tentar reverter este quadro”, enfatizou. O líder sindical ainda argumentou que os demitidos estão ligados à última manifestação ocorrida na semana passada, quando houve um confronto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar (PMPE). “Além destes, os 12 manifestantes presos já foram demitidos”, contou.


Segundo Alberto Alves, conhecido como Betão, o clima no EAS está tranquilo. A volta às atividades e a cooperação dos trabalhadores ajudou até no adiamento do julgamento do dissídio pela Justiça do Trabalho da 6ª Região, que seria ontem. A desembargadora Clara Saboya decidiu julgar a questão na próxima semana, no dia 28 de setembro, às 10h. Ela entendeu que, com o fim da paralisação, será julgado se houve abuso na greve, nos últimos dias 15 e 16.


A decisão foi comemorada no Sindmetal, até porque minimiza os efeitos negativos da paralisação na pauta de negociação que já vinha sido discutida desde o começo do mês. Os trabalhadores, que têm data base em setembro, estão pedindo reajuste de 15% no salário, além de benefícios como cesta básica e vale refeição. “Os nossos principais problemas estão nas pautas sociais, que geram um impacto econômico. Queremos, por exemplo, a redução para 3% do desconto do vale transporte. Há 20 anos que estamos com o desconto de 5%”, explicou Betão.



Portos e Navios
20/09/2011



Dragagem do Porto de SUAPE terá R$ 46 milhões do Governo Federal




O governo do estado já pode dar início às obras de dragagem do canal de aproximação do Porto de SUAPE. Após audiência com o ministro dos Portos, Leônidas Cristino, o governador Eduardo Campos anunciou hoje a liberação de R$ 46 milhões do governo federal para os serviços de desassoreamento do canal, que possui seis quilômetros de comprimento e é a via de entrada do porto pernambucano. A obra completa está orçada em R$ 274 milhões, dos quais R$ 78 milhões serão pagos com recursos da União. Os trabalhos começarão na primeira semana de novembro e vão possibilitar um aumento de quatro metros na profundidade do canal, que passará dos 16 metros atuais para 20 metros. A previsão é de que as obras para aumento do calado sejam concluídas até dezembro de 2012, segundo a assessoria de comunicação do governo estadual. O ministro Leônidas Cristino conheceu a área externa do Porto de SUAPE pela manhã e, após reunir-se com o governador, foi ao Porto do Recife. O titular da pasta volta a SUAPE amanhã, para conhecer a parte interna do empreendimento.

Pernambuco em Desenvolvimento




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17/09/2011

Folha de Pernambuco
Economia
17/09/2011


Volkswagen pode distribuir por Complexo de SUAPE


Governo confirma interesse de centro e nega chance de fábrica

CAROL PACOBAHYBA

GERALDO JÚLIO diz que unidade será similar à da GM



Pernambuco pode ter saído da disputa pela instalação da nova planta da Volkswagen no Brasil. Apesar de esta semana o presidente da Volkswagen no Brasil, Thomas Schmall, ter confirmado, durante o Salão de Frankfurt, na Alemanha, que Pernambuco concorre com São Paulo e Paraná, o Estado descarta a possibilidade de construção do empreendimento, que poderia vir a ser instalado no Complexo Portuário de Suape. A confirmação é de que a negociação com a montadora prevê a implantação de outro empreendimento - um centro de distribuição (CD).



“A gente está discutindo um central de distribuição da Volksvagen nos mesmos moldes do que a General Motors (GM) destinou à Suape”, afirmou o secretário de Desenvolvimento Econômico do Estado, Geraldo Júlio.



O futuro CD da Volks deve dividir espaço com a Fiat no segundo pátio exclusivo para veículos instalados no Porto de Suape, que ainda será licitado pelo Governo Estadual. Depois disso, ainda é preciso licitar o operador do pátio.



O primeiro espaço abriga a central da GM, que ocupa uma área média de quatro hectares, e tem capacidade de recebimento de 600 a 800 veículos por mês e comportando cerca de 20 mil carros ao ano, número que deve suprir a demanda de outros 13 estados do Norte e Nordeste, além de Pernambuco. Os investimentos foram de US$ 15 milhões.



De acordo com Geraldo Júlio, devido o anúncio do Governo Federal sobre a elevação no valor do Imposto sobre Produto Industrializado (IPI) para veículos importados, que favorece os carros produzidos no País, as negociações se extenderam a outras empresas. “Estamos voltando a conversar com todas as montadoras interessadas em se instalar em Suape para saber dos projetos automotivos de cada uma, mas ainda não podemos divulgar”.

Noticias

Notícias do dia
16/09/2011



Jornal do Commercio
Economia
16/09/2011


Receita licitará porto seco


A Superintendência da Receita Federal do Brasil na 4ª Região Fiscal, sediada no Recife, vai lançar até o final do ano uma licitação para uma empresa privada construir e operar um porto seco. A nova estrutura atenderá a movimentação de cargas do comércio exterior de SUAPE e significa um investimento da ordem de R$ 20 milhões, sem contar o terreno. O porto seco deverá entrar em funcionamento em 2013 e a ideia é desafogar a zona portuária, que ficará com a movimentação de mercadorias, deixando o armazenamento de cargas para o porto seco.


A nova estrutura ficará em Ipojuca, no Cabo de Santo Agostinho ou em Jaboatão dos Guararapes. Os interessados na licitação deverão atender a uma extensa lista de exigências, como licenciamento ambiental, plantas do depósito e projeto arquitetônico, além de apontar os equipamentos a serem utilizados, como scanners.



Chefe da divisão de Administração Aduaneira da Receita na 4ª Região Fiscal, Estevão de Oliveira Júnior comenta que a função do porto seco será a mesma da aduana em portos e aeroportos. Nós queremos desafogar a zona portuária, mais nobre, que deve ser de movimentação de mercadorias, afirma.



Na prática, após a movimentação das mercadorias importadas em SUAPE, elas serão remetidas para o porto seco. As mercadorias a serem exportadas por SUAPE vão para a nova estrutura primeiro.



No porto seco, a carga será, como de praxe, submetida às inspeções de órgãos envolvidos com o comércio exterior, como a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Ministério da Agricultura. A Receita também terá um posto no local, e, após dar seu crivo, se for o caso, vai liberar a mercadoria para a exportação ou importação.



Ou seja, a licitação será para um grande armazém com pessoal qualificado, bastante equipado e com a presença de órgãos federais, que nele realizarão seu trabalho regular.



O contrato será de 25 anos, prorrogável por mais dez anos. Como o armazenamento é um serviço pago, o principal critério, mas não o único, será a menor tarifa, complementa Estevão.



Polícia e funcionários do Estaleiro Atlântico Sul entram em confronto em SUAPE
PMs do Batalhão de Choque e cerca de dois mil manifestantes entraram em confronto. Funcionários reivindicam melhorias salariais

Com informações do repórter Felipe Lima


Foto: Alexandre Severo/ JC Imagem
Um protesto de funcionários do Estaleiro Atlântico Sul, em SUAPE, Ipojuca, Região Metropolitana do Recife (RMR), terminou em confusão no início da tarde desta quinta-feira (15). Os manifestantes queimaram pneus na entrada do estaleiro e quebraram um ônibus opara reivindicar aumento salarial.

Por volta das 13h, policiais militares do Batalhão de Choque tentaram liberar a via - que tinha congestionamento aproximado de cinco quilômetros - e uma confusão generalizada tomou conta do local. Para dispersar a multidão, os militares atiraram balas de borracha.

Também foi utilizado gás de pimenta e bombas de efeito moral. Em contrapartida, os manifestantes atiraram pedras contra a polícia. Uma viatura ficou danificada. Por conta do protesto seguido de confronto, um congestionamento de pelo menos cinco quilometros se formou no local.

Cerca de 10 pontos compõem a pauta de reivindicações da categoria. Além do aumento salarial, os funcionários pedem um auxílio cesta básica de R$ 300 e o fim do desvio de funções.

Segundo os grevistas, trabalhadores do sul do País ganham mais do que os nordestinos. O protesto foi controlado por volta das 14h com a liberação da via. Ainda não se sabe quantas pessoas ficaram feridas e quantas foram presas.



Folha de Pernambuco
Economia
16/09/2011


EPE ameaça termelétrica do Estado

Governo analisa projeto de usinas do Grupo Bertin e cogita cassá-las

AUGUSTO LEITE e
AGÊNCIA ESTADO



CÂNDIDO rebate: se as unidades não entrarem em operação, faltará energia


O presidente da Empresa de Pesquisa Energética (EPE), Mauricio Tolmasquim, informou que o Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico (CMSE) está avaliando se os projetos termelétricos da Bertin terão ou não condições de entrar em operação. “O CMSE está analisando se os projetos entrarão em operação ou se as térmicas serão cassadas”, disse o executivo. Na última terça-feira, o Governo de Pernambuco assinou protocolo de intenções para a instalação de uma empresa do grupo. A termelétrica movida a óleo combustível corresponde a um investimento de R$ 2 bilhões. Outras duas unidades da Bertin estão em “stand by”, na Paraíba e no Ceará, caso o sistema de energia precise.


