03/11/2011
Jornal do Commercio
Economia
03/11/2011
Grupo israelense investe no Cabo
DESENVOLVIMENTO A Netafim, especializada em tecnologia de irrigação, anunciou investimento de R$ 10 milhões na fábrica do Estado
A multinacional israelense Netafim, especializada em tecnologia de irrigação, anunciou um investimento de R$ 10 milhões em uma fábrica na cidade do Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. A unidade vai produzir estruturas conhecidas tecnicamente como tubos gotejadores e microaspiradores. O objetivo é suprir o mercado interno do Brasil com foco no Nordeste e também o mercado externo. Pesou na decisão a localização estratégica de Pernambuco na região e o Porto de Suape, que servirá como porta de saída de produtos acabados e de entrada para insumos e matérias-primas.
Informações como número de empregos gerados, localização da planta e incentivos ainda não foram detalhados. A decisão de instalar o empreendimento em Pernambuco foi tomada na última terça-feira pelo CEO do grupo Netafim, Igal Aisenberg. O anúncio foi feito ao ministro da Integração Nacional, Fernando Bezerra Coelho, que atuou como intermediário nas negociações.
A empresa enxerga potencial de crescimento no Brasil, especialmente depois que o governo federal, através do Ministério da Integração Nacional, começou a analisar o lançamento de investimentos no setor de irrigação, especialmente no semiárido brasileiro. Já se fala, inclusive, em PAC da Irrigação para o programa que visa implantar cerca de 200 mil hectares (ha) de perímetros irrigados com tecnologia de ponta, visando reduzir ao máximo o uso de água.
A visita do ministro à Israel, nesta semana, tinha justamente como objetivo trocar experiências com aquele país, referência na área de infraestrutura hídrica.
A Netafim, por exemplo, atua desde 1965 e criou o sistema de irrigação conhecido como gotejamento, que otimiza a utilização de água no processo (uma redução de 40%, em média). Ao longo dos anos se tornou a líder no mercado em projetos de micro-irrigação, com 31% de participação. O grupo possui investimento contratado no Nordeste, como a instalação de sistemas no perímetro irrigado de Mandacaru, na Bahia.
Atualmente, a Netafim possui 13 fábricas espalhadas por cinco continentes, empregando cerca de 2.400 pessoas. Detém ainda 31 empresas subsidiárias e um sistema de distribuição que alcança 110 países. Em 2010, o faturamento foi de US$ 604 milhões (cerca de R$ 1 bilhão, de acordo com a cotação do dólar de ontem). A receita bruta apresentou crescimento pelo segundo ano consecutivo, após a empresa ter passado por um período de queda nas vendas nos anos de 2007 e 2008.
Além do Brasil, a empresa tem mirado outros mercados emergentes mundiais como China e Vietnã. O grupo também atua no ramo de instalação de estufas e em projetos de bioenergia. Ontem, a Netafim anunciou a venda de parte de suas ações, por US$ 870 milhões, ao fundo de investimento Permira, que possui capital europeu e asiático.
Folha de Pernambuco
Economia
03/11/2011
Algodão pernambucano
A Secretaria de Agricultura do Estado irá ampliar o programa de revitalização da cultura do algodão. Tudo para que o Estado volte a ser líder na produção de algodão. E a preocupação faz sentido. Hoje, este é um mercado promissor. Apenas o polo têxtil de Suape consome em torno de 40 toneladas do produto por ano. E este mercado está sendo adquirido na Bahia. Ou seja, temos potencial e demanda, falta o produto. Ou melhor, faltava. A Secretaria de Agricultura estadual distribuiu, no início do ano, oito toneladas de sementes junto aos agricultores de base familiar do município de Surubim, no Agreste Setentrional. As sementes plantadas compõem uma nova variedade resistente a pragas. E as primeiras colheitas começam a ser realizadas amanhã. Com o resultado, o que se espera é dar garantias que podemos atender a demanda estadual e, o que é melhor, com um custo até 30% mais em conta. É só o começo. Segundo o secretário de Agricultura do Estado, Ranílson Ramos, no próximo ano, o projeto irá contemplar cinco mil hectares de plantação, beneficiando 20 municípios. O investimento no projeto ultrapassará a marca de R$ 5 milhões. Se continuarmos neste ritmo, em alguns anos, Pernambuco pode recuperar o posto perdido há 20 anos: o de grande produtor de algodão.
