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22/10/2011
Diário de Pernambuco
Diário econômico
22/10/2011
Terminal marítimo chinês foca mercado brasileiro
Hong Kong (China) – O Porto de Hong Kong, o Hutchison Port Holdings (HPH), tem interesse em investir no Brasil. A expectativa é por uma sociedade para que o grupo possa construir o terminal. Em visita ontem às instalações do terceiro maior porto marítimo do planeta, durante missão empresarial à China, o presidente da Fecomércio-PE, Josias Albuquerque, prometeu intermediar as negociações, levando o interesse dos chineses a Pernambuco.
E não é à toa que os orientais estão de olho no Brasil. Segundo a gerente de marketing para a América Latina, Monica Charvet, o país está nos planos de expansão do grupo pela forte relação comercial. A China é hoje o maior comprador dos produtos brasileiros, e os orientais sabem dos bons negócios que podem ser feitos entre os dois países. Com a recente crise econômica mundial, os chineses ampliaram mercado, mas o crescimento do país asiático tem um trajetória mais longa. Nas últimas duas décadas, a infraestrutura da China passou por grande transformação, com investimentos pesados na área de transporte, o que facilitou a abertura das portas chinesas para o mundo.
Pelas estatísticas da Containerisation International, em 1989 os chineses não estavam entre os 20 maiores portos de contêineres do mundo. Vinte anos mais tarde, a China tem sete representantes nesta lista, dos quais seis estão entre os dez maiores do planeta. Localizado em uma região com mais de sete milhões de habitantes, o terminal marítimo do porto – HongKong Internacional Terminals (HIT) - interliga o transporte marítimo, com grandes embarcações do Pacífico, ao fluvial, compreendendo embarcações menores. Um dos principais hub ports do Sudoeste da Ásia, o Porto de Hong Kong conta com nove terminais e um tempo de operação e permanência dos navios de contêineres de cerca de dez horas. O HIT perde apenas para os portos de Xangai e Singapura em movimentação de contêineres.
Fábrica - A Majestosa Engenharia, empresa de construção civil de Petrolina, terá uma fábrica de cabos e condutores elétricos no município. Numa área de 11 hectares, com 15 mil metros quadrados de área construída, a unidade já começou a ser erguida e, até o fim do próximo ano, deverá começar a operar.
O proprietário do grupo, Marco Aurélio de Carvalho, diz que a escolha pelo Sertão pernambucano se deve aos incentivos fiscais do governo pernambucano. “A desoneração dos tributos, com a descentralização dos investimentos do estado, foi decisiva para nossa escolha”, explica o empresário, lembrando da redução no preço do produto para o consumidor final. “A desoneração dos custos com a logística será atrativa para as empresas e concessionárias, potenciais clientes.”
O valor de investimento na unidade ainda está sendo estimado, já que o maquinário necessário para a operação da fábrica está sendo adquirido na China. A empresa calcula investir R$ 5 milhões somente com os equipamentos. “Há uma forte demanda no Nordeste para a compra de cabos elétricos, mas os fornecedores mais próximos são de São Paulo. Uma indústria em Petrolina será estratégica para atender a esse nicho”, ressalta Carvalho.
Por Sarah Eleutério, enviada especial - A repórter viajou a convite da Fecomércio-PE
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24/10/2011
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Economia
24/10/2011
Atenção para os fornecedores
Os diretores de instituições bancárias e da Refinaria Abreu e Lima estão quebrando a cabeça para formar a cadeia de fornecedores do empreendimento. Aliás, não é só a Refinaria que sofre com este problema. O Estado ainda carece de uma cadeia de fornecedores para o setor naval e offshore. “Pernambuco não tem sequer fornecedores suficientes. Mas esse é o melhor dos problemas. É fruto do desenvolvimento brasileiro e do Estado”, afirmou a superintendente da Caixa Econômica Federal, Eugênia Regina de Melo. O problema pode até ser fruto do desenvolvimento, mas não deixa de ser um caso difícil de ser resolvido. Faltam capacitações, incentivos fiscais e financiamentos. Hoje, as empresas locais não possuem capital para ampliar a produção e atender à demanda dos empreendimentos estruturadores. Além disso, a alta carga tributária dificulta a compra de insumos, já que os produtos ficam mais caros. E o segmento merece uma atenção diferenciada. Para se ter uma ideia, 65% do preço do navio é formado por peças, equipamentos e aço, todos locais. Como disse o presidente da Transpetro, braço logístico da Petrobras, Sérgio Machado, “não adianta ter estaleiros e não pensar no início do processo”. O desenvolvimento chegou ao Estado, mas ainda falta atenção para este segmento.
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