De acordo com Tolmasquim, a análise envolve os projetos da companhia que deveriam ter entrado em operação em 2011 e as outras usinas que deverão entrar no sistema a partir de 2013 (como a pernambucana). Ele afirmou, porém, que nem todos os empreendimentos deverão ser excluídos, uma vez que alguns já foram vendidos. O presidente da EPE se refere à compra de duas usinas a gás da Bertin pelo grupo MPX.


Mesmo que o Governo Federal opte pela exclusão das usinas da Bertin do sistema, Tolmasquim disse que o Brasil não enfrentaria nenhum problema do ponto de vista do fornecimento de energia. Isso porque o País conta com uma sobreoferta de energia no curto e no médio prazo. “Em 2013, temos uma sobreoferta de 5 mil MW médios a 6 mil MW médios. Temos sobras de energia no sistema”, disse. O presidente da EPE afirmou que esta análise não tem um prazo para conclusão.


A unidade pernambucana ficará no Complexo Industrial Portuário de SUAPE, contemplando um espaço de geração de energia termelétrica e um terminal de armazenagem de granéis sólidos. De acordo com os executivos, será a maior unidade do tipo no mundo, com capaciadde de 1.542 megawatts (mw). Para o diretor de Implantação da Bertin, José Faustino Cândido, não há qualquer tipo de ameaça.


“O processo de desligamento de uma térmica não acontece dessa maneira que o Tolmaquim quer. Se ela não entra em operação na data que foi acordado no leilão, todo o sistema é a trapalhado pela falta de energia disponível”, rebateu Cândido. A energia dos empreendimentos em construção e “stand by” foi arrematada em leilão realizado em 2008.

Diário de Pernambuco
Diário econômico
16/09/2011


Conflito paralisa estaleiro
TÉRCIO AMARAL
Manifestação de grupo de trabalhadores do EAS terminou em confronto entre os trabalhadores e PMs


Trabalhadores paralisaram por que não reconhecem legitimidade do sindicato nas negociações com patrões. Imagem: TERESA MAIA/DP/D.A PRESS

O Complexo Industrial e Portuário de SUAPE mais parecia um campo de batalha. Ontem, cerca de 10 mil operários do Estaleiro Atlântico Sul (EAS) iniciaram a segunda paralisação dos trabalhos neste mês. O movimento foi deflagrado por um grupo de trabalhadores que não reconhece a legitimidade do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE), que representa a categoria.


Os manifestantes afirmam que o Sindmetal está negociando a pauta de reivindicações com a classe patronal sem a participação dos operários. “Eles estão negociando diretamente com a classe patronal. Faltaram a alguns assembleias promovidas por nós. Esta foi a forma de mostrarmos a nossa insatisfação com a empresa. Amanhã (hoje), vamos continuar parados”, disse o operário Rogério França Lira.


O protesto, que começou brando com piquetes próximo ao Portão 1, por volta das 8h de ontem, terminou em conflito aberto com o Batalhão de Choque da Polícia Militar de Pernambuco (PMPE). A intervenção da Polícia começou ao meio-dia na tentativa de liberar o último trecho interditado pelos manifestantes. Foram lançadas bombas de efeito moral e balas de borracha. Os trabalhadores revidaram com pedras e pedaços de madeira.


Durante o conflito, alguns ônibus foram apedrejados. A reportagem do Diario identificou cerca de seis veículos danificados. Alguns motoristas saíram em defesa dos veículos, o que provocou a ira de parte dos manifestantes.


Trabalhadores criticaram a forma de atuação da polícia. “Eles partiram para cima de nós querendo mostrar força. Já estávamos liberando o local”, disse um dos manifestantes. Durante o tumulto, um motorista teria sido atingido por uma bomba de efeito moral no rosto. O clima ficou mais tenso quando os manifestantes afirmaram que seriam tiros de arma de fogo. A coordenação de Segurança de SUAPE disse desconhecer algum trabalhador ou mesmo policial ferido. De acordo com o tenente Sóstenes Maia, a intervenção começou porque os trabalhadores não concordaram em desobstruir a saída da Avenida Portuária. “O Choque usou material adequado na hora da intervenção, como bala de borracha e granada de efeito moral”, disse ele, enfatizando que a operação contou com cerca de 70 PMs. Doze trabalhadores foram presos.


EAS pede ilegalidade



Ônibus que transportam trabalhadores foram apedrejados pelos manifestantes.
Imagem: TERESA MAIA/DP/D.A PRESS
O Estaleiro Atlântico Sul (EAS) deu entrada ontem no Ministério Público do Trabalho de Pernambuco (MPT-PE) a um pedido de decretação da ilegalidade do movimento, que surgiu às vésperas do campanha salarial da categoria em 2011. “A fim de garantir a integridade física de seus trabalhadores e evitar transtornos à população em geral e organizações privadas e públicas, o EAS também decidiu suspender todas as suas atividades até que a situação seja normalizada”, afirmou em nota oficial.


O EAS comunicou que rejeita o posicionamento de “um grupo minoritário” de trabalhadores. A empresa ainda afirma que este movimento ocorre à revelia das negociações que já estão sendo realizadas “dentro das condições previstas em lei” entre o Sindicato das Indústrias Metalúrgicas Mecânicas e de Material Elétrico de Pernambuco (Simmepe) e o Sindicato de Metalúrgicos de Pernambuco (Sindmetal-PE).


Já o Simmepe estranhou as paralisações das atividades pelos trabalhadores. Pois as negociações estariam acontecendo de forma “cordial e respeitosa” desde o último dia 6. O presidente do Sindmetal, Alberto Santos, afirmou que este movimento deve atrapalhar as negociações em andamento. Porém, ele pondera que o sindicato está aberto às reivindicações destes trabalhadores.


Por outro lado, o procurador do MPT Fábio Farias afirmou que já previa este tipo de manifestação no EAS. “Na última pauta que acertamos aqui não levaram em consideração os aspectos econômicos, como o aumento salarial. Isto estava sendo decidido diretamente entre os sindicatos”, frisa. Segundo Farias, este tipo de problema é de ordem sociológica. “Há cinco anos o sindicato não previa que só em uma empresa haveria 10 mil funcionários. Falta preparação”. O MPT convocou uma audiência na sede do órgão com representantes do EAS e o Sindmetal, hoje às 16h.



Ne10
Pernambuco Investimento
16/09/2011


Petrobras e PDVSA ainda não firmaram acordo sobre Rnest
Com informações da Agência Estado


O acordo entre a Petrobras e a venezuelana PDVSA para a construção da Refinaria Abreu e Lima (Rnest), que está sendo instalada no Complexo de Suape, ainda não estão fechadas. De acordo com informações divulgadas pela Agência Estado nesta quinta-feira (15), a PDVSA não entregou hoje ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) as garantias exigidas pelo governo brasileiro para a sociedade entre as estatais dos dois países.





Pelo acordo firmado em 2005, a Petrobras entraria com 60% de investimentos na refinaria, enquanto a PDVSA arcaria os 40% restantes. Até agora, 35% das obras foram executadas apenas com recursos da Petrobras. A previsão é de que a refinaria comece a funcionar em 2013 e que refine 65 mil barris de petróleo por dia.





De acordo com o ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, outubro é o prazo estabelecido para a Venezuela entrar com sua parte no acordo. “Estamos esperando até outubro para que a PDVSA resolva suas pendências com o BNDES para que possa entrar com 40% para construção da Refinaria Abreu e Lima.”
O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, manteve postura da empresa de não comentar sobre o assunto. Esta semana, a empresa divulgou nota à imprensa.



Edital para porto seco deve sair até o final do ano


CARGAS Porto seco poderá armazenar mercadorias que chegam ao Porto de Suape, que movimentou o recorde de um milhão de cargas em agosto (Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem)


O projeto da Receita Federal para o edital de licitação de implantação de um porto seco nas proximidades de Suape ainda está em fase de elaboração. De acordo com Estevão Oliveira, chefe substituto da Administração Aduaneira da Receita Federal, a previsão é que daqui a 30 dias o projeto esteja pronto, com área mínima de armazenagem do porto, número de vagas de contêineres e outros dados definidos.


A área do porto deve ser equivalente ou maior que a do único porto seco que existe no Estado, de acordo com Estevão Oliveira. Operado pelo Grupo ABC, o porto seco que funciona no Recife possui área total de 35 mil metros quadrados (m²), sendo 7 mil m² de área construída e um pátio para contêiner com 23 mil m². O edital deve ser divulgado até o final deste ano e a construção deve ter início em 2012, com previsão de início de operação em 2013.