Diário de Pernambuco
Diário econômico
03/11/2011
Gravatá quer pólo industrial
Município do Agreste formalizou pedido de criação do distrito à AD Diper. Área deve sediar até 30 empresas

Geraldo Júlio recebeu o pleito de instalação de um distrito industrial em Gravatá. Imagem: RICARDO FERNANDES/DP/D.A PRESS - 22/12/09
Conhecido por sua natureza e seu clima ameno, o município de Gravatá, no Agreste, quer investir forte na industrialização. O prefeito O zano Brito teve na última segunda-feira uma audiência com o secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Júlio, e pediu apoio na implantação de um distrito industrial na cidade. O prefeito avisa que qualquer empresa será bem-vinda, desde que tenha responsabilidade ambiental. Do contrário, o turismo poderá sair prejudicado.
Ficou acertado que as equipes da prefeitura e do governo do estado vão trabalhar juntas na identificação de uma área a ser desapropriada para a criação do DI. “Até a semana que vem devemos ter duas ou três áreas identificadas para apresentar ao governo do estado”, afirma o secretário municipal de Indústria e Comércio, Arnaldo Souza. Está sendo procurada uma área em torno de 100 hectares, que possa abrigar entre 20 e 30 empresas de pequeno, médio e grande porte.
Além disso, diz Arnaldo, a ideia é relocar as fábricas que hoje funcionam no centro de Gravatá. “Temos indústrias de pequeno porte em segmentos como plástico, confecção, metais e móveis, algumas funcionando há mais de 50 anos. Isso também prejudica o turismo. Queremos relocá-las para essa nova área, que de preferência deve estar distante uns dez quilômetros do centro”, completa.
O secretário também garante que Gravatá tem plenas condições de atender às empresas que futuramente venham se instalar no município, seja em relação a incentivos ou mão de obra. De preferência, aquelas pertencentes a segmentos não poluentes, como o de tecnologia da informação e comunicação (TIC).
“O DI é uma demanda da população de Gravatá. Já tivemos aqui uma empresa que queria montar computadores e ia empregar cerca de 150 pessoas, mas que foi embora porque não tínhamos área disponível”, conta Arnaldo Souza. A prefeitura pretende iniciar a implantação do DI já a partir de 2012.
A Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), que cuida da implantação e administração dos DIs estaduais, informa que ainda não recebeu formalmente a demanda de Gravatá, mas que está à disposição caso fique comprovada a viabilidade técnico-financeira do novo distrito.
A AD Diper administra atualmente dez distritos: Cabo de Santo Agostinho, dois em Jaboatão dos Guararapes, Recife, Paulista, Abreu e Lima, Itapissuma, Garanhuns, Petrolina e Araripina. Sete novos DIs estão sendo estruturados, em Arcoverde, Brejão, Glória do Goitá, Ribeirão, Serra Talhada, Sirinhaém e Vitória de Santo Antão. A agência calcula que eles exigirão investimentos de até R$ 1,5 milhão, somente em terraplenagem e implantação do sistema viário.
Blog Ne10
Pernambuco Investimento
03/11/2011
“O Porto de SUAPE foi condição fundamental para a economia pernambucana”, Valdeci Monteiro

O economista e sócio da Consultoria em Planejamento (Ceplan), Valdeci Monteiro, destaca SUAPE como peça fundamental para o bom momento vivido pelo Estado:
“Uma conjuntura de fatores impulsionou SUAPE. A decisão de trazer a refinaria foi o que incentivou outros empreendimentos a virem para cá, foi o grande marco. Estamos passando por uma mudança radical na estrutura produtiva do Estado, com o Complexo de SUAPE sendo o carro-chefe desse momento, a presença do Porto de Suape foi condição fundamental para que esses empreendimentos deslanchassem na economia pernambucana.”
Atenciosamente,
0 comentários:
Postar um comentário