O prazo de exploração do terreno da empresa ganhadora da licitação é de 25 anos que podem ser estendidos por mais 10 anos. Fora o preço do terreno, são estimados R$ 20 milhões para a construção do porto seco e a compra de equipamentos.


Os licitantes devem cumprir as exigências do edital, aponta Estevão Oliveira. “As empresas licitantes devem ter o terreno, com licença ambiental e alvará de funcionamento.” O operador do porto seco vencedor da licitação será o que apresentar as menores taxações do serviço e pagarão a taxa do Fundo Especial de Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades de Fiscalização (Fundaf) correspondente a 6% da receita mensal do armazenamento e movimentação de mercadorias.



Receita Federal deve abrir edital para porto seco de R$ 20 milhões próximo a SUAPE


Foto: Divulgação


A Receita Federal deve abrir edital de licitação para exploração de porto seco no entorno de Suape. Ainda em fase de elaboração de projeto, a Superintendência da Receita Federal do Brasil na 4ª Região Fiscal, no Recife, estima um investimento de R$ 20 milhões pela empresa vencedora para a construção e compra de equipamentos do porto seco, que deve ser construído em Jaboatão, Ipojuca ou Cabo de Santo Agostinho, nas proximidades do Complexo de Suape. A previsão é que o edital seja publicado até o final deste ano e que o porto seco entre em operação em 2013.


Hoje, o único porto seco – são armazéns de uso público onde são executadas operações de movimentação, armazenagem e despacho de mercadorias, sob controle aduaneiro, podendo operar com cargas de importação e exportação – que existe em Pernambuco está localizado no bairro do Jiquiá, no Recife. De acordo com o chefe substituto da Administração Aduaneira da Receita Federal, Estevão Oliveira, um novo porto seco nas proximidades de Suape deve contribuir tanto com crescimento do comércio exterior quanto para desafogar o Porto de Suape, que bateu recorde de movimentação de cargas no mês de agosto, movimentando mais de um milhão de toneladas.


“Observamos um crescimento muito grande de empresas que se instalam em Suape e essa região deve crescer ainda mais. Suape já tem a intenção de ampliar área do cais e dos temrinais de armazenamento, mas o porto seco deve contribuir para evitar a sobrecarga na área do porto”, aponta Estevão Oliveira, que também indica que o crescimento do comércio exterior no Brasil e em Pernambuco é outro fator que contribui para a abertura do edital.


“Enquanto a economia brasileira cresce a taxas de 5% nos últimos anos, o comércio exterior cresce entre 20% e 25% ao ano. Aqui no Estado, só no primeiro semestre deste ano, o número de declaração de importações aumentou cerca de 23%.”

Pernambuco em Desenvolvimento

Notícias do dia
14/09/2011

Jornal do Commercio
Economia
14/09/2011


Energia
Suape terá térmica a óleo combustível
Grupo Bertin vai investir R$ 2 bilhões na usina, que deverá operar em 2013



Foto: Bobby Fabisak/Jc Imagem

O governo de Pernambuco e a Star Energy Participaçãoes - braço de energia do Grupo Bertin - assinaram nesta terça-feira (13) protocolo de intenções no Palácio do Campo das Princesas para a construção de uma termelétrica e de um terminal de granéis líquidos no Complexo de Suape. O investimento está estimado em R$ 2 bilhões e a estimativa é iniciar a operação em janeiro de 2013.

Apesar da geração de 500 empregos diretos, 2 mil indiretos e outros 4 mil na construção, o empreendimento é considerado controverso, porque aposta numa matriz energética poluente, em desalinho com a onda verde das energias renováveis. Os executivos defendem que se a termelétrica fosse movida a gás natural não teria viabilidade econômica e o Estado não teria condições de fornecer o gás natural necessário à operação da usina.

"Para gerar 1.000 MW (megawatts) seriam necessários 4 milhões de metros cúbicos de gás natural por dia e não existe essa disponibilidade no Estado", defendeu o diretor de implantação do empreendimento, José Faustino Cândido. O executivo também destacou que existe espaço para todas as matrizes energéticas e que o projeto atende a todas as exigências nacionais e internacionais na questão ambiental.

Com a assinatura do protocolo e a liberação do terreno, a empresa poderá solicitar as licenças ambientais e os financiamentos bancários. A térmica terá capacidade para gerar 1.452 MW, volume suficiente para atender a todo o Grande Recife.

Fundado há mais de 30 anos na cidade de Lins, interior do Estado de São Paulo, o Grupo Bertin iniciou suas atividades no segmento de agroindústria. A partir de 2003, expandiu suas operações para os setores de infraestrutura e em 2006 para energia.



Folha de Pernambuco
Economia
14/09/2011



Petrobras confirma negociação

REFINARIA aguarda recursos de estatal venezuelana


SÃO PAULO (AE) - A Petrobras enviou oficio à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) com esclarecimentos a respeito do acordo entre a empresa e a estatal venezuelana PDVSA para criar uma sociedade para a construção da Refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco. De acordo com a estatal, para viabilizar a entrada da PDVSA na sociedade, é necessário que esta adquira 40% das ações da Abreu e Lima, se responsabilizando ainda por 40% da dívida contraída, assim como por todas as obrigações contratuais resultantes desta, incluindo as garantias exigidas pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).


“Devido à necessidade de novos aportes na Abreu e Lima para ser dado prosseguimento à construção da refinaria, a Petrobras confirma que está negociando com a PDVSA uma data limite para realizar a transação acima descrita”, informou a companhia.


Na última segunda-feira, o porta-voz da Presidência da República, Rodrigo Baena, anunciou que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, havia telefonado para a presidente Dilma Rousseff para lhe informar que a PDVSA ofereceu as garantias à Petrobras, para que fosse fechado acordo entre os dois países para a conclusão da construção da Refinaria Abreu e Lima.


Em 26 de março de 2008, foi assinado acordo entre as empresas. Para dar início ao projeto, a Petrobras constituiu a empresa Refinaria Abreu e Lima, atualmente 100% controlada pelo Grupo Petrobras. A companhia também confirma que celebrou em 2009 um contrato de financiamento com o BNDES para a construção da Refinaria, conforme informações disponíveis em suas demonstrações financeiras.


Cadê a preservação ambiental?



Pernambuco ganhou a maior térmica movida a motor do mundo. A Star Energy Participações, do grupo Bertin, anunciou ontem um investimento de R$ 2 bilhões no Complexo Industrial Portuário de Suape. Agora, antes da comemoração, um ponto deve ser levado em consideração: o impacto ambiental. A operação de uma termelétrica deste porte pode trazer problemas ambientais para o Estado. Isso porque a térmica será movida a óleo diesel, ou seja, um combustível fóssil, derivado de petróleo, considerado extremamente poluente. E este impacto poderia ser evitado. Se o empreendimento fosse movido a gás, o impacto ambiental seria menor. Mas, segundo os diretores da Star Energy, esta conversão leva tempo e a térmica não ficaria pronta no prazo determinado nos leilões de energia, que é janeiro de 2013. E esta não será a primeira térmica pernambucana. O Complexo de Suape já possui outras dois empreendimentos deste tipo: a TermoPernambuco e a Suape Energia, que juntas geram 500 Mega Watts (MW) de energia. No tempo em que se discute os cuidados com o meio ambiente, o ideal seria a aposta em empreendimentos de geração de energia limpa. Mas, pelo visto, o retorno financeiro conta mais do que a preservação ambiental.



Trocando experiências - Empresários pernambucanos e representantes do Governo do Estado embarcarão amanhã para o Sul do País. O grupo irá conhecer a atuação do Rio Grande do Sul na área naval e o desenvolvimento de parques tecnológicos nas universidades de Porto Alegre. A iniciativa faz parte do projeto Suape Global, que visa transformar o Estado em um polo mundial nas áreas de petróleo, gás, offshore e naval.



A Carta do Cabo



A população do Cabo de Santo Agostinho não está nada satisfeita com o crescimento econômico da região de Suape. O problema é que faltam investimentos públicos. Por este motivo, o Fórum das Entidades do Cabo de Santo Agostinho e o Movimento Eco-Vida entregam hoje, durante uma assembleia popular na Câmara de Vereadores do município, a “Carta do Cabo”. No documento, os movimentos observam o crescimento de problemas como a falta de mobilidade, a violência e a falta de mão de obra qualificada.


Diário de Pernambuco
Diário econômico
14/09/2011


Volkswagen pode operar em SUAPE
Caso negociações se concretizem, empresa deve montar centro de distribuição semelhante ao da GM



Área próxima ao Cais 4 deverá ser estruturada para um grande pátio de veículos.
Imagem: TERESA MAIA/DP/D.A PRESS

A Volkswagen poderá ser a próxima montadora a ter uma operação de veículos no Complexo Industrial Portuário de Suape. Executivos da empresa estiveram sobrevoando a área há cerca de quatro meses e demonstraram interesse. Caso as negociações avancem, a operação deverá ser semelhante à mantida atualmente pela General Motors. O pátio é público e operado por uma empresa contratada por Suape. No caso da GM, a Tegma.


O vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, não confirmou nem desmentiu a informação. Segundo ele, o complexo está aberto a qualquer empresa que tenha interesse nesse tipo de operação. “Pode ser a Volkswagen, a Ford, qualquer uma. Ou nenhuma”, despistou. Ele lembra que a Fiat já anunciou que pretende ter um centro logístico e uma central de distribuição em Suape, mesmo tendo optado por instalar seu complexo fabril em Goiana, na Mata Norte.


A Volkswagen mira Suape desde 2008, quando em abril daquele ano um diretor da empresa esteve no Recife e anunciou que a montadora alemã estava estudando a instalação de uma central de distribuição em Pernambuco, para atender ao Norte/Nordeste. Na época, o empreendimento estava orçado em R$ 12 milhões.


Frederico Amâncio afirma que Suape está estruturando um grande pátio de veículos, na retroárea do Cais 4. O local deverá ser cercado, pavimentado e alfandegado, uma vez que as operações envolvem importação e exportação de veículos. “Nesse pátio poderemos operar com veículos de várias montadoras e talvez nem precisemos fazer licitação, pois a Tegma já tem contrato conosco”, disse.


O CD da GM, o único em operação atualmente em Suape, foi inaugurado em maio de 2010. O pátio, de 37 mil metros quadrados, tem capacidade para movimentar até 25 mil unidades por ano. Daqui, a GM distribui seus veículos para 49 concessionárias em 14 estados do Norte e Nordeste.


Por enquanto, a operação da GM envolve apenas os veículos importados de Rosário (Argentina). Ainda este ano, devem começar a chegar os modelos Captiva, do México, e o Ômega, produzido na Austrália. Também há expectativa de importação do Malibu (Estados Unidos) e do Camaro (Canadá).


A operação da central da GM envolve atividades como atracação dos navios, inspeção, transferência dos carros do navio para o pátio, armazenamento, preparação dos veículos e carregamento, que é o embarque nas carretas. Esse trabalho envolve a mão de obra direta de 45 pessoas e mais cerca de 200 empregos indiretos a cada desembarque.


Suape possui hoje 140 empresas implantadas e em implantação. São pelo menos 60 mil pessoas trabalhando no local. O estado negocia com outras 24 companhias, entre fabricantes de pás eólicas, fábricas de pneus, empresas do ramo alimentício. São projetos da ordem de R$ 10 bilhões, com potencial de gerar 8.860 empregos.

Usina vai para área da Fiat


Governador assinou protocolo de intenções coma Bertin. Imagem: ALUÍSIO MOREIRA/SEI

O Cabo não ficou com a maior fábrica da Fiat, mas ganhou a maior termelétrica do mundo. A usina será construída em uma área de 80 hectares, em parte do terreno que seria destinado à montadora. “Recebemos na semana passada a confirmação da localização”, afirma Evandro Miessi, diretor presidente da Star Energy, do Grupo Bertin. O terminal ficará 10 km distante da térmica, em um terreno com 14 hectares, dentro da área do Porto de Suape, em Ipojuca.


O Grupo Bertin detém o controle acionário de uma segunda usina que está sendo construída no Complexo de Suape, com capacidade de 380 MW (a primeira foi a Termopernambuco, com 500 MW). A usina, que está sendo construída em sociedade com a Petrobras, recentemente foi alvo de disputa acionária. A estatal chegou a divulgar que assumiria 55% do controle para garantir a entrega da usina em janeiro de 2012. Miessi garante que foi “um mal-entendido e que o grupo Bertin continua com o controle de 80% da Suape II”. O grupo tem 22 usinas contratadas em leilão para colocar em operação até 2013, com um investimento total de R$ 6 bilhões. Além das seis que serão instaladas em Pernambuco (Suape II e as cinco que deram origem a Suape III), serão doze na Bahia, totalizando 2112 MW, e mais quatro no Espírito Santo (800 MW). Atualmente, o grupo mantém sete usinas em operação.


“Por enquanto, estamos tocando sozinhos essa nova usina em Pernambuco, mas podemos buscar sócios”, relata Evandro Miessi. Suape II e Suape III serão movidas a óleo combustível. Miessi comenta que o grupo chegou a cogitar converter esta última a gás natural, que é menos poluente. A conversão passou a ser permitida a partir do decreto 7523, publicado neste ano. “Mas não era viável economicamente. Também não havia disponibilidade de gás natural”, destaca Miessi. Se a térmica fosse convertida a gás, de acordo com ele, o consumo seria de 6 milhões de metros cúbicos por dia. Seis vezes mais que a atual demanda do estado, que é de 1,1 milhão.



Ne10
Pernambuco Investimento
14/09/2011



SUAPE vai ganhar a maior termelétrica do mundo



Foto: Arnaldo Carvalho/JC Imagem


SUAPE vai ganhar uma termelétrica orçada em R$ 2 bilhões. Nesta terça-feira, o Governo do Estado assinou protocolo de intenções com a Star Energy Participações, do Grupo Bertin. Com capacidade de gerar 1.452 Megawatts por hora, a termelétrica será a terceira do Complexo de Suape e a maior do mundo. A expectativa é de que 2.500 empregos, entre diretos e indiretos, sejam gerados quando a unidade entrar em operação, e outros quatro mil sejam abertos durantes as obras.


“Escolhemos Pernambuco para fazer o nosso maior empreendimento de energia e maior térmica do mundo. São 1.452 MW, o suficiente para produzir energia para toda a Grande Recife num eventual colapso”, disse Fernando Antônio Bertin, diretor do grupo.


Além da termelétrica, será instalado um Terminal de Armazenagem de Granéis Líquidos, que vai comportar o combustível utilizado na usina, movida a diesel. Durante a cerimônia, o governador Eduardo Campos falou da importância da termelétrica.

Pernambuco em Desenvolvimento



Imagem: ALCIONE FERREIRA/DP/D.A PRESS

Notícias do dia
13/09/2011


Jornal do Commercio
Economia
13/09/2011


Logística
Porto de SUAPE bate recorde de carga em agosto
Pela primeira vez o complexo bate um milhão de toneladas em um mês

O crescimento da economia de Pernambuco se reflete no Complexo de Suape. No mês passado, o porto registrou pela primeira vez a movimentação recorde de um milhão de toneladas, em um mês. O grande alavancador foi o Terminal de Contêineres, que registrou aumento de 46,7% na comparação com agosto de 2010. No volume geral de cargas, a expansão foi de 32,1% no mesmo intervalo.

O Porto de Suape já começa a sentir o impacto das novas linhas de longo curso Ásia-Suape, que entraram em operação em agosto. “Pela primeira vez na história do Porto a movimentação do mês ultrapassa um milhão de toneladas, um recorde que não só ratifica Suape como um importante porto distribuidor de cargas, como reforça todas as expectativas de fecharmos o ano com mais de 10 milhões de toneladas de movimentação”, comemora o vice-presidente de Suape, Frederico Amancio.

No ano passado, Suape movimentou 9 milhões de toneladas de cargas e a estimativa para este ano é alcançar 10 milhões de toneladas, volume que deve ser ultrapassado se for mantido o mesmo ritmo de crescimento.


Fluxo de carga é recorde em SUAPE



MERCADO EM EXPANSÃO Complexo contabilizou 1 milhão de toneladas no mês de agosto. No ano, crescimento já é de 21% quando comparado ao mesmo período de 2010
O Complexo de Suape comemora crescimento recorde na movimentação de cargas em agosto. Pela primeira vez na história do porto, o volume mensal ultrapassou a casa de 1 milhão de toneladas. O resultado consolida Suape como hub port (porto concentrador de cargas) do Nordeste e deverá superar a estimativa prevista para 2011, que era de movimentar 10 milhões de toneladas.


Estamos crescendo acima do PIB de Pernambuco e acima da base do ano passado, que já era alta”, destaca o vice-presidente de Suape, Frederico Amâncio, recordando que em 2010 a movimentação chegou a 9 milhões de toneladas (aumento de 16,3% sobre 2009). O executivo também reforça que a expansão não foi resultado de um fato isolado, mas de um crescimento sustentado, motivado pela atração de novas linhas de navegação e pela movimentação de cabotagem (entre portos do País).



Dentre as novas linhas estão operações de longo curso entre Suape e a Ásia, realizada por armadores como Hamburg Süd e Maersk. São as primeiras linhas diretas do continente asiático para o Nordeste. Antes, as escalas aconteciam no Porto de Santos. Os navios fazem escalas semanais e servem tanto de porta de entrada como de saída para produtos redistribuídos pelos portos nordestinos.



De janeiro a agosto deste ano, a movimentação de cargas de Suape cresceu 21%, alcançando 6,7 milhões de toneladas. O maior aumento é registrado para cargas conteinerizadas, acompanhando uma tendência mundial. A movimentação de contêineres aumentou 35% no período e 46,7% só em agosto, na comparação com igual mês de 2010. Segundo Amâncio, do total movimentado, 46% é de granéis líquidos (combustíveis) e produtos químicos e outros 46% de contêineres. As importações (não só internacionais, quanto de outros Estados) respondem pela maior parte da movimentação, respondendo por 70% do total.



Amâncio adianta que a tendência é de crescimento exponencial na movimentação de Suape a partir dos próximos anos. Para 2010, a previsão era movimentar 10 milhões de toneladas, mas já está sendo revisada para 11 milhões de toneladas. Esse volume vai dobrar quando a Refinaria Abreu e Lima entrar em operação. Só a unidade de refino vai movimentar 10 milhões de toneladas, com a entrada de óleo bruto e a saída de produtos acabados, principalmente diesel, diz.



Nos próximos dias, o Porto de Suape também começa a lançar editais de uma série de obras de infraestrutura no complexo. Uma que já foi licitada e que será iniciada é a dragagem para o cluster naval, que vai permitir a instalação dos estaleiros Promar e Construcap. A obra está prevista em R$ 94 milhões e deverá começar até o final desta semana



Folha de Pernambuco
Economia
13/09/2011


Mais um recorde para Suape



O crescimento do Estado está refletido no transporte de cargas por navios. Em agosto, a movimentação de cargas no Porto de Suape registrou um novo recorde. No período, o volume transportado foi superior a um milhão de toneladas e a de contêineres, superior a 40 mil teus (unidade equivalente a 20 pés). Os números representam, respectivamente, um crescimento de 32,1% e 46,7%, em relação a agosto do ano passado. Em outras palavras, estamos importando mais. Isso porque, o Porto de Suape possui a característica de ser uma porta de entrada de mercadorias para outros destinos do Norte e Nordeste. É por este motivo que as operações de cabotagem também continuam crescendo de maneira acelerada. No comparativo com 2010, a evolução foi de 32%, nos primeiros oito meses deste ano. Pelo visto, a meta de 10 milhões de toneladas movimentadas este ano vai mesmo ser atingida. A tendência é que os números sejam ampliados. Com o início da operação da Refinaria Abreu e Lima, em 2013, por exemplo, a expectativa é de que 30 milhões de toneladas sejam movimentadas. Neste sentido, precisamos tomar cuidado, o crescimento exige investimento em infraestrutura. E se não corrermos, podemos ficar para trás.



Novos investimentos - Para atender a demanda da Refinaria Abreu e Lima, que entra em operação em 2013, o Porto de Suape irá realizar o aprofundamento do canal externo. Segundo o vice-presidente do Porto de Suape, Frederico Amâncio, o canal passará de 16 metros de profundidade para 20 metros. “Essa obra também irá preparar o porto para o recebimento do terminal de granéis sólidos”, afirmou. A previsão é de que esta obra fique pronta já no próximo ano.




Diário de Pernambuco
Diário econômico
13/09/2011

Um milhão de toneladas

Pela primeira vez em um mês, o Porto de Suape registrou uma movimentação de cargas superior a um milhão de toneladas. Foram movimentadas 1.057.709 toneladas em agosto, um crescimento de 32,1% em relação ao mesmo mês de 2010. A movimentação de contêineres também bateu recorde, superando a marca de 40 mil TEUs – foram 42.884 TEUs movimentados pelo Tecon Suape, ou 46,7% a mais do que no mesmo período do ano passado. De janeiro a agosto já passaram pelo principal porto pernambucano mais de 6,79 milhões de toneladas de carga, 21% a mais do que no período anterior. Já a movimentação de contêineres evoluiu 35%. Os números refletem o impacto das novas linhas de longo curso vindas da Ásia. A expectativa é fechar o ano com mais de 10 milhões de toneladas. Com o início da operação de grandes empreendimentos, como a refinaria, esse volume deverá chegar a 30 milhões de toneladas em 2013.











Portos e Navios
13/09/2011


SUAPE terá termelétrica e terminal de granéis líquidos de R$ 2 bilhões






O Complexo Industrial Portuário de Suape ganhará uma termelétrica e um terminal de armazenagem de granéis líquidos da Star Energy Participações, do Grupo Bertin. O empreendimento contará com investimentos de R$ 2 bilhões e deve gerar 500 empregos diretos, além de 2 mil postos de trabalho indiretos e 4 mil durante no canteiro de obras, segundo cálculos do governo do estado.



O protocolo de intenções será assinado por dirigentes da empresa e pelo governador Eduardo Campos amanhã (13), às 16h, no Palácio do Campo das Princesas.



A unidade termelétrica será a terceira usina instalada em Suape e a maior do estado, com capacidade de gerar 1.452 MW (megawatts). O projeto do terminal de armazenagem utilizará óleo combustível, mas permitirá a movimentação de outros insumos, ampliando a capacidade de armazenagem do polo de granéis líquidos em Suape.

Noticias




Edições Anteriores
10/09/2011

Folha de Pernambuco
Economia
10/09/2011


PDVSA dá garantias à Petrobras

Estatal venezuelana fará acordo para construção da Refinaria Abreu e Lima

CHÁVEZ fez comunicado ontem à tarde, por telefone, para Dilma Rousseff


BRASÍLIA (AE) - O porta-voz da Presidência, Rodrigo Baena, anunciou, ontem, que o presidente da Venezuela, Hugo Chávez, telefonou às 15h para a presidente Dilma Rousseff para lhe informar que a PDVSA ofereceu as garantias à Petrobras para que fosse fechado acordo entre os dois países para a conclusão da construção da Refinaria Abreu e Lima, em Ipojuca, Litoral Sul de Pernambuco.


A construção do empreendimento enfrentava problemas porque o acordo original firmado em 2005 previa que a Petrobras arcaria com 60% dos custos e a venezuelana PDVSA, com os restantes 40%. Porém, já chegando a 40% das obras executadas, a PDVSA ainda não cumpriu sua parte, apesar das muitas reuniões e acertos entre as empresas nos últimos anos. Diante disso, a Petrobras, para manter a parceria, deu um prazo até 30 de setembro para que a PDVSA e o Governo venezuelano deem as garantias financeiras de que irão cumprir seus compromissos econômicos firmados e permanecer no negócio.


Segundo o porta-voz, os dois presidentes “se congratularam” pelo fechamento de acordo entre as empresas e Chávez disse que “isso poderia aumentar ainda mais a integração energética dos países, dadas as possibilidades ainda existentes nas áreas de gás e petróleo”. Na conversa, Dilma agradeceu os cumprimentos pelo 7 de Setembro e perguntou sobre o estado de saúde de Chávez, que disse estar bem. Chávez está sendo submetido à quimioterapia em Cuba, para combater um câncer na região pélvica.


O presidente venezuelano convidou Dilma para participar de uma reunião bilateral, na Venezuela, quando for realizada a primeira reunião da Celac, a Comunidade dos Estados Latino-Americanos e Caribenhos, criada em substituição à Cúpula da América Latina e do Caribe (Calc) e que assumirá também o patrimônio histórico do Grupo do Rio.


Esta será a primeira reunião da Celac, que deveria ter ocorrido antes, na Venezuela, mas Chávez adoeceu e o encontro foi cancelado. A nova data está marcada para os dias 2 e 3 dezembro. A presidente Dilma aceitou o convite para a reunião bilateral e a participação no encontro





Notícias do dia
12/09/2011




Folha de Pernambuco
Economia
12/09/2011


Refinaria - O presidente da Refinaria Abreu e Lima, Marcelino Guedes, fará palestra hoje durante a reunião do Comitê de Energia da Amcham-Recife. Na ocasião, serão debatidas as oportunidades geradas para o setor energético.



Portos e Navios
12/09/2011


Suape insere PE na cadeia produtiva do petróleo





Carro-chefe dos projetos estruturadores em Pernambuco, Suape é a entrada do Estado na cadeia nacional de petróleo, que já representa 60% dos investimentos industriais no País. Com o pré-sal, o Brasil está entre os maiores produtores mundiais de petróleo. Inserir Pernambuco nesse mercado é a oportunidade de impulsionar o PIB estadual, que deve triplicar nos próximos 25 anos.



E a Refinaria do Nordeste Abreu e Lima (Rnest), maior emprendimento do Complexo de Suape, é um exemplo dessa inserção. Na última sexta-feira, finalmente foi anunciado o acordo estabelecido entre o Brasil e a Venezuela. Além da Petrobras, agora a estatal venezuelana PDVSA vai entrar com investimentos na construção da refinaria, que está com 35% das obras concluídas.



“Mesmo sem ter poços de petróleo, Pernambuco atrelou sua economia a essa matriz energética com a refinaria e a petroquímica”, destaca o consultor Francisco Cunha, da Consultoria TGI. De acordo com a Consultoria IHS Cera, o Brasil lidera o ranking mundial das maiores descobertas de petróleo, que deve se manter entre as principais matrizes energéticas do mundo nos próximos 50 anos.



Pelas projeções do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o País deve crescer a um ritmo de 5,8% ao ano até 2015, enquanto o crescimento da economia mundial deve ser de 3,5%.



Com um investimento estimado em mais de R$ 21 bilhões, a Rnest deve ficar pronta em 2013. Pelo acordo firmado em 2005 entre a Petrobras e a PDVAS, a estatal brasileira entraria com 60% dos investimentos para a construção da fábrica, enquanto a estatal venezuelana investiria 40%.



Entretanto, até agora apenas a Petrobras entrou com recursos, tendo feito um empréstimo de R$ 10 bilhões no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). A expectativa agora é que até a data-limite de 30 de novembro a PDVSA realize o depósito.



A refinaria deve começar processando 65 mil barris de petróleo por dia, sendo que metade de sua produção deve ser destinada à Venezuela. Além de coque, nafta e gás liquefeito de petróleo (gás de cozinha), a Rnest vai processar óleo diesel com baixo teor de enxofre, que vai representar 20% do consumo do País.



“A refinaria será a primeira unidade da Petrobras a adotar o sistema Snox, que retém o enxofre e o nitrogênio emitidos nos processos de refino”, enumera Marcelino Guedes, presidente da Rnest.

sexta-feira, 9 de setembro de 2011

Pernambuco em Desenvolvimento



Área Portuária de Recife

Notícias do dia
09/09/2011


Jornal do Commercio
Economia
09/09/2011


Temporada de exportação de açúcar no Porto do Recife


O Porto do Recife prevê um aumento de pelo menos 5% na exportação de açúcar nesta temporada, que tem início em setembro de 2011 e vai até meados de abril de 2012.



Neste período, é esperado o embarque de 720 a 750 mil toneladas da nova safra pelo cais recifense, segundo dados levantados pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar – PE). No ano anterior, 680 mil toneladas saíram do ancoradouro rumo aos Estados Unidos, Emirados Árabes, leste da Europa e norte da África, principais destinos da mercadoria.



A movimentação já começa a ser percebida. Nesta sexta-feira (08), atraca no cais 05 do Porto, o navio Nour, com a missão de levar 14 mil toneladas de açúcar em sacos para a Tunísia, no norte da África. A exportação do açúcar, a granel ou em sacos, é uma das principais atividades do Porto Organizado do Recife. Em 2010, por exemplo, representou um pouco mais de 40% de toda movimentação realizada.



“A direção do Porto provocou uma serie de reuniões com os principais envolvidos nas operações para aumentar a eficiência e a agilidade dos embarques de açúcar. Esperamos reduzir o tempo de ocupação dos berços de atracação e, consequentemente, a espera dos navios na área de fundeio”, afirma o gerente de operações, José Divard.



É pelo cais recifense que sai a maior parte do açúcar produzido em Pernambuco. Ainda segundo dados do Sindaçucar, 55% de toda a produção local é destinada a exportação, sendo que 80% são embarcadas pelo Porto do Recife e o restante, cerca de 150 mil toneladas, por Suape.




Folha de Pernambuco
Economia
09/09/2011


Exportações devem crescer cerca de 5%


ANDRÉ CLEMENTE

Começa hoje a movimentação da temporada de exportação de açúcar pelo Porto do Recife. Segundo o diretor de Operações do terminal marítimo, Sidnei Aires, o volume de incremento ainda é tímido, porém eficaz. “De acordo com dados levantados pelo Sindicato da Indústria do Açúcar e do Álcool no Estado de Pernambuco (Sindaçúcar-PE), teremos um aumento de 5% na exportação de açúcar nesta temporada”, disse. “O circuito começa quando o navio Nour atracar no cais 5 do Porto. A missão será levar 14 mil toneladas de açúcar em sacos para a Tunísia, no norte da África”, pontuou.



A temporada segue até meados de abril de 2012. É esperado o embarque de 720 a 750 mil toneladas da nova safra pelo cais recifense. No ano anterior, 680 mil toneladas saíram do ancoradouro rumo aos Estados Unidos, Emirados Árabes, leste da Europa e norte da África, principais destinos da mercadoria. “O crescimento é pequeno, mas o trabalho é planejado para que haja redução de tempo de ocupação dos berços e da espera dos navios na área de fundeio (onde as embarcações ficam atracadas). Planejamos executar o processo em, no máximo, 12 dias”, destacou Aires.



Em 2010 o açúcar representou mais de 40% da movimentação no Porto. Segundo o Sindaçúcar-PE, 55% de toda a produção local é destinada à exportação, sendo que 80% são embarcadas pelo Porto do Recife e o restante, por Suape.


Exportação - O Porto do Recife prevê um aumento de pelo menos 5% na exportação de açúcar nesta temporada, que tem início este mês e segue até abril. Segundo levantamento do Sindaçúcar-PE, no período, é esperado o embarque pelo cais recifense de 720 a 750 mil toneladas de açúcar. O primeiro navio que levará açúcar para fora atraca hoje no Porto do Recife e seguirá para a Tunísia.



Diário de Pernambuco
Diário econômico
09/09/2011


Moinho cearense em SUAPE
AUGUSTO FREITAS
Grupo Jereissati vai investir R$ 200 mi em unidade que deve gerar 200 empregos. Obra inicia até março


Pernambuco vai ganhar uma nova fábrica de farinha de trigo. O grupo paulista Jereissati, detentor do Grande Moinho Cearense, anunciou a construção de uma unidade no Complexo Portuário de Suape, com 50 mil metros quadrados de área. A capacidade de moagem será de 1,3 mil toneladas de farinha por dia, volume 30% superior à do moinho do grupo no Porto do Mucuripe, em Fortaleza.


O investimento no empreendimento é de R$ 200 milhões e a unidade vai gerar 200 empregos diretos. A estratégia do Moinho Cearense é atender a demanda do produto nos mercados mais ao sul e ao leste da região Nordeste, como os estados da Bahia, Sergipe, Paraíba e Alagoas, além de Pernambuco. As obras devem começar até março de 2012 e a previsão é de que em dezembro de 2013 a indústria entre em operação.


“A fábrica de Suape vai garantir maior lucratividade a partir da redução das despesas com frete, que podem responder por até 10% do preço de venda dos produtos. Atualmente, uma saca de 50 quilos de farinha de trigo custa R$ 72 e para transportar uma saca de farinha de Fortaleza a Salvador são gastos R$ 7”, explicou Roberto Schneider, presidente do Moinho Cearense.


A unidade de Suape vai superar em 32 mil metros quadrados a matriz de Fortaleza, assim como a capacidade de armazenagem de grãos de trigo que será maior, de até 50 mil toneladas, 15 mil a mais que a co-irmã. Além disso, deve liberar parte da produção de Fortaleza, suprindo os pedidos dos demais estados do Nordeste e da região Norte, até o Acre. O grupo não informou a quantidade de silos e entre-silos do projeto pernambucano.


Segundo a empresa, a construção do novo moinho se deve ao aquecimento do setor, já que nos primeiros sete meses de 2011 a empresa faturou R$ 229,04 milhões, 51,2% a mais que o mesmo período de 2010. Nesse intervalo, o Moinho Cearense registrou um crescimento de 69,8% nos lucros. “Em Suape, poderemos vender entre 500 mil e 550 mil sacas de 50 quilos por mês”, completou Schneider.

Noticias de Pernambuco




Notícias do dia
08/09/2011


Folha de Pernambuco
Economia
08/09/2011



Quanto vale a ferrovia Transnordestina?

Governo Federal segura pedido de revisão de preços há 6 meses



PREÇO do quilômetro é a metade do calculado no mundo


Os envolvidos no processo da construção da Ferrovia Transnordestina parecem trabalhar em projetos paralelos. A Transnordestina Logística S.A. (TSA), responsável pelas obras, reitera um retorno do Ministério dos Transportes sobre o pedido de revisão de preços para a malha ferroviária há pelo menos seis meses. Por outro lado, o Governo de Pernambuco, por meio da Secretaria de Recursos Hídricos, que não faz parte do processo, anunciou alteração no trecho pernambucano com cál­culo diferente do atual.


O valor do projeto anunciado em 2008 era de R$ 5,4 bilhões. Segundo o presidente da TSA, Tufi Daher Filho, o cálculo realizado considerava o valor de R$ 2,9 milhões por quilômetro. De acordo com ele, as ferrovias de classe mundial são construídas baseadas no preço de R$ 5 milhões. A solicitação, no entanto, gira entre R$ 3,5 milhões e R$ 4 milhões. Como a Transnordestina tem 1.738 quilômetros, a obra passaria a custar no mínimo R$ 6 bilhões.


Há dez dias, para justificar a alteração do trecho da ferrovia em Pernambuco, com aumento de dez quilômetros, o secretário executivo de Recursos Hídricos de Pernambuco, José Almir Cirilo, pontuou um acréscimo de R$ 35 milhões, com cálculo de R$ 3,5 milhões por quilômetro. O trajeto pernambucano terá aumento para sair de áreas de inundação e de construção da barragem de Serro Azul, planejada para contenção de águas. Mesmo com alteração divulgada, a assessoria da TSA diz que a mudança depende de projeto executivo.


Para se ter uma ideia da confusão, a análise do pedido de revisão de preços foi iniciado também pelo Ministério da Integração Nacional, que acabou passando a bola para o Ministério dos Transportes. Este último, que ao lado do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte (Dnit), está abalado pela crise política que resultou na demissão de mais de 20 pessoas, prometeu se posicionar hoje.


A assessoria de Imprensa do Ministério disse que a falta de retorno ocorre pela “análise do projeto”. No entanto, um dos braços direitos da presidente Dilma Rousseff já lamentou que a situação esteja interferindo nos projetos da pasta. A Ferrovia Trans­nordestina partirá de Eliseu Martins, no Piauí, em direção a Salgueiro, no Sertão de Pernambuco, de onde seguirá para os portos de SUAPE e de Pecém, no Ceará.

Um mercado promissor



Pernambuco tem um grande desafio pela frente: voltar a produzir e inserir o algodão pernambucano no mercado local consumidor do produto. E esta não é uma missão impossível. Há 20 anos, o Estado era líder na produção de algodão. Mas as lavouras foram atingidas por uma forte praga que impossibilitou o plantio. Agora o negócio precisa ser retomado. Isso porque, hoje, este é um mercado bastante promissor. Apenas o polo têxtil de Suape tem uma demanda de 40 toneladas por ano. E o produto está sendo comprado na Bahia. Ou seja, temos potencial e demanda, falta o produto. Mas, ao que tudo indica, o Governo do Estado despertou para este potencial. A Secretaria de Agricultura estadual distribuiu oito toneladas de sementes junto aos agricultores de base familiar do município de Surubim, no Agreste Setentrional. As sementes plantadas compõem uma nova variedade resistente a pragas. Em outubro serão realizadas as primeiras colheitas. Com o resultado, o que se espera é dar garantias que podemos atender a esta demanda e, o que é melhor, com um custo até 30% mais em conta. É um começo, mas os lucros só devem ser colhidos em 2014, quando, se tudo der certo, o Estado estará produzindo 40 mil toneladas de algodão por ano. Até lá, continuaremos perdendo mercado.

Pernambuco em Desenvolvimento

Notícias do dia
06/09/2011

Jornal do Commercio
Economia
06/09/2011

Estudo do complexo é adiado por 30 dias

POLO LOGÍSTICO Formatação do investimento de mais um aeroporto e um outro porto, localizados no Litoral Norte, ficou para outubro, diante da complexidade dos projetos

Giovanni Sandes


O consórcio à frente dos estudos de um complexo industrial com porto e aeroporto no Litoral Norte pediu ao governo a prorrogação do prazo de entrega dos resultados em um mês. O investimento é estimado em R$ 3 bilhões e o complexo, uma nova proposta de parceria público-privada (PPP), deve ficar na Ilha de Itapessoca, em Goiana. As empresas responsáveis pela análise técnica e financeira da PPP são as consultorias Promon Engenharia e STR Projetos.



A STR e a Promon não são empresas investidoras. A experiência das duas é na preparação de projetos em áreas como petróleo e gás e infraestrutura. Elas receberam autorização do governo para realizar os estudos no último dia 7 de junho. O prazo, de 90 dias, acabaria esta semana.



Mas, segundo o secretário de Governo, Maurício Rands, o consórcio pediu uma extensão de prazo e a solicitação já foi formalizada ao Comitê Gestor do Programa de PPPs (CGPE), encabeçado pela Secretaria de Governo.



De acordo com a secretaria, o consórcio alegou, como principal motivo para a necessidade de prorrogação, o elevado grau de complexidade para a elaboração dos estudos, que envolvem uma intrincada equação de viabilidade econômico-financeira e, por exemplo, análises de batimetria (avaliação do relevo submarino), além da frequência futura de dragagens. Itapessoca, há 50 anos, já foi utilizada como porto. Porém, é uma área bastante assoreada, com grande acúmulo de sedimentos.



O CGPE já aprovou informalmente a solicitação do consórcio e a autorização será publicada ainda esta semana. Com isso, o prazo passa para o início de outubro.



O complexo de porto e aeroporto é apenas um dos projetos bilionários envolvendo o Litoral Norte. No total, já foram confirmados ou estão em estudo R$ 12 bilhões em investimentos para aquela área de Pernambuco.



O maior investimento é o do complexo da Fiat, um conjunto de montadora e primeiro nível de fornecedores integrados – os chamados sistemistas – que chega a R$ 7,1 bilhões. Somente o grupo automotivo, de origem italiana, investirá diretamente R$ 4 bilhões, com geração estimada de 4.500 empregos diretos.



A avaliação é de que, em um raio de até 40 quilômetros de Goiana, serão instalados 60 fornecedores, número que pode crescer. A fábrica da Fiat instalada em Betim (MG) há 35 anos conta com 120 fornecedores com base em Minas Gerais.



Outro grande indutor de investimentos no Litoral Norte é o polo farmacoquímico, encabeçado pela Empresa Brasileira de Hemoderivados e Biotecnologia (Hemobrás). A fábrica, de R$ 670 milhões, está em obras e ancora um grupo de pelo menos outras sete empresas – que somam R$ 1 bilhão de aporte.



O governo autorizou ainda os estudos de uma outra PPP que também beneficiará o Litoral Norte, fazendo uma integração rodoviária com o Complexo Industrial Portuário de Suape.



Trata-se do Arco Metropolitano, uma nova rodovia de 80 quilômetros, aproximadamente, sendo 20 km aproveitados de estradas estaduais já existentes. O Arco também está em estudos e seu investimento gira em torno de R$ 1,6 bilhão. Seus resultados sairão no mês que vem.



Ne10
Pernambuco Investimento
06/09/2011

Movimentação de contêiner em SUAPE deve ser 30% maior este ano



Foto: Bobby Fabisak/JC Imagem

Por Lara Holanda

Primeiro porto do Nordeste a receber uma linha direta da Ásia, o Porto de SUAPE deve movimentar este ano um volume superior a 420 mil TEUs em contêineres, de acordo com a projeção feita pelo Complexo de SUAPE. Comparado aos 326.184 TEUs movimentados em 2010, o número representa um crescimento superior a 28% na movimentação de contêiner.

De acordo com o vice-presidente do Complexo Industrial Portuário de SUAPE, Frederico Amâncio, o porto já opera com 25% de sua área. “Mas devemos expandir sua área em três vezes até 2030. Já está sendo planejada a implantação de um novo terminal de contêiner.”

Amâncio destaca que o ganho em tempo na distribuição das mercadorias que chegam por SUAPE é de até uma semana. “A infraestrutura oferecida por SUAPE é o grande ímã para o Estado e até 2014 devemos transportar todos os tipos de cargas, como minérios e petróleo.” O vice-presidente de Suape aponta que, para dar o suporte à Refinaria Abreu e Lima no transporte de petróleo, foram investidos R$ 360 milhões no porto. “Novos empreendimentos em infraestrutura serão feitos até 2014.”


Suape muda economia de PE


Por Lara Holanda

Alavanca do desenvolvimento no Estado, o Complexo Industrial Portuário de Suape, no Litoral Sul, concentra gigantescos empreendimentos em seus 13,5 mil hectares: uma refinaria, três plantas industriais de uma petroquímica, um polo naval, com um estaleiro já em funcionamento e mais três em construção e um polo logístico. Em sua consolidação, o Estado deve receber R$ 52,7 bilhões em empreendimentos que devem gerar 80.700 postos de trabalho no período de implantação, de acordo com um estudo da Consultoria em Planejamento (Ceplan). Só entre os principais empreendimentos privados já foram investidos mais de R$ 33 bilhões.


Mais da metade desse montante, R$ 21 bilhões são direcionados para a maior obra do complexo: a Refinaria Abreu e Lima, responsável por atrair muitos dos negócios para a região, como destaca Valdeci Monteiro, economista e sócio da Ceplan. “Uma conjuntura de fatores impulsionou Suape. A decisão de trazer a refinaria foi o que incentivou outros empreendimentos a virem para cá, foi o grande marco.”


A chegada dessas estruturas transforma a Zona da Mata Sul, região tradicional da cultura canavieira e que agora ganha nova face com a industrialização e o surgimento de novas cadeias produtivas que não existiam em Pernambuco, como o setor de petróleo, gás, naval e offshore.


No entanto, esses novos segmentos econômicos chegam acompanhados de déficits que podem se tornar entraves ao avanço econômico. Para o secretário estadual de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, o Estado investe na solução desses gargalos.


“É um grande desafio para a formação de mão de obra, por exemplo. Criar essas cadeias produtivas e fazer com que as empresas pernambucanas entrem seja como fornecedoras desses grandes empreendimentos, seja para atrair empresas fornecedoras com interesse em colocar suas plantas industriais aqui, é outro ponto importante”, pontua.

Noticias de Pernambuco

Edições Anteriores
03/09/2011

Ne10
Pernambuco Investimento
03/09/2011

Litoral Sul ganha plano de mobilidade


Foto: Hélia Scheppa/JC Imagem

Com informações da Ascom Governo do Estado

Litoral Sul terá investimento de R$ 370 milhões em plano de mobilidade. Nesta sexta-feira (2), durante o lançamento do Plano Caminhos da Integração, o secretário de Desenvolvimento Geraldo Júlio apresentou o Mobilidade Sul, Estradas para o Turismo e Desenvolvimento.

Entre as obras anunciadas, está a implantação de três viadutos na PE-60, no trecho que corta o Cabo de Santo Agostinho. Também devem ser implementados o sistema VLT em Suape, o acesso à Praia do Toquinho e a pavimentação da rodovia Porto de Galinhas-Serrambi.


PE terá R$ 2 bilhões para rodovias


Com informações do Blog de Jamildo e Ascom Governo do Estado

Nesta sexta-feira (2), o Governo do Estado anunciou o investimento de quase R$ 2 bilhões até 2012 para o Plano de Infraestrutura Rodoviária de Pernambuco. Batizado de Caminhos da Integração, será executado pela Secretaria de Transportes. O valor será investido em obras de restauro, implantação, requalificação e duplicação em 72 rodovias do Estado, abrangendo quase dois mil quilômetros. Serão destinados R$ 40 milhões para os serviços de manutenção e conservação em 82 rodovias e R$ 18 milhões em sinalização. O plano contará com recursos federais (PAC), estaduais e também de Parcerias Público-Privadas (PPP).

Serão 16 rodovias no Sertão, 24 no Agreste, 20 na Zona da Mata e 12 na Região Metropolitana. Ou seja, de um total existente hoje de 4.897 quilômetros pavimentados em Pernambuco, o plano abrange 40%.

O governador ressaltou a importância dos investimentos para a economia pernambucana. “É um conjunto de obras que vai dar uma condição logística a quem vier investir no nosso estado, dando mais competitividade e conforto à população. Também estamos conectando a nossa malha viária ao traçado da Ferrovia Transnordestina.”

O secretário de Transportes, Isaltino Nascimento, explicou que as obras também são necessárias por conta do tempo que as vias já possuem e do desgaste que sofreram com as chuvas dos últimos dois anos. “Cerca de 60% das nossas rodovias têm mais de 20 anos de uso.”

Hoje também foram dadas ordens de serviço orçadas em R$ 39,05 milhões, divididos em R$ 23,3 milhões para restauro da PE-45 Escada-Vitória (34,4 km) e R$ 15,7 milhões para a PE-60 Cabo-Suape (10,2 km).

Além das PEs, 106,4 km de oito rodovias estaduais também tiveram ordem de serviço assinadas: Vicinal Sanharó-Jenipapo (11,2 km), a PE-160 Jataúba-Congo (13 km), a PE-88 Salgadinho-João Alfredo (11 km), a PE-149 Altinho-Ibirajuba (17 km), PE-086 Orobó-Machados (15,45 km), Vicinal Três Ladeiras Itaquitinga-Três Ladeiras (25,75 km), PE-102 Casinhas-Divisa PB (6 km) e Vicinal Rio da Barra (Custódia, 12 km). Com um investimento de R$ 96,8 milhões, serão implantadas e pavimentadas quase 100 quilômetros de novas rodovias.

De acordo com o governador Eduardo Campos, as obras estarão prontas no primeiro semestre de 2013. “Esse prazo poderá se estender até 2014, quando o Estado se tornará o terceiro do País em qualidade das estradas.”



Notícias do dia
05/09/2011






Folha de Pernambuco
Economia
05/09/2011


Levantamento sobre demanda da Refinaria

Alguns grupos industriais já selecionaram e indicaram os seus fornecedores. A Refinaria Abreu e Lima, instalada no Complexo industrial Portuário de Suape, por exemplo, integra o projeto piloto da Agência de Fomento de Pernambuco (Agefepe). “Em primeiro plano, o fornecedor do empreendimento é a Petrobras. Estamos levantando quem fornece a ela. O passo seguinte é procurá-los e estudar a demanda deles”, disse o presidente da Agefepe, Agnaldo Nunes.



Kraft Foods, Estaleiro Atlântico Sul (EAS), Sadia e Hemobrás estão na lista para integrar o processo. A Fiat ficará mais para adiante, incorporando as suas sistemistas. Para convocar esses fornecedores, há a possibilidade de chamadas públicas, indicando a habilitação para quem quer participar do processo. “Será o momento de análise bancária, cumprindo regras do Banco Central e da própria Agência, avaliação dos balanços, capacidade e estrutura de produção. Se for do segmento comercial, analisaremos sua experiência”.



Segundo Nunes, as empresas (compradores) indicarão pontos fracos dos seus fornecedores. “Com esse mapeamento, já passaremos os relatórios para os fornecedores e indicaremos desde a capacitação direcionada a aquisição de um tipo de equipamento”, detalhou.



Em contrapartida, o Governo pede que os grupos industriais e empresas que utilizam dos serviços coloquem o planejamento de seu crescimento na plataforma virtual da Agência. A ação oferece a seus fornecedores a possibilidade de se planejar para atendê-lo. É a tal da integração entre demanda e oferta. Segundo Nunes, “ganha o sistema financeiro”. A Refinaria Abreu e Lima e a Kraft Foods foram procuradas pela reportagem, mas disseram não ter posicionamento sobre o assunto.



Diário de Pernambuco
Diário econômico
05/09/2011


Produtos made in Pernambuco
THATIANA PIMENTEL
Estudo traz dados inéditos sobre mercados que têm oportunidades para itens do estado




Açúcar está entre um dos produtos da pauta de exportação pernambucana. Imagem: FÁBIO CORTEZ/DN/D.A PRESS - 21/1/10
Açúcar, plásticos, sucos, uvas, mangas, lagostas congeladas, baterias, geradores elétricos e borrachas. Estes produtos representam 87% da pauta de exportação do estado, segundo o Perfil Pernambuco elaborado pela Apex-Brasil e divulgado na semana passada pelo Centro Internacional de Negócios (CIN) da Fiepe. O estudo traz informações inéditas sobre mercados que possuem oportunidades para os produtos pernambucanos, países que mais importam do estado, crescimento das exportações e comparativos da pauta do estado com a pauta nacional nos últimos anos. A ideia da pesquisa é fornecer dados para entidades setoriais e empresários que já exportam ou querem começar a exportar.


“Nosso objetivo é construir uma análise estrutural das exportações pernambucanas e identificar oportunidades para os principais setores exportadores de Pernambuco. Trazemos informações dos maiores mercados importadores de cada setor, dos países que apresentaram as maiores taxas de crescimento das importações por setor, analisamos o porte das empresas que estão exportando para estes países e as tarifas de importação”, explicou Manoel Franco, assessor de economia da Unidade de Inteligência Comercial da Apex-Brasil.


Segundo ele, um dos pontos positivos detectados pela análise foi a diversificação dos destinos dos produtos pernambucanos. “Em 2005, 25% das exportações do estado se concentravam nos Estados Unidos, já em 2010, a Argentina passou a ser o principal destino, representando 11,4%, seguido dos Estados Unidos, 11,2%, Venezuela e Rússia, ambas com 9%”, detalhou Franco.


O estudo traz ainda dados sobre a intensidade tecnológica das exportações do estado que mostram o crescimento de produtos intensivos em recursos naturais, que passaram de 48,3% do total exportado em 2003 para 54,7% em 2010, e a perda de espaço dos produtos primários, que recuaram 8% durante o período. Outro ponto importante da análise foi o salto das exportações de conservas de frutas, legumes e vegetais e geradores transformadores e motores elétricos. Os primeiros ocupavam o 25º lugar no ranking de exportações pernambucanas em 2005 e subiram até o 5º lugar em 2010, já o setor de geradores transformadores e motores elétricos passou da 20º posição na lista, para a 6ª.


“A pesquisa é um grande roteiro para quem está exportando, sejam grandes, médias ou pequenas empresas. Traçamos as oportunidades de cada continente, área e para cada tamanho de empresa pernambucana. Vai facilitar o planejamento e diminuir os desafios dos exportadores locais”, afirmou Marcela Cabral, gerente do CIN da Fiepe. Ela ressalta que Pernambuco é o segundo estado do Nordeste que é contemplado pelo estudo e que o próximo deve ser a Bahia. Para quem se interessar, a pesquisa da Apex ficará disponível no site da Fiepe através do www.fiepe.org.